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O WordPress ofereceu-nos o texto abaixo, que levemente adaptamos, bem como uma série de estatísticas e dados interessantes, que resolvemos publicar praticamente na íntegra:

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam aqui um resumo de alto nível da saúde do blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,300 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 3 747s cheios.

Em 2010, Paralelo XIV publicou 39 novos artigos, nada mau para o primeiro ano!

O dia mais ativo em 2010 foi 16 de outubro com 44 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Da série “Desmontando Inverdades”: o e-mail da Ata da Petrobrás.

De onde vieram?

Os sites que nos enviaram mais tráfego foram viomundo.com.br, dilmanarede.com.br, slashingtongue.com, mail.live.com e conversaafiada.com.br

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo pelos termos: atas da petrobras, atas petrobras, nota dest/cgc nº 79/2009, de 2 de abril de 2009, do departamento decoordenação e controle das empresas estatais e paralelo xiv

Atracões em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Da série “Desmontando Inverdades”: o e-mail da Ata da Petrobrás abril, 2010
13 comentários

2

Arabesq: Arabistas apoiam Diplomacia de Lula no Oriente Médio (e condenam a “mídia colonizada”) maio, 2010
1 comentário

3

Dilma/Lula X Serra/FHC: A comparação inevitável abril, 2010

4

Post semanal: atrasado! (“mea culpa”) abril, 2010

5

PHA: O “Plano Cohen”, a “Carta Brandi” e o dossiê do Serra. A perna da mentira ficou mais curta setembro, 2010

 

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O que é um Spammer?

“Spammer” é alguém que pratica SPAM, ou seja, alguém que é remunerado pela emissão de e-mails com propaganda, sem permissão do destinatário.  É uma atividade ilegal na maioria dos países, ou apenas politicamente incorreta em outros – como no Brasil.  Muitas empresas, principalmente as que contrabandeiam e vendem produtos a partir do exterior, pagam 1 centavo de dolar para cada e-mail enviado.  Veja sua caixa de spam no Gmail ou em outro e-mail que você tenha, e você saberá do que estou falando: cerca de 75% das mensagens que você recebeu, não foram solicitadas, nem você concordou ou preencheu seu e-mail no cadastro.  Elas estão abarrotando seu e-mail sem sua permissão.  Você concorda com isso?

Como os Spammers conseguem seu e-mail?

Simples:

Primeiro: O que um Spammer faz é, primeiramente, criar um e-mail com forte apelo emocional, no qual a probabilidade de ser repassado seja grande;

Segundo: Dispara o e-mail com um assunto especifico, e através de programas criados para isso, rastrea todo o caminho do e-mail.   Ele tem diversas contas de e-mail (mais de 100 contas, por exemplo), sendo que algumas são reconhecidas pelas pessoas como se fossem pessoas reais.  Todas essas contas são agrupadas e administradas por um programa único de gestão de e-mails/spammer – então quando recebe a resposta em uma, ele fica sabendo instantaneamente.

Terceiro: Ele rastreia o caminho do e-mail, principalmente pelo assunto, e acaba acontecendo de ele receber de volta, semanas depois o mesmo e-mail.  Com um detalhe: cada pessoa que repassou o e-mail, não apagou os e-mail’s dos remetentes anteriores, e eles estão todos aí (vide abaixo), no corpo do e-mail!! Mais fácil, impossível!!!

Se não acabarmos com essa praga agora, em pouquissimos anos 90% das informações trafegadas na rede serão compostas por SPAM – e muitos com videos e arquivos pesadíssimos!!  Isso vai comprometer tanto, mais tanto a internet, que as empresas responsáveis pelo armazenamento – que você e todos nós pensamos que é de graça, e não é –  terão seus custos aumentados e comprometidos de forma terrível.  Como resultado, em poucos anos a internet poderá começar a travar, ficar fora do ar e será praticamente proibido trafegar com arquivos.  Como consequência da necessidade de custeio da estrutura de armazenamento extra, a única alternativa será a seguinte: quem quiser transferir um mísero arquivo em anexo, terá que pagar por isso!!  E isso é tudo o que não queremos, porque o que os inimigos da internet gostariam – aqueles que vivem de manipular as pessoas -, é de uma internet controlada, elitizada e somente para poucos, na qual as informações não circulem livremente.

Então, para acabar de vez com a praga do Spam, adote as seguintes atitudes:

1) Não repasse e-mails sem antes checar seus conteúdos. Desconfie de mensagens bombásticas, do tipo fim do mundo, invasão alien ou fim do orkut.  Elas são criadas cirurgicamente, na certeza de que o comportamento humano mais comum é repassar, porque nós todos, seres humanos, adoramos ver o circo pegar fogo, temos atração mórbida pela desgraça alheia e tendência em compartilhar nosso pavor ou medo!! Não demora mais que alguns segundos uma pesquisa via Google, com os termos ou assuntos do e-mail em questão, para que você descubra matérias a respeito em sites específicos onde Hoaxes (boatos) são desmontados.  Um bom portal nessa categoria, no Brasil, é o E-Farsas.  No mais, muitas pessoas dadas como desaparecidas já foram encontradas, a história do homem que caiu numa tina na fábrica da coca-cola é de 1920 e muitas pessoas doentes que precisam de sua ajuda, ou cuja tristeza e felicidade você quer partiulhar com seus amigos, infelizmente já partiu dessa para melhor ou felizmente já superou o problema, há muito, muito tempo!!!

2) Não acredite em correntes.  Ninguém morreu por não ter repassado a corrente do Dalai-Lama que deu 30 mil voltas ao mundo – e ninguém vai morrer. Os únicos efeitos possíveus de uma corrente são: a) resultado da fé ritualística (efeito placebo), ou seja, algo acontece de bom com você porque você fez o que a mensagem pedia, reforçando em sua mente, acreditando de todo o seu coração naquele resultado (ou seja: seu desconhecido e poderoso subconsciente foi magnetizado e programado com essa finalidade – e funciona!); ou b) foi uma simples coincidência que você relacionou com a corrente – pois se não a tivesse repassado, não faria tal correlação!!!

3) Petições on-line e “correntes do bem” são ineficazesPetições através de e-mail’s, ou correntes do tipo “o menino John ganhará US$ 0,01 cada vez que alguém repassar seu e-mail” são tão eficazes quanto lutar contra um tigre… usando uma atiradeira!!  O Mc Donald’s e a maioria das empresas estão se lixando se você repassar oitocentas vezes um e-mail para “ajudar a luta conta o câncer do Gabrielzinho”, sabe porque?  Suas campanhas precisam ser registradas; são todas institucionais, geralmente funcionando através da rede de lojas das empresas, ou através de sites oficiais.  Uma empresa séria não emite ou compactua com a geração e repasse de e-mails por três motivos: a) É ilegal na maioria dos países gerar Spam;  b) Pelo motivo anterior, não há retorno positivo de imagem, e sim desgaste de imagem; c) não há como registrar, mensurar ou autenticar um e-mail, de forma a possibilitar isenção ou contrapartida nos impostos!!  Um e-mail, repasse-após-repasse, não tem nenhum controle (exceto pelos Spammers…) e não apresenta nenhuma segurança, devido á ausência de criptografia que eventualmente pudesse certificar que foi emitido realmente por determinada pessoa!! Assinar uma petição on-line por e-mail, é roubada na certa!!

4)  Use CCO (cópia de carbono oculta). Eu provavelmente fiz isso ao repassar essa mensagem.  Você não tem como saber, porque ao inserir os e-mails dos destinatários no campo CCO, os e-mails dos outros destinatários no mesmo envio não são exibidos para os demais destinatários.  Dessa forma, seu e-mail e o de todos que adotarem esse comportamento nunca aparecerão no corpo do texto, e consequentemente, nunca será coletado por um spammer.

5) Seja crítico. A internet é um novo paradigma: ela não se impõe.   Por meio dela, você tem acesso a centenas de milhares de outros e-mail’s, blogs, sites e portais.  Muitos com informações corretas, muitos com informações erradas ou inverídicas.  Aumenta, portanto, sua responsabilidade: é você que tem que decidir se deve ou não confiar nas informações a que está tendo acesso. Cruze dados, pesquise em locais diferentes o mesmo assunto, e consulte sua própria razão, para saber se o que lê lhe parece mesmo razoável.  Em suma, seja crítico!!

No mais, continue compartilhando e repassando e-mail’s – com muita responsabilidade!  Se achar que deve, você pode repassar esse esclarecimento, ajudando a esclarecer as demais pessoas.  Compartilhe sentimentos, amor, poesia, fotos e paisagens lindas, aquela canção que lhe toca o coração ou aquela informação que será realmente útil e necessária.

Aprenda a reconhecer quando e porquê um jornal, uma rede de TV ou mesmo um portal de internet está tentando manipular sua opinião.  Reconhecendo um destes sinais, mude de canal ou de publicação imediatamente.  Reflita sobre os pontos abaixo, avaliando-os criticamente, e você reconhecerá a manipulação em muitos veículos de imprensa…  Mas não se assuste: você está acordando.

Curiosamente, o banido livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, entre outras coisas, preconizava inúmeros métodos de manipulação midiática que vemos na atualidade.  Os meios de comunicação seguem essa cartilha?  Caso positivo, por qual motivação ideológica de longo prazo?  Quem está por trás desses meios de comunicação? Quais seus objetivos?

Baseado em texto de Noam Chomski

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO – O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas” )

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES – Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.  [Nota de Paralelo XIV: Recentemente o Brasil não caiu nesse truque funesto, e o resultado é o que estamos vendo: desemprego subindo nos EUA e no resto do mundo, e caindo aqui.]

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO – Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO – Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE – A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO – Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE – Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE – Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE – Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM – No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

VITÓRIA!!!

O retrocesso está afastado por 4 anos.  Mas estaremos todos vigilantes.

Parabéns ao Brasil!!  Parabéns a Lula!!!  Parabéns a nós, povo brasileiro!!!

Parabéns, Dilma Vana Roussef!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do Correio do Brasil.  Leia o original aqui, já traduzido, em português.  Os grifos são nossos.

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10,  Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington

Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation – a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica – publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as “imaturas” democracias da América Latina e do Caribe.

No artigo intitulado “Elections in Brazil and the US Intelligence Community” (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que “o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina”.

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial 

 

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial

Leia os principais trechos do artigo:

“Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ‘na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério”.

“Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.

“Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

“O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff – uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente – como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária – nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.

“A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ‘amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posaram como “testemunhas” de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma – como um rival puramente nominal. Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.

“Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

“O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial – o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil – O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja – estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.

“A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ‘novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil.  A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato.  Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

“Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA – tanto republicanos quanto democratas – estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel”.

Tradução: CdB

P.S.: Precisa dizer mais alguma coisa?  É disso que falávamos, aqui.

Prezados Leitores,

Há muito para dizer e, infelizmente, muito pouco tempo para tal.  Manter um blog com matérias interessantes, coerentes e conteúdo relevante não é fácil.  É um trabalho para amadores, sim, mas amadores com bastante energia, tempo disponivel e dispostos a pesquisa séria e equilibrada do que se deseja analisar.  Acreditamos ter esse potencial, mas nos falta tempo.  Esse é o principal motivo pelo qual informamos que este blog será descontinuado em breve.  Não estamos nos furtando à luta, mas apenas pensamos que podemos ser igualmente produtivos em outras searas, colaborando nos blogs dos demais amigos e, quiçá, de forma mais ativa no mundo não-virtual.   Dessa forma, este é um dos últimos posts do blog.  Esperamos que todos possam nos compreender.

Todavia, algo nos move, ainda; ainda nesse inesperado – mas repleto de lições a aprender – segundo turno das eleições.  É a fala de Martin Luther King, negro estadunidense, militante da paz e dos direitos humanos, assassinado em l968:

“O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”

Por esse principal motivo, não podemos, ainda, nos calar diante dos descalabros que vemos em nosso dia a dia.  De uma campanha difamatória, suja e matematicamente engendrada pela oposição, contra a candidata Dilma Roussef.  Enquanto isso, do outro lado, a chamada grande mídia segue cumprindo o papel preconizado – há séculos – pelos que se denominam a Elite.  Essa imprensa, também matematica e friamente, de forma manipuladora – como é seu modus operandi -, apregoa agora uma nova visão: o “fato consumado”, de que Serra estaria eleito.  Quem falou disso, há alguns dias foi o Azenha, neste post, no seu excelente e indispensável Vi o Mundo.

A verdade: Não há fato consumado, e a tendência para a vitória, bem como os prognósticos que o futuro nos aponta, caminham na direção da eleição de Dilma Vana Roussef, a futura presidente do Brasil.

Razão pela qual fazemos um último apelo á razão: o leitor deve aprender a ler nas entrelinhas de cada fato, como falamos em outras oportunidades, como aqui.  Faça uma pesquisa no blog e entenda nossa visão sobre esse e outros assuntos.

E ainda que o leitor não seja eleitor de Dilma/Lula, rogamos para que mantenha o senso crítico sobre tudo que lê, tudo o que toma conhecimento.

Isso posto, analise o curriculo e a história dos candidatos e dos seus atos.  Pense, reflita, critique, analise e chegue – aí sim, com sua própria cabeça – à sua conclusão.  Use sabiamente essa nova ferramenta – a internet – e busque você mesmo realizar seu filtro.

Um outro pedido: por favor, não anule seu voto; por mais que você pense que tudo é corrupção; que todos os politicos não prestam e nada vai mudar; que nada pode ser feito, e tudo ficará assim para sempre – como ficou até agora – saiba a verdade: essa é uma ilusão colocada cirurgicamente pela imprensa e pelo restante do sistema, em sua mente.  Para ocultar de você a verdade maior: o poder é seu, e depende de você, de nós, de todos nós enfim, fazer as coisas acontecerem.

Isso não significa que o mundo seja belo, lindo, e os problemas do Brasil tenham sido resolvidos: não; há muito o que fazer.  Mas quer saber porque não foi feito até agora?

Porque o maior interessado – você! – ainda não acordou completamente para a realidade de que é o principal ator para a modificação dessa realidade que nos cerca.  Mas não se culpe: está apenas seguindo, inconscientemente, o plano deles.

Sejamos mais didáticos: você gosta/gostou do governo do Presidente Lula? Está entre os 80% que aprovam seu Governo, ou os 16% que o considera regular?

Se a resposta é sim, e se votou – como nós – em Lula, em 2002 e 2006, saiba que esse sucesso é seu! Tudo isso de bom que acontece em nosso país, foi você, fomos nós que fizemos.  Com a sua escolha. Tendo pensado, tendo refletido, tendo escolhido acreditar no futuro de nosso amado país, tendo acreditado, tendo recusado pensar com a cabeça dos outros, tendo ignorado as mentiras e as manipulações da imprensa, tendo enfim, finalmente, sido pro-ativos, tendo AGIDO – e não, REAGIDO.

Saiba, portanto, que o futuro do país depende de você.  Querem fazer você crer que seu voto não faz a menor diferença.  Mentira: faz sim. Faz TODA a diferença. E saiba, ainda, que votar nulo ou branco é tão eficaz como forma de protesto quanto tentar encarcerar um tigre com uma gaiola de passarinho: é inútil.

Você não é obrigado a chegar a nossa conclusão, mas nos permita dizer que seu voto será mais útil em Dilma Roussef – 13 – do que em anulação, voto branco ou em José Serra.  Mas como chegar a essa conclusão?  Muito simples: na hora de se postar em frente á urna para digitar seu voto, pare, pense e reflita:

“Onde eu estava em 1999?”

  • Por acaso você se recorda da sensação de que não valeu a pena participar da eleição de 1998?
  • Se recorda do desemprego e da desesperança?  Das sabidamente poucas chances de conseguir sustentar sua família?
  • Se lembra de ter perguntado à várias pessoas: “quem votou no Fernando Henrique Cardoso, em 1998,, afinal?”, e de só obter respostas negativas?  Se lembra de ter pensado as respostas possíveis a esse silêncio de seus interlocutores?  Pensou em fraude eleitoral?  Ou pensou que na verdade quem votou em FHC estava com vergonha de confessar seu voto, enfim, confessar a merda que fez?
  • “O Brasil não vai prá frente, porque se for para a frente, cai no abismo?”.  Se recorda dessa frase?  Onde ela anda agora?  Saiu de seu vocabulário?  Você a esqueceu?  Porque?
  • Lembra-se que o Brasil era o “pátio de estacionamento dos Estados Unidos”?  Esqueceu disso também? Porque?
  • Se você – como nós – era pobre em 1999 e vem ascendendo, e tem ou está prestes a comprar seu primeiro veículo; lembra-se de quais eram as perspectivas para alcançar esse objetivo em 1999?
  • Aliás, você estaria lendo essas palavras em um blog em 1999?  Você tinha computador em 1999?  Tinha internet? (p.s.: internet de verdade ainda vem por aí… também depende de você…)
  • Você achava que o Brasil era respeitado no exterior, em 1999?
  • Você, enfim, tinha esperanças em 1999?

Então, para finalizar, visite este artigo, leia-o, analise-o, veja as imagens, e saiba o seguinte:

1999: ano compreendido entre o período 1994-2002 – Gestão PSDB.  Presidente: Fernando Henrique Cardoso.  Ministro: José Serra.

2010: ano compreendido entre o período 2002-2010 – Gestão PT.  Presidente: Luis Inácio Lula da Silva. Ministra: Dilma Roussef.

Agora abra os olhos – lembre-se, você está diante da urna eletrônica! É hora de você agir.  Decida o futuro que quer.  Decida pela esperança dos seus filhos e netos.  Olhe para frente, e não volte ao passado!  Sem boatos, sem mentiras, sem medo, sem dúvidas!

Vote 13.  Vote Dilma Roussef.

Nos encontraremos em 1º de janeiro de 2011.  Nós, você e o futuro.

Um dos trabalhos sujos que a mídia faz é o de contribuir para a ampliação da sensação de impotência  de um povo.  Sinalizando subliminarmente através da divulgação de escândalos, corrupção, desvio de recursos públicos, violência, degradação moral e problemas sociais de forma geral, o cidadão, seu refém, que a ela (mídia) recorre para se manter informado, ao término do telejornal conclui, diariamente, que o mundo está perdido, o Brasil não tem jeito, e não vale a pena se preocupar, não vale a pena se importar, nada posso fazer.

Nada tão distante da verdade.

Prezado leitor: essa sensação experimentada por todos nós, é proposital!  Mas entenda: não estamos aqui dizendo que tudo que exista de mal deva ser ocultado; não se trata disso.  Se trata, primeiramente, de entender que a liberdade de imprensa tão pretendida, na verdade, é a liberdade de empresa – ou seja, da empresa de comunicação concessionária, que decide, ao seu bel prazer, filtrar a informação a que tem acesso e mostrá-la – ou não – a seus telespectadores/leitores/ouvintes.  Ao fazê-lo, atua de forma seletiva e subliminar.  Uma empresa concessionária de um serviço público tem, no mínimo, o dever de informar e o de entreter – e não o direito de manipular.

Infelizmente, na maioria dos casos, Liberdade de Imprensa não representa Liberdade de Informação!

O principal problema não é o que se diz, e sim o que não se explicita – o não dito, a linguagem não verbal, que induz  à conclusões estudadas.  Em nenhum momento você ouvirá uma rede de televisão dizer, com todas as palavras: gente, o mundo está perdido; não vale a pena se meter.  Isso – e muito mais – é dito sem palavras, começando com a escolha das notícias e a forma como elas são apresentadas.

Estendendo o exemplo, vemos que na mídia impressa – e, no caso em questão, na “mídia virtual” – um dos velhos truques utilizados é a disparidade entre a manchete – seja de capa, ou não – e o conteúdo imediatamente associado.  Nascida no seio dos jornais impressos – quando ainda não havia internet – as manchetes funcionam como a mensagem que um veículo de imprensa deseja expressar.  É um resumo, e são vistas pelos leitores como uma síntese do que está acontecendo de mais importante no dia.  E são percebidas como a imprensa – não como O Globo, Zero Hora ou Notícias Populares.

Uma das funções primordiais das manchetes são o de atrair o leitor para a aquisição do impresso (seja jornal ou revista).  Faz parte da chamada de capa, também, as fotos – e, em tempos recentes, infográficos e ilustrações.  É uma forma – quando mal utilizada – ainda mais perniciosa de passar informação, pois o que se vê atua de forma diferente do que se lê.  As imagens atuam como símbolos, arquétipos, se fixando no fundo de nossas mentes.  Não se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras?  Vale, sim, estimado leitor, porque as imagens são emblemáticas; elas falam e significam coisas, por si só.  Não é a toa que se faz faculdade de jornalismo  – que inclui o fotojornalismo.  As notícias são coroadas por fotos memoráveis, escolhidas a dedo, que transmitem a mensagem que se deseja.  Não é a toa, por exemplo, que nunca se vê a imagem do candidato José Serra nos jornais, com o dedo no nariz – uma das suas atitudes mais estranhas e mais comuns.  Procure na internet, prezado leitor, e a encontrará em blogs, somente.  A grande mídia, que o defende, não deseja mostrar essa face.  É o filtro, estúpido!

Pois bem: quantas vezes não vemos uma manchete de capa apontando um fato grave, importante ou apenas interessante para, minutos depois, decepcionar-nos com o conteúdo, após a compra do jornal, descobrindo que a notícia não era exatamente aquela que se alardeava?

Como por exemplo numa manchete um pouco mais antiga, da época da chamada crise nos aeroportos, dada em uma publicação dedicada a concursos públicos: “Vagas para controladores de vôo – contratação imediata”.  Alguns reais depois, descobre-se que é necessário inscrever-se em um concurso público para a Força Aérea – concurso esse, cuja inscrição estava apenas prevista, a julgar pela dezena de anúncios de apostilas e cursinhos intensivos que tomavam a parte inferior da página.

Dando um fictício (?) exemplo, funciona da mesma forma, quando uma manchete alardeia: “Petrobrás opera com várias plataformas enferrujadas”.  Ao lado, a foto de uma estrutura caindo aos pedaços, sobre o mar.  O leitor passante – aquele que não vai comprar o jornal, só lerá a manchete e, se estiver na internet, não clicará sobre ela para ler o corpo da matéria -, já recebeu a mensagem que o dono do jornal quer passar (sim, o dono: é ele quem decide a linha seguida pela pauta!).  Dessa maneira, várias mensagens espoucam na mente dos leitores, de forma não verbal – ou seja, são percepções que ficam gravadas no nosso subconsciente através da associação da manchete e das imagens: O Governo é ineficiente; a Petrobrás é mal-administrada; meu Deus, eles operam com esse material podre?  Isso não existe nas empresas privadas; Poxa, que chato, nada muda; Ainda bem que existe esse jornal, que me conta a verdade…

Comprando o jornal e lendo a matéria, nota-se, com algum esforço e prática, o filtro atuando: um sindicato fez a denúncia (não foram informações apuradas diretamente), e a quantidade de plataformas que justifica o termo várias da reportagem são… duas! (entre, quem sabe, oitenta plataformas!).   Contudo, a reportagem omite que ambas encontram-se… desativadas!!

São esses pequenos truques de quem considera que tem o direito e o dever (sim, eles pensam assim) de intermediar e filtrar a informação a que temos acesso.  Sim, repetimos – eles pensam assim.  Inclusive estão incomodados com a idéia do Estado – esse ente a quem outorgamos o nosso poder – falar diretamente a nós, cidadãos, sem intermediação.  Pretendem eles atuar como intermediários do que deve ser a expressão do poder popular?

Não prezado leitor; não pretendem.  O fazem, há séculos. Mas agora gritam e esperneiam, porque a Petrobrás, o Palácio do Planalto, nós e você, leitor, temos blogs.  Afinal, quem precisa da imprensa?  Mais especificamente, desse tipo de imprensa, que ofende nossa inteligência?  Para quê?  Apenas para nos manipular?

Que todos possamos, através da internet, reaprender e exercitar a capacidade de pesquisa, de filtro, de garimpar a verdade através do cruzamento de múltiplas referências.  Isso feito, poderemos tirar nossas próprias conclusões – e não as conclusões que querem que tiremos!

Por fim, saiba, estimado leitor: vale a penas se importar, sim.  Vale a pena não só sonhar, mas lutar para ver o sonho realizado.  Foi com uma pequena mudança de direção que o nosso amado Brasil chegou onde chegou, e temos tudo para não apenas prosseguir no mesmo caminho, mas como ajudar a corrigir sua rota, através da democracia representativa e das informações transparentes, por meio da rede, que o governo Lula nos apresenta, e que certamente será continuado através de um eventual – mas cada vez mais provável, obrigado – governo Dilma.

As perspectivas para nosso futuro são fantásticas.  Com cada vez mais pessoas conectadas à internet, o comércio eletrônico irá certamente explodir, gerando mais e mais empregos.  As informações deverão circular livremente, e teremos muito trabalho ao instruir os recém chegados.  Os cidadãos deverão ter o hábito de pesquisar e fiscalizar, eles mesmos, as ações de seus governos, em cada uma das esferas (Federal, Estadual, Municipal), e acompanhar seus representantes.  Uma previsão mais que óbvia: haverá um boom na área de logística.  É melhor nos prepararmos, todos nós.

É o sonho brasileiro, tão longamente atrasado por interesses escusos, que bate à sua porta!  E ele é feito por nós – todos nós, sem excluir ninguém, sem deixar ninguém para trás! O estimado leitor é chamado à ação: tente! Se interesse! Se informe – e informe!  Diga alô para o mundo, compartilhe, dialogue, pergunte – e pergunte de novo, se necessário -, entenda, explique.

Vale a pena!

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Da série “Desmontando Inverdades: o e-mail da Ata da Petrobrás”

Conheça:

Blog do Planalto

Blog da Petrobrás – Fatos e Dados

Do Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.  O original pode ser lido aqui.

“O Conversa Afiada tem o prazer de publicar os principais trechos de excelente artigo do amigo navegante Rogério Mattos Costa:

Receita Federal afirma que Verônica Serra autorizou abertura de seu sigilo fiscal. E a FOLHA é desmascarada. Mais uma vez.

Rogério Mattos Costa, Madrid, 01.09.2010

A Receita Federal afirmou ontem ter um documento, uma procuração da filha de Serra, com assinatura reconhecida em Cartório, autorizando a abertura de seu sigilo fiscal em 2008.

Mas a FOLHA, transformada em panfleto de campanha tucana, não disse nada sobre isso em sua matéria apócrifa de hoje, que não vem assinada por nenhum jornalista.

Algo que foi noticiado ontem até pelo próprio ESTADÃO no corpo de matéria publicada hoje.

É claro que, na manchete do combalido jornal dos Mesquita aparece apenas a denuncia de que “O sigilo da filha de Serra foi violado”, sem esclarecer que existiu o pedido da própria contribuinte, o que aparecerá apenas para os leitores que acessarem o corpo da matéria.

O Estadão faz uso de uma velha técnica de desinformação, retirada do manual do jornalismo de esgoto, que diz

“Se for impossível mentir, omita a verdade na manchete e mostre-a só no corpo da matéria. O efeito é quase o mesmo, pois grande parte do público, apesar de só ler a manchete, sai contando por você a mentira que você queria contar”.

Basta comparar a matéria da FOLHA aqui que coloca a filha de Serra e o próprio candidato como “vítimas”, com a matéria do ESTADAO, aqui para ver a má-fé de ambos, mas em especial, da FOLHA.

Segundo a Receita, a abertura foi feita a pedido de um homem, portando a autorização assinada, com firma reconhecida.

Falsificação: velha prática da direita e da sua imprensa.

Muito antes de Getúlio Vargas, os partidos de direita e famílias como os Marinho,  os Frias, os Mesquita e outros donos dos maiores meios de comunicação, acostumaram-se a fabricar “cartas” e “dôssies” para justificar golpes militares e enganar a população.

Especialmente, nas vésperas das eleições.

A novidade é apenas o tempo que leva para a mentira ser descoberta.

Foi assim com a célebre “Carta Brandi”, uma montagem de Carlos Lacerda, um jornalista que iniciou a carreira cobrindo crimes sanguinolentos e que no dia das eleições de 3 de outubro de 1955,que elegeram o presidente Juscelino, leu pela televisão uma carta de um deputado provincial argentino que dava detalhes de uma pretensa revolta para implantar a “república sindicalista do Brasil”.

Segundo Lacerda, que mais tarde virou governador da Guanabara, a carta havia sido escrita por um deputado argentino aos seus comparsas no Brasil e provava que a “sangrenta revolução”seria executada através de um levante de operários, realizado com armas contrabandeadas do país vizinho.

Mas tudo fora uma armação da UDN ( como se chamava o DEM naquela época) e do Carlos Lacerda,

A tal Carta do deputado peronista Antonio Brandi era falsa, como ficou comprovado em um Inquérito Policial Militar realizado pelo Ministério do Exército, presidido pelo General Emilio Maurell Filho, como descreve Edmar Morel em “Confissões de Um Repórter”.

Um depoimento do próprio deputado Antonio Brandi, um picareta que confessou ter ganho dois mil pesos para escrever a tal carta, mostrou que foi o próprio Lacerda que foi lá no interior da Argentina, numa cidadezinha chamada Goya, na fronteira do Brasil com a Argentina e  o Paraguai, produzir a tal carta com fotos e tudo.

Já na época, os golpistas e o “experto” Lacerda foram traídos por um pequeno detalhe: a máquina de escrever em que havia sido batida a tal “carta” tinha o “til” em separado, para usar sobre o “a” e sobre o “o”, como ocorre no português e no Brasil.

Ora, na Argentina e nos países de fala castelhana, só existe o “til” sobre o “n”, que é o “ñ” ( “enhe”)…

Lacerda havia levado uma máquina daqui do Brasil para escrever a carta na Argentina…e se deu mal nessa. O golpe não colou e JK foi eleito.

Os golpistas haviam superestimado o alcance da TV naquele tempo e deixado para “divulgar o plano dos sindicalistas” no dia das eleições. E afinal, nem todo mundo é bobo, como a direita sempre pensa.

Além do mais, essa não havia sido a única vez que golpistas tinham recorrido a “cartas secretas” e “dossiês” falsificados. O povo estava acostumado, como agora, com essas maluquices e pirotecnias da direita e seus jornais.

Já em 1921, duas cartas falsificadas, que teriam sido manuscritas, haviam sido publicada poucos dias antes das eleições pelo jornal “Correio da Manhã”, com grande destaque.

Elas continham pretensos insultos de Arthur Bernardes, então candidato, ao ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, presidente e aos militares, e ao candidato do governo, Nilo Peçanha, para prejudicar seu partido e indispô-lo com o Exército.

Mas Bernardes contratou peritos e provou na Justiça, que as cartas haviam sido falsificadas.

Outra vez um detalhe derrubou a tese do jornal e dos golpistas: os peritos mostraram que elas haviam sido escritas não por um, mas por dois falsários, chamados Jacinto Guimarães e Oldemar Lacerda e Bernardes era só um…

Em 1937, em outra empulhação, o “Plano Cohen”, um pretenso plano criminoso para os comunistas tomarem o poder, escrito na verdade pelo general Olímpio Mourão Filho, do serviço secreto do Exército, havia sido usada para justificar o golpe que criou a ditadura do Estado Novo.

No dia 30 de setembro, o general Goes Monteiro, chefe do estado maior, leu, na Voz do Brasil, no dia 30 de setembro de 1937, a denuncia sobre o “plano tenebroso” em que estudantes, operários e presos políticos libertados iriam seqüestrar e fuzilar imediatamente os ministros militares e civis, os presidentes da câmara e do senado, para implantar a “republica comunista” no Brasil, justificando uma ;época de repressão, censura, torturas e morte de opositores.

A fraude só foi descoberta oito anos mais tarde, em 1945, o próprio Goes Monteiro, reconheceu a fraude e pôs a culpa em Mourão Filho, que confessou ter escrito o documento a pedido do líder nazista brasileiro Plínio Salgado, apenas como uma simulação de como poderia ser um golpe comunista e ficou tudo por isso mesmo, nada tendo sofrido os falsários e impostores que tanto mal causaram ao Brasil.

O pior é que em 1964, o tal Mourão Filho foi um dos articuladores e executores do golpe militar de abril, que nos levou a 21 anos de ditadura, não só com censura, prisões, torturas e mortes, mas à dependência extrema, para tudo, do governo dos Estados Unidos da América. ,

Afinal, o golpista e falsário, em vez de ser punido e expulso das forças armadas como manda o regulamento, havia sido promovido a general e nomeado pelo próprio Jango  comandante do IV Exército em Minas Gerais…

O fabricante de histórias Frias, José Serra, derrotado pela internet e por você.

Serra é um impostor, a começar pelo próprio diploma de economista, que ele nunca apresentou ao público, mas ostenta em seu currículo no TRE.

Tal como Lacerda e os demais golpistas, Serra acredita firmemente que o povo é burro.

Foi assim também com o “Diploma que Serra recebeu na sede da ONU” de “melhor ministro  da saúde do mundo”, concedido por uma ONG corrupta sediada a poucos passos da sede do DEM em Curitiba.

Foi assim com o caso da Lunus, contra Roseana Sarney quando ela queria ser a anti-Lula em 2002, no lugar de Serra.

Foi assim com “o dossiê contra os gastos do cartão de FHC e da Dona Ruth”, vazado por um funcionário do gabinete do ex-governador tucano Álvaro Dias.

Foi assim no “dossiê dos aloprados”.

A especialidade de Serra agora é a de fabricar dossiês contra ele mesmo, para, com sua divulgação, fazer-se de vítima, como no caso do dossiê do sigilo.

Mas as coisas estão mudando, graças à internet e aos blogs, uma ferramenta ágil e acessível, que acabou com o monopólio dos jornalões.

Se você não sabia nada sobre o Plano Cohen, a Carta Brandi e as Cartas Falsas de Arthur Bernardes, agradeça às famílias Frias, Marinho, Mesquita e Civita, pois “eles” nunca falam nada sobre seus próprios crimes…

Se você gostou desse artigo, se achou que ele trouxe mais informação, espalhe-o na rede.

Faça sua parte na divulgação da História do Brasil que os donos da grande mídia comercial, o falso economista Serra e o PSDB não querem que o nosso povo conheça.”

Por Maurício Thuswohl(*) no Carta Maior.  O original pode ser lido aqui, e os grifos, em negrito, são nossos.

Realizado nos dias 19 e 20 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro de Jornais foi revelador do momento pelo qual passam os principais conglomerados de comunicação no Brasil. A começar pelo próprio tema, “Jornalismo e Democracia na Era Digital”, o evento organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) no Rio de Janeiro foi uma prova viva de que as poucas famílias que controlam os principais jornais do país vêm tendo muitos motivos para se preocupar desde que as novas mídias eletrônicas entraram em cena.

O principal tema de discussão entre os cerca de 700 empresários e profissionais do setor foi a gratuidade do conteúdo jornalístico na internet, curiosamente considerada por muitos dos presentes como “um entrave à democracia”. A própria ANJ, no texto de abertura do congresso, já antecipava sua posição a esse respeito: “O bom jornalismo, que difunde as informações de credibilidade e as opiniões que os cidadãos necessitam para fazer as suas escolhas, resulta de investimentos e deve ser adequadamente remunerado”.

Não é à toa que, este ano, a maior estrela do congresso organizado pelos donos da mídia no Brasil foi o jornalista Robert Thomsom, editor do Wall Street Journal. O jornal dos Estados Unidos se tornou o case de maior sucesso em termos de venda de conteúdo pago via internet. Durante sua palestra, o “guru” não decepcionou: “Precisamos urgentemente voltar ao que era antes. Voltar ao básico, em que as pessoas apreciam o conteúdo jornalístico o suficiente para pagar por ele”, disse.

Outras questões debatidas no congresso foram o fim da Lei de Imprensa e o fim da obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da função de jornalista, destacados como “importantes avanços” pela presidente da ANJ, Judith Brito, que também é diretora-superintendente do Grupo Folha.

Única novidade do congresso, a ANJ apresentou um plano de autorregulamentação do setor, a partir da criação de um conselho dentro da própria associação. A idéia, no entanto, não conta com o entusiasmo sequer do vice-presidente da ANJ, e também vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho: “A autorregulamentação é um princípio muito bom, mas a atividade jornalística é carregada de subjetividades”, disse.

“Perigo na AL”

O grande momento do congresso, no entanto, foi o painel “O Futuro da Democracia e o Jornalismo”, que reuniu o diretor de redação da Folha de SP, Otávio Frias Filho, e o sociólogo e professor da USP Demétrio Magnoli, um daqueles intelectuais que, segundo a ANJ, “difunde as opiniões que os cidadãos necessitam”. Neste debate, a sociedade brasileira foi alertada para o perigo que constitui “a formação de joint-ventures entre companhias de telecomunicação e governos populistas” para controlar a difusão de informações: “Tal perigo ronda, em especial, a América Latina”, afirmou Magnoli.

O sábio neoliberal disse mais: “Vem sendo difundida a teoria de que os jornais são como partidos que fazem parte de um jogo político. Ela surge numa época em que volta a idéia de que o Estado deve falar diretamente às pessoas, evitando a mediação. Essa teoria política dá base a um projeto de jornalismo estatal em curso na América Latina, buscando criar uma imprensa alternativa, principalmente nos meios eletrônicos”.

Frias, por sua vez, estendeu a outros continentes o leque de culpados pela “guinada antidemocrática” no jornalismo mundial: “Vladimir Putin, Ahmadinejad, Chávez, Rafael Corrêa e Evo Morales representam uma erupção de governantes autoritários e populistas que, embora mantendo a aparência de democracia, manietam os poderes Judiciário e Legislativo, além de buscar controlar a imprensa”, disse.

“Conferencismo”

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) passaram, em momentos diferentes, pelo 8º Congresso Brasileiro de Jornais. Os três presidenciáveis ratificaram a Declaração de Chapultepec, documento firmado em 1994 no México durante uma conferência hemisférica sobre liberdade de imprensa organizada pelos grandes empresários do setor.

Curiosamente, no mesmo dia em que passou pelo congresso da ANJ, Serra deu declarações públicas acusando o governo Lula: “Nos últimos anos, têm havido diversas tentativas de cercear a liberdade de imprensa no Brasil”, disse o tucano, que também fez críticas à 1ª Conferência Nacional de Comunicação, classificada como “parte de um processo de conferencismo pago com o dinheiro público”.

Em resposta a Serra, o ministro Franklin Martins divulgou uma nota pública na qual afirmou que o tucano “faz uma acusação grave e descabida” ao governo: “A imprensa no Brasil é livre. Ela apura – e deixa de apurar – o que quer e publica – e deixa de publicar – o que deseja. Opina – e deixa de opinar – sobre o que bem entende. Todos os brasileiros sabem disso. Diariamente, lêem jornais, ouvem noticiários de rádio e assistem a telejornais que divulgam críticas, procedentes ou não, ao governo. Jornalistas e veículos de imprensa jamais foram incomodados por qualquer tipo de repressão ou represália”, diz a nota.

Orquestra

Os ataques orquestrados ao governo e aos “inimigos da liberdade de imprensa” continuaram nestes últimos dias nos maiores jornais do país com a cobertura do XVI Encontro do Foro de São Paulo, evento do qual participam 54 organizações políticas de esquerda da América Latina e do Caribe. Fazendo referência ao documento final do encontro, que pede a democratização dos meio de comunicação, o jornal O Globo publicou matéria com o singelo título “PT e grupo da AL apóiam controle da mídia”.

Percebe-se pela postura adotada, seja nas páginas de seus veículos ou no congresso da ANJ, que os barões da mídia no Brasil, acossados em seu próprio domínio, começam a atirar para todos os lados em uma clara demonstração de que não sabem mais para onde ir. Qualquer semelhança com a campanha do candidato a presidente por eles apoiado não é mera coincidência. E pensar que, logo após o congresso da ANJ, foi realizado em São Paulo o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que reuniu cerca de 300 blogueiros em defesa da liberdade de expressão, da democratização da comunicação e da universalização da banda larga no Brasil. Como se vê, apesar das preocupações conservadoras, ninguém pode deter o futuro.

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(*) Maurício Thuswohl é jornalista

Publicado originalmente no Vi o Mundo.  O original pode ser lido aqui.

“Caros Blogueiros,

Moro atualmente fora do Brasil e tenho acompanhado à distância, e graças aos Blogueiros e à internet, as atualidades políticas e culturais do Brasil. Graças a essa façanha da blog-esfera brasileira no fortalecimento da mídia alternativa, pessoas como eu podem se manter atualizadas sem ter que se submeter, e na verdade à contragosto, à agenda política da grande mídia. Com interesse especial tenho acompanhado também o ‘Encontro dos Blogueiros Progressistas’, razão pela qual resolvi compartilhar uma fonte que, acredito, pode colaborar com o papel democratizador da informação exercido pelo blogs.

Clay Shirky, autor e pesquisador sobre internet e mídia social, no seu livro Here Comes Everybody: How Change Happens When People Come Together, [Aí vem todo mundo: Como as mudanças acontecem quando as pessoas se unem*] editado pela Penguin Books (2008) anuncia uma revolução em todo campo institutional de nossas sociedades. E só é uma revolução, como ele mesmo diz, se alguém sair perdendo. Em relação à realização de tarefas e resolução de problemas, essa mudança, que já está em andamento, vai minar o poder de instituições hierárquicas e enrigecidas e empoderar grupos cooperativos frouxamente associados. Acho que vale a pena conferir a utilidade para o contexto de luta dos blogs brasileiros. O sítio de palestras TedTalks.com disponibiliza uma apresentação do autor para download. Com legendas em português a palestra Institutions versus Collaboration (aqui) resume bem os assuntos tratados no livro.

Estudando a revolução causada pelas novas tecnologias nas instituições em geral, Shirky aponta o jornalismo como uma das classes onde a mudança é mais evidente. Ele, analisa, por exemplo, a intercessão entre a ‘blog-esfera’ e o jornalismo, e a questão do blogueiro ser, ou não, um jornalista — para ele essa não é a questão mais importante. Para ele importa mais entender como, por meio de baixo custo e novas tecnologias, a ‘amadorização’ na veiculação de informações termina por extrapolar a exclusividade da classe profissional. Achei dois de seus insights muito válidos, não só para os blogueiros, mas para todos os progressistas.

Primeiramente, no tocante ao jornalismo, a queda radical dos custos operacionais e a maneira como as mídias sociais mudam o cenário. Shirky afirma que essas novas tecnologias invertem o padrão ‘filtre primeiro e publique depois’, para o ‘publique primeiro e filtre depois’. Em sua análise, essa mudança tira das mãos dos ‘grandes’ editores o poder de decisão sobre o que é pauta (ou ao menos o relativiza), e passa a valorizar o julgamento do leitor, na medida em que este, por meio dos blogs, começa a redefinir a pauta da grande mídia. Um viés inovativo para o entendimento das mudanças tão faladas atualmente. Uma leitura genial e bem instrutiva, valendo, portanto, para todas as pessoas interessadas em desenvolver e aprimorar padrões mais cooperativos e horizontais de ação coletiva.

Outro insight importante é o papel dos novos meios de comunicação social na alteração dos padrões de formação, manutenção e operação de grupos sociais. Os novos meios, facilitando o compartilhamento de informações, a cooperação e a ação coletiva, interferem no equilíbrio entre a abordagem institutional, inerentemente exclusiva, segundo ele, mas predominante até o momento, e a abordagem colaborativa, mais democrática, mas até recentemente desprovida de tecnologias que a apoiassem.

Shirky, no entanto, alerta que “a questão aqui, não é que ‘isso é maravilhoso’ ou que vamos ver uma transição de abordagens exclusivamente institucionais para abordagens exclusivamente cooperativas. Vai ser muito mais complicado que isso. Mas o ponto é que será um reajuste maciço. E já que podemos vê-lo com antecedência e sabemos que está chegando, meu argumento é essencialmente: nós podemos muito bem nos preparar melhor para ele”.

Eurico Vianna

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