Category: Denúncia!


O que é um Spammer?

“Spammer” é alguém que pratica SPAM, ou seja, alguém que é remunerado pela emissão de e-mails com propaganda, sem permissão do destinatário.  É uma atividade ilegal na maioria dos países, ou apenas politicamente incorreta em outros – como no Brasil.  Muitas empresas, principalmente as que contrabandeiam e vendem produtos a partir do exterior, pagam 1 centavo de dolar para cada e-mail enviado.  Veja sua caixa de spam no Gmail ou em outro e-mail que você tenha, e você saberá do que estou falando: cerca de 75% das mensagens que você recebeu, não foram solicitadas, nem você concordou ou preencheu seu e-mail no cadastro.  Elas estão abarrotando seu e-mail sem sua permissão.  Você concorda com isso?

Como os Spammers conseguem seu e-mail?

Simples:

Primeiro: O que um Spammer faz é, primeiramente, criar um e-mail com forte apelo emocional, no qual a probabilidade de ser repassado seja grande;

Segundo: Dispara o e-mail com um assunto especifico, e através de programas criados para isso, rastrea todo o caminho do e-mail.   Ele tem diversas contas de e-mail (mais de 100 contas, por exemplo), sendo que algumas são reconhecidas pelas pessoas como se fossem pessoas reais.  Todas essas contas são agrupadas e administradas por um programa único de gestão de e-mails/spammer – então quando recebe a resposta em uma, ele fica sabendo instantaneamente.

Terceiro: Ele rastreia o caminho do e-mail, principalmente pelo assunto, e acaba acontecendo de ele receber de volta, semanas depois o mesmo e-mail.  Com um detalhe: cada pessoa que repassou o e-mail, não apagou os e-mail’s dos remetentes anteriores, e eles estão todos aí (vide abaixo), no corpo do e-mail!! Mais fácil, impossível!!!

Se não acabarmos com essa praga agora, em pouquissimos anos 90% das informações trafegadas na rede serão compostas por SPAM – e muitos com videos e arquivos pesadíssimos!!  Isso vai comprometer tanto, mais tanto a internet, que as empresas responsáveis pelo armazenamento – que você e todos nós pensamos que é de graça, e não é –  terão seus custos aumentados e comprometidos de forma terrível.  Como resultado, em poucos anos a internet poderá começar a travar, ficar fora do ar e será praticamente proibido trafegar com arquivos.  Como consequência da necessidade de custeio da estrutura de armazenamento extra, a única alternativa será a seguinte: quem quiser transferir um mísero arquivo em anexo, terá que pagar por isso!!  E isso é tudo o que não queremos, porque o que os inimigos da internet gostariam – aqueles que vivem de manipular as pessoas -, é de uma internet controlada, elitizada e somente para poucos, na qual as informações não circulem livremente.

Então, para acabar de vez com a praga do Spam, adote as seguintes atitudes:

1) Não repasse e-mails sem antes checar seus conteúdos. Desconfie de mensagens bombásticas, do tipo fim do mundo, invasão alien ou fim do orkut.  Elas são criadas cirurgicamente, na certeza de que o comportamento humano mais comum é repassar, porque nós todos, seres humanos, adoramos ver o circo pegar fogo, temos atração mórbida pela desgraça alheia e tendência em compartilhar nosso pavor ou medo!! Não demora mais que alguns segundos uma pesquisa via Google, com os termos ou assuntos do e-mail em questão, para que você descubra matérias a respeito em sites específicos onde Hoaxes (boatos) são desmontados.  Um bom portal nessa categoria, no Brasil, é o E-Farsas.  No mais, muitas pessoas dadas como desaparecidas já foram encontradas, a história do homem que caiu numa tina na fábrica da coca-cola é de 1920 e muitas pessoas doentes que precisam de sua ajuda, ou cuja tristeza e felicidade você quer partiulhar com seus amigos, infelizmente já partiu dessa para melhor ou felizmente já superou o problema, há muito, muito tempo!!!

2) Não acredite em correntes.  Ninguém morreu por não ter repassado a corrente do Dalai-Lama que deu 30 mil voltas ao mundo – e ninguém vai morrer. Os únicos efeitos possíveus de uma corrente são: a) resultado da fé ritualística (efeito placebo), ou seja, algo acontece de bom com você porque você fez o que a mensagem pedia, reforçando em sua mente, acreditando de todo o seu coração naquele resultado (ou seja: seu desconhecido e poderoso subconsciente foi magnetizado e programado com essa finalidade – e funciona!); ou b) foi uma simples coincidência que você relacionou com a corrente – pois se não a tivesse repassado, não faria tal correlação!!!

3) Petições on-line e “correntes do bem” são ineficazesPetições através de e-mail’s, ou correntes do tipo “o menino John ganhará US$ 0,01 cada vez que alguém repassar seu e-mail” são tão eficazes quanto lutar contra um tigre… usando uma atiradeira!!  O Mc Donald’s e a maioria das empresas estão se lixando se você repassar oitocentas vezes um e-mail para “ajudar a luta conta o câncer do Gabrielzinho”, sabe porque?  Suas campanhas precisam ser registradas; são todas institucionais, geralmente funcionando através da rede de lojas das empresas, ou através de sites oficiais.  Uma empresa séria não emite ou compactua com a geração e repasse de e-mails por três motivos: a) É ilegal na maioria dos países gerar Spam;  b) Pelo motivo anterior, não há retorno positivo de imagem, e sim desgaste de imagem; c) não há como registrar, mensurar ou autenticar um e-mail, de forma a possibilitar isenção ou contrapartida nos impostos!!  Um e-mail, repasse-após-repasse, não tem nenhum controle (exceto pelos Spammers…) e não apresenta nenhuma segurança, devido á ausência de criptografia que eventualmente pudesse certificar que foi emitido realmente por determinada pessoa!! Assinar uma petição on-line por e-mail, é roubada na certa!!

4)  Use CCO (cópia de carbono oculta). Eu provavelmente fiz isso ao repassar essa mensagem.  Você não tem como saber, porque ao inserir os e-mails dos destinatários no campo CCO, os e-mails dos outros destinatários no mesmo envio não são exibidos para os demais destinatários.  Dessa forma, seu e-mail e o de todos que adotarem esse comportamento nunca aparecerão no corpo do texto, e consequentemente, nunca será coletado por um spammer.

5) Seja crítico. A internet é um novo paradigma: ela não se impõe.   Por meio dela, você tem acesso a centenas de milhares de outros e-mail’s, blogs, sites e portais.  Muitos com informações corretas, muitos com informações erradas ou inverídicas.  Aumenta, portanto, sua responsabilidade: é você que tem que decidir se deve ou não confiar nas informações a que está tendo acesso. Cruze dados, pesquise em locais diferentes o mesmo assunto, e consulte sua própria razão, para saber se o que lê lhe parece mesmo razoável.  Em suma, seja crítico!!

No mais, continue compartilhando e repassando e-mail’s – com muita responsabilidade!  Se achar que deve, você pode repassar esse esclarecimento, ajudando a esclarecer as demais pessoas.  Compartilhe sentimentos, amor, poesia, fotos e paisagens lindas, aquela canção que lhe toca o coração ou aquela informação que será realmente útil e necessária.

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Serra faz campanha em Washington?

“Será que Serra deseja realmente que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos?”

Por Mark Weisbrot(*), via Óleo Clipping, com tradução de Paulo Migliacci.  O original pode ser lido aqui, em inglês, e aqui, em português. Os grifos são nossos.

O que José Serra está tentando fazer? Em sua campanha pela Presidência do Brasil, ele acusou a Bolívia de cumplicidade no tráfico de drogas e criticou Lula por tentar mediar a disputa entre Washington e o Irã, e por recusar (em companhia da maioria dos demais países sul-americanos) reconhecimento ao governo de Honduras, “eleito” sob uma ditadura.

Por algum tempo ele optou por não aderir à campanha internacional de Washington contra a Venezuela, mas agora Serra e seu candidato a vice, Indio da Costa, também adentraram aquele pútrido pântano, alegando que a Venezuela “abriga” as Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), o principal grupo guerrilheiro que combate o governo da Colômbia.

Que conste: a despeito de uma década de alegações, Washington ainda não conseguiu apresentar publicamente um traço de prova de que o governo de Chávez de fato apoie as Farc.

A única “prova” de que existe em domínio público vem de laptops e outros equipamentos de computação supostamente capturados pelas Forças Armadas colombianas em sua incursão ao território do Equador em março de 2008.

Blogueiros de direita como Reinaldo Azevedo repetem o mito de mídia de que a Interpol teria confirmado a autenticidade desses arquivos supostamente capturados, mas um relatório da Interpol nega enfaticamente essa possibilidade. Tudo que temos é a palavra das Forças Armadas colombianas – organização que sabidamente assassinou centenas de adolescentes inocentes e os vestiu como guerrilheiros.

Será que Serra realmente deseja que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos a fim de se colocar desafiadoramente do lado errado da história? E isso apenas para se tornar o maior aliado direitista de Washington? Sim, caso Serra não tenha percebido, os Estados Unidos, sob o governo Obama como sob o governo Bush, só têm governos de direita como aliados no hemisfério: Canadá, Panamá, Colômbia, Chile, México. Existe um motivo para isso: a política norte-americana com relação à América Latina não mudou sob Obama.

Mesmo de um ponto de vista puramente maquiavélico – deixando de lado qualquer ideia de fazer da região ou do mundo um lugar melhor-, a estratégia “Serra Palin” faz pouco sentido. O Brasil tinha boas relações com Bush e pode ter boas relações com Obama sem incorrer nessa espécie desonrosa de servidão.

O Brasil não é El Salvador, país cujo governo vive sob chantagem por ameaças de enviar de volta ao seu território os milhares de emigrantes salvadorenhos que vivem nos Estados Unidos.  E nem El Salvador tomou a estrada que Serra está percorrendo.

Não é apenas na Venezuela e na Bolívia que os Estados Unidos investem dezenas de milhões de dólares para adquirir influência política. Em 2005, como reportou este jornal, os Estados Unidos bancaram um esforço para mudar a lei brasileira de maneira a reforçar a oposição ao Partido dos Trabalhadores.

Washington tem grande interesse no resultado da eleição deste ano porque procura reverter as mudanças que tornaram a América Latina, no passado o “quintal” dos Estados Unidos, mais independente que nunca em sua história.  José Serra está fazendo com que esse interesse cresça a cada dia.

(*) Weisbrot é co-diretor do Centro para Pesquisa Política e Econômica, um think-tank progressista de Washington, colunista do jornal britânico Guardian e da Folha.

Nota do Paralelo XIV: Também não sabíamos o que significa think-tank; achamos uma definição, que nos parece confiável, aqui, na Wikipédia (em português).

Do site Viomundo.

Os Vedoin acusam Serra

Donos da Planam afirmam que o ex-ministro José Serra está envolvido com a máfia das ambulâncias e entregam novos documentos sobre a distribuição de propinas

Mário Simas Filho e Biô Barreira

Cuiabá (MT)

Na última semana, os termômetros na capital de Mato Grosso registravam temperaturas superiores aos 35 graus centígrados. Tão quentes quanto Cuiabá são os documentos que os empresários Darci Vedoin e seu filho Luiz Antônio obtiveram junto a bancos para ser entregues à Justiça, ao Ministério Público e à CPI dos Sanguessugas. Ambos são donos do grupo Planam, as empresas flagradas pela Polícia Federal em maio deste ano em um esquema de compras superfaturadas de ambulâncias que foram distribuídas a todo o País. Na ocasião, a PF prendeu 46 pessoas, entre elas os Vedoin, que permaneceram na cadeia por 80 dias.

Na quinta-feira 14, pai e filho fizeram chegar às mãos dos responsáveis pelas investigações uma pasta recheada de novos documentos. ISTOÉ teve acesso a esses documentos com exclusividade. Os mais importantes são extratos bancários que demonstram dezenas de depósitos feitos pelo grupo Planam a pessoas físicas e jurídicas até agora não mencionadas. Com essa documentação, a Justiça, o Ministério Público e a CPI ficam aparelhados para incluir nas investigações sobre a máfia das ambulâncias a efetiva participação dos ex-ministros da Saúde José Serra e Barjas Negri.

“Na época deles o nosso negócio era bem mais fácil. O dinheiro saía muito mais rápido. Foi quando mais crescemos”, diz Darci. “A confiança do pagamento era tão grande que chegamos a entregar cento e tantos carros apenas com o empenho do Ministério, antes de a verba ser liberada.”

Entre os documentos entregues pelos Vedoin está uma relação de emendas feitas no Orçamento da União que acabaram liberadas e atenderam aos interesses da Planam. A papelada indica que entre 2000 e 2004 a Planam comercializou 891 ambulâncias. Dessas, 681, mais de 70%, foram negociadas até o final de 2002, quando Barjas Negri deixou o Ministério da Saúde, após substituir José Serra, que disputara a eleição presidencial.

Para explicar a importância e a contundência do que estão delatando, Darci e Luiz Antônio apresentam um novo personagem na máfia das ambulâncias. Trata-se de Abel Pereira, um empresário da construção civil sediado em Piracicaba, cidade do interior paulista coincidentemente hoje administrada por Barjas Negri. “O Abel falava em nome do ministro Barjas e se tornou o nosso principal operador no Ministério da Saúde a partir do segundo semestre de 2002”, relata Luiz Antônio.

Segundo ele, naquele período houve uma pequena mudança no esquema. “Quando o Serra era ministro as operações eram feitas pelos parlamentares. Quando o Barjas deixou de ser secretário executivo e assumiu o comando do Ministério, Abel passou a ser o responsável pela liberação dos recursos, apesar de não possuir nenhum cargo naquela Pasta.”

Nos documentos bancários aos quais ISTOÉ teve acesso há cópias de pelo menos 15 cheques emitidos pela Klass, uma das empresas dos Vedoin, que teriam sido entregues ao próprio Abel. “Os cheques estão ao portador, mas foram entregues nas mãos dele”, acusa Darci. No total, esses cheques somam R$ 601,2 mil. Um deles, o de número 850182, datado de 30 de dezembro de 2002, tem o valor de R$ 87,2 mil. No mesmo dia, há outros sete cheques, seis deles são de R$ 30 mil e recebem os números de 850183 a 850188.

O cheque 850181, também de 30 de dezembro de 2002, tem o valor de R$ 45 mil. “Depois que eles perderam a eleição, o Abel me procurou e passamos a fazer muitas liberações”, diz Darci. De fato, 2002, último ano da administração tucana, foi o ano em que a Planam mais distribuiu ambulâncias pelo Brasil. Foram 317 no total. No Ministério Público, há quem suspeite que esses seguidos repasses tenham se destinado a pagar despesas da campanha presidencial de 2002. Agora, os procuradores deverão rastrear o destino desses cheques.

Quando o dinheiro não era repassado diretamente para Abel, segundo os Vedoin, as empresas do grupo Planam faziam depósitos em contas de pessoas jurídicas ou físicas, indicadas pelo preposto do ministro. Três depósitos têm chamado especial atenção dos parlamentares da CPI que já tiveram acesso a essa documentação. Trata-se de dinheiro entregue para a Kanguru Factoring Sociedade de Fomento Comercial. A empresa, dona do CGC 003824340/0001-25, encerrou suas atividades em 2003, no começo do governo Lula.

Dois depósitos no valor de R$ 66,5 mil foram feitos em 27 de dezembro de 2002. Três dias antes, há o registro de um depósito de R$ 33,5 mil. Há, porém, outras empresas que serão investigadas. A Datamicro Informática, por exemplo, sediada em Governador Valadares (MG), foi beneficiada com dois depósitos. Um deles, realizado em 19 de dezembro de 2002, é de R$ 70 mil. Também de Minas, foi beneficiada a Império Representações Turísticas. Com sede na cidade de Ipatinga, a empresa recebeu dois depósitos. O maior deles foi de R$ 60 mil, realizado em 18 de dezembro de 2002, na conta corrente 25644-7, do Banco do Brasil.

As relações de Serra e Barjas Negri são estreitas. O atual prefeito de Piracicaba tem enorme trânsito junto à cúpula tucana. Esteve com Serra no Ministério do Planejamento, foi secretário executivo no Ministério da Saúde, ministro da Saúde e, antes de se eleger prefeito de Piracicaba, em 2004, ocupou o cargo de secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Os donos da Planam afirmam que começaram a operação de distribuição de propinas para parlamentares que aprovassem emendas para a compra de ambulâncias em 1998, quando Serra assumiu o Ministério da Saúde.

“Naquela época, a bancada do PSDB conseguia aprovar tudo e, no Ministério, o dinheiro era rapidamente liberado, inclusive com a ajuda de Barjas”, lembra Luiz Antônio. Um ofício datado de 13 de dezembro de 2001 mostra que o gabinete acompanhava de perto as liberações de recursos para a compra de ambulâncias. No documento, já em poder da CPI, o então secretário executivo, Barjas Negri, se reporta ao Fundo Nacional de Saúde e pede “o empenho e a elaboração do convênio, com posterior retorno a essa Secretaria Executiva”. No mesmo ofício, Barjas diz tratar-se de “uma determinação do senhor ministro José Serra.”

Quando operava usando os parlamentares (até o segundo semestre de 2002), o grupo Planam destinava a eles 10% do que conseguia receber. Com a entrada de Abel na operação foi feita nova negociação, favorável ao empresário. “O Abel me chamou para um encontro em São Paulo. Conversamos no aeroporto de Congonhas. Tudo ficou acertado. No início da conversa ele queria manter os 10% que eram tratados com os deputados e senadores, mas no final da conversa fechamos com 6,5%”, narra Darci.

“Foi quando mais crescemos, pois tudo o que pedíamos era facilmente liberado”, completa Luiz Antônio. Com os nomes das pessoas físicas e jurídicas listadas pelos Vedoin, os procuradores que investigam a máfia das ambulâncias poderão saber por que razão Abel indicava os depósitos e qual o destino dado ao dinheiro das ambulâncias superfaturadas. Na relação entregue pelos donos da Planam constam, por exemplo, seis depósitos feitos a favor de pessoas ainda desconhecidas do caso.

Uma delas é Valdizete Martins Nogueira. Ela foi a destinatária de um depósito de R$ 7 mil feito na agência 3325-1 do Banco do Brasil em Jaciara, no interior mato-grossense, em janeiro de 2003. Na mesma cidade e na mesma agência do BB foram feitos três depósitos para outro personagem novo: Robson Rabelo de Almeida. Um desses depósitos teve o valor de R$ 20,1 mil, feito em 17 de dezembro de 2002. Em 3 de janeiro de 2003, o favorecido foi Mario J. Martignago, igualmente desconhecido até aqui, com um depósito de R$ 20 mil.

“A entrega desses documentos mostra que estamos cumprindo nosso acordo de dizer e provar tudo o que sabemos”, conclui Luiz Antônio. Com essas pistas todas, tanto o Ministério Público como a CPI poderão aprofundar ainda mais o esquema dos sanguessugas e talvez sugerir medidas para que coisas como essas não se repitam. “Somos culpados, mas não somos os maiores. A maior culpa é de governos antigos que propiciaram tudo isso. Jamais liguei para parlamentares. Eles é que ligavam para mim”, conclui Darci.

Recebemos um e-mail hoje que, segundo pudemos verificar, é antigo e circula há um bom tempo na nuvem.  Mas nunca é demais trazer o assunto à tona – sempre!!

Todos nós temos direito à vida.  O arrogante, estúpido, cego, cruel e corrupto ser humano  acredita ser  (não é!)  a espécie  dominante do planeta Terra, e que, por isso, teria o direito de escravizar, torturar, explorar e matar outras espécies.

Não sejamos hipócritas!  Também gostamos da boa e velha picanha, de uma boa linguiça bem assada e, naturalmente, um galeto ainda faz  excelente companhia ao arroz e feijão dos domingos brasileiros.  Todavia, é impossível deixar de pensar que todos esses prazeres foram trazidos à nossa mesa por uma razão muito mais prática do que nos fazer bem, nos trazer prazer; foram trazidos a nossa mesa por… lucro!

Sim!! Esqueça os comerciais de TV, as propagandas onde uma família feliz se reúne à mesa ,e compartilham sua alegria, ao som do jingle feliz da mais nova marca de margarina.  Margarina?  Uma massa de óleo, gordura hidrogenada, colesterol sufocante da pior qualidade, sal, corantes e conservantes!!   Você nunca mais consumiria margarina, linguiça, presunto ou mesmo qualquer tipo de carne ou alimento, se acompanhasse todo o ciclo de produção-industrialização.   Ou você realmente ainda é ingênuo de acreditar que as corporações que fabricam a deliciosa margarina, desejam apenas sua felicidade e dos seus, à mesa do café da manhã?

Ledo engano: você e nós somos apenas números!!  Números que multiplicam ganhos!!!

Somos gado! Nossa diferença em relação às reses, é que falamos e pensamos (??).

Enfim, essa tem sido a medida do ser humano: lucro!  Esse sistema monetário e capitalista que aí está, tem esse único e infeliz objetivo.  Enquanto não transcendermos esse sistema, ficaremos impedidos de alçar vôo  rumo a visões mais socialmente justas, eticamente corretas.

Há um documentário na internet, em que é dito que o ser humano precisa se lembrar que sua experiência nesse planeta, não é uma experiência isolada.  Ele a compartilha, no mesmo espaço, no mesmo tempo, com outros seres que também vivenciam suas experiências.  É simplesmente cruel que releguemos a estes seres uma vida de eterno servir, à custa de seu sangue, sua carne, para satisfazer não nossas necessidades básicas e naturais, mas a necessidade de lucro!!

Matando outros seres, o ser humano acumula mais capital, para escravizar não somente os animais, mas seus semelhantes!

Nada impede – na verdade, a julgar pelo destino que merecemos, é bem provável até – que  William Bramley, em seu “Os Deuses do Éden“, esteja certo: seremos apenas porcos, gansos e gado?

Pois merecemos!

Este planeta está doente.  E a doença somos nós!

Segue a mensagem:

“A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.  Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios, que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse produto: assim que os filhotes nascem, são imediatamente separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por toda a sua vida (4 meses) em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste do subproduto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral “ferro” da sua alimentação, tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um estrado de madeira, onde os excrementos possam passar por esse ripado e cair sobre um piso de concreto abaixo, onde os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é oferecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz.  A manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos da limpeza dos estábulos. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida – de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do Sol. E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem a menor idéia de como ela é produzida.

A medida da crueldade do ser humano: a carne de vitela!

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade – que já não mais tolera  violências  – vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou baby beef e repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

(Fonte: Instituto Nina Rodrigues – Projetos por Amor à Vida)”