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Do Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.  O original pode ser lido aqui.

“O Conversa Afiada tem o prazer de publicar os principais trechos de excelente artigo do amigo navegante Rogério Mattos Costa:

Receita Federal afirma que Verônica Serra autorizou abertura de seu sigilo fiscal. E a FOLHA é desmascarada. Mais uma vez.

Rogério Mattos Costa, Madrid, 01.09.2010

A Receita Federal afirmou ontem ter um documento, uma procuração da filha de Serra, com assinatura reconhecida em Cartório, autorizando a abertura de seu sigilo fiscal em 2008.

Mas a FOLHA, transformada em panfleto de campanha tucana, não disse nada sobre isso em sua matéria apócrifa de hoje, que não vem assinada por nenhum jornalista.

Algo que foi noticiado ontem até pelo próprio ESTADÃO no corpo de matéria publicada hoje.

É claro que, na manchete do combalido jornal dos Mesquita aparece apenas a denuncia de que “O sigilo da filha de Serra foi violado”, sem esclarecer que existiu o pedido da própria contribuinte, o que aparecerá apenas para os leitores que acessarem o corpo da matéria.

O Estadão faz uso de uma velha técnica de desinformação, retirada do manual do jornalismo de esgoto, que diz

“Se for impossível mentir, omita a verdade na manchete e mostre-a só no corpo da matéria. O efeito é quase o mesmo, pois grande parte do público, apesar de só ler a manchete, sai contando por você a mentira que você queria contar”.

Basta comparar a matéria da FOLHA aqui que coloca a filha de Serra e o próprio candidato como “vítimas”, com a matéria do ESTADAO, aqui para ver a má-fé de ambos, mas em especial, da FOLHA.

Segundo a Receita, a abertura foi feita a pedido de um homem, portando a autorização assinada, com firma reconhecida.

Falsificação: velha prática da direita e da sua imprensa.

Muito antes de Getúlio Vargas, os partidos de direita e famílias como os Marinho,  os Frias, os Mesquita e outros donos dos maiores meios de comunicação, acostumaram-se a fabricar “cartas” e “dôssies” para justificar golpes militares e enganar a população.

Especialmente, nas vésperas das eleições.

A novidade é apenas o tempo que leva para a mentira ser descoberta.

Foi assim com a célebre “Carta Brandi”, uma montagem de Carlos Lacerda, um jornalista que iniciou a carreira cobrindo crimes sanguinolentos e que no dia das eleições de 3 de outubro de 1955,que elegeram o presidente Juscelino, leu pela televisão uma carta de um deputado provincial argentino que dava detalhes de uma pretensa revolta para implantar a “república sindicalista do Brasil”.

Segundo Lacerda, que mais tarde virou governador da Guanabara, a carta havia sido escrita por um deputado argentino aos seus comparsas no Brasil e provava que a “sangrenta revolução”seria executada através de um levante de operários, realizado com armas contrabandeadas do país vizinho.

Mas tudo fora uma armação da UDN ( como se chamava o DEM naquela época) e do Carlos Lacerda,

A tal Carta do deputado peronista Antonio Brandi era falsa, como ficou comprovado em um Inquérito Policial Militar realizado pelo Ministério do Exército, presidido pelo General Emilio Maurell Filho, como descreve Edmar Morel em “Confissões de Um Repórter”.

Um depoimento do próprio deputado Antonio Brandi, um picareta que confessou ter ganho dois mil pesos para escrever a tal carta, mostrou que foi o próprio Lacerda que foi lá no interior da Argentina, numa cidadezinha chamada Goya, na fronteira do Brasil com a Argentina e  o Paraguai, produzir a tal carta com fotos e tudo.

Já na época, os golpistas e o “experto” Lacerda foram traídos por um pequeno detalhe: a máquina de escrever em que havia sido batida a tal “carta” tinha o “til” em separado, para usar sobre o “a” e sobre o “o”, como ocorre no português e no Brasil.

Ora, na Argentina e nos países de fala castelhana, só existe o “til” sobre o “n”, que é o “ñ” ( “enhe”)…

Lacerda havia levado uma máquina daqui do Brasil para escrever a carta na Argentina…e se deu mal nessa. O golpe não colou e JK foi eleito.

Os golpistas haviam superestimado o alcance da TV naquele tempo e deixado para “divulgar o plano dos sindicalistas” no dia das eleições. E afinal, nem todo mundo é bobo, como a direita sempre pensa.

Além do mais, essa não havia sido a única vez que golpistas tinham recorrido a “cartas secretas” e “dossiês” falsificados. O povo estava acostumado, como agora, com essas maluquices e pirotecnias da direita e seus jornais.

Já em 1921, duas cartas falsificadas, que teriam sido manuscritas, haviam sido publicada poucos dias antes das eleições pelo jornal “Correio da Manhã”, com grande destaque.

Elas continham pretensos insultos de Arthur Bernardes, então candidato, ao ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, presidente e aos militares, e ao candidato do governo, Nilo Peçanha, para prejudicar seu partido e indispô-lo com o Exército.

Mas Bernardes contratou peritos e provou na Justiça, que as cartas haviam sido falsificadas.

Outra vez um detalhe derrubou a tese do jornal e dos golpistas: os peritos mostraram que elas haviam sido escritas não por um, mas por dois falsários, chamados Jacinto Guimarães e Oldemar Lacerda e Bernardes era só um…

Em 1937, em outra empulhação, o “Plano Cohen”, um pretenso plano criminoso para os comunistas tomarem o poder, escrito na verdade pelo general Olímpio Mourão Filho, do serviço secreto do Exército, havia sido usada para justificar o golpe que criou a ditadura do Estado Novo.

No dia 30 de setembro, o general Goes Monteiro, chefe do estado maior, leu, na Voz do Brasil, no dia 30 de setembro de 1937, a denuncia sobre o “plano tenebroso” em que estudantes, operários e presos políticos libertados iriam seqüestrar e fuzilar imediatamente os ministros militares e civis, os presidentes da câmara e do senado, para implantar a “republica comunista” no Brasil, justificando uma ;época de repressão, censura, torturas e morte de opositores.

A fraude só foi descoberta oito anos mais tarde, em 1945, o próprio Goes Monteiro, reconheceu a fraude e pôs a culpa em Mourão Filho, que confessou ter escrito o documento a pedido do líder nazista brasileiro Plínio Salgado, apenas como uma simulação de como poderia ser um golpe comunista e ficou tudo por isso mesmo, nada tendo sofrido os falsários e impostores que tanto mal causaram ao Brasil.

O pior é que em 1964, o tal Mourão Filho foi um dos articuladores e executores do golpe militar de abril, que nos levou a 21 anos de ditadura, não só com censura, prisões, torturas e mortes, mas à dependência extrema, para tudo, do governo dos Estados Unidos da América. ,

Afinal, o golpista e falsário, em vez de ser punido e expulso das forças armadas como manda o regulamento, havia sido promovido a general e nomeado pelo próprio Jango  comandante do IV Exército em Minas Gerais…

O fabricante de histórias Frias, José Serra, derrotado pela internet e por você.

Serra é um impostor, a começar pelo próprio diploma de economista, que ele nunca apresentou ao público, mas ostenta em seu currículo no TRE.

Tal como Lacerda e os demais golpistas, Serra acredita firmemente que o povo é burro.

Foi assim também com o “Diploma que Serra recebeu na sede da ONU” de “melhor ministro  da saúde do mundo”, concedido por uma ONG corrupta sediada a poucos passos da sede do DEM em Curitiba.

Foi assim com o caso da Lunus, contra Roseana Sarney quando ela queria ser a anti-Lula em 2002, no lugar de Serra.

Foi assim com “o dossiê contra os gastos do cartão de FHC e da Dona Ruth”, vazado por um funcionário do gabinete do ex-governador tucano Álvaro Dias.

Foi assim no “dossiê dos aloprados”.

A especialidade de Serra agora é a de fabricar dossiês contra ele mesmo, para, com sua divulgação, fazer-se de vítima, como no caso do dossiê do sigilo.

Mas as coisas estão mudando, graças à internet e aos blogs, uma ferramenta ágil e acessível, que acabou com o monopólio dos jornalões.

Se você não sabia nada sobre o Plano Cohen, a Carta Brandi e as Cartas Falsas de Arthur Bernardes, agradeça às famílias Frias, Marinho, Mesquita e Civita, pois “eles” nunca falam nada sobre seus próprios crimes…

Se você gostou desse artigo, se achou que ele trouxe mais informação, espalhe-o na rede.

Faça sua parte na divulgação da História do Brasil que os donos da grande mídia comercial, o falso economista Serra e o PSDB não querem que o nosso povo conheça.”

Mais um que acorda!

Depoimento espontâneo do médico Adriano no Vi o Mundo.  O original pode ser lido aqui (nos comentários via Intense Debate).  Os grifos, em negrito, são nossos.

“Sou médico e pela primeira vez venho comentar nestas paginas. Sempre tive comigo que algo andava errado, sempre vi que na politica brasileira os comentários sempre se afunilavam-se no que a TV, revistas e jornais de evidencia nos “empurravam” e as vezes me via perguntando: “será que sou só eu que penso contra ou o governo do Lula é ruim mesmo?”, “será que todos ( do ciclo em que convivo) tem razão ao criticar e achar ruim tudo o que ele faz?” Mas os numeros não indicavam isso, mas a TV sempre rebatia, pesquisas demonstravam crescimento e melhorias absurdas, mas a TV, jornais, revistas e a classe A toda sempre rebatia contra… O que esta acontecendo de verdade? Neste período começei a ir para a rede, trocar aquilo que cansava minha mente pela Net e comecei a ler sites como este, como do Nassif e Paulo Henrique Amorim, foi como se derrepente eu descobrisse que milhares e milhares de pessoas também pensavam igual a mim concretizando que existe sim algo de muito podre e ridículo no nosso pais. Nunca fui ingênuo de achar que não há coligações de poder em todas esferas que se degladiam até a morte para se manterem no poder ou buscar o mesmo, isso sempre existiu e sempre existirá, sempre soube que política e midia ora andaram juntas, ora contra neste duelo de manutenção e expoliação do poder, mas não tinha a prova palpável para confirmar que estes exageros tão evidentes estão alienando parcelas da população e de forma descarada arrombam os portões de uma mínima ética residual para uma agressão nociva, manipulando fatos e fatores para envenenar a realidade, me sentia impotente porque não tinha fatos além daqueles manipulados que chegavam a minha casa pela velha oligarquia prostituta e viciada que é atualmente conhecida PIG, para defender minha senssação de que ” que merda é essa que eu estou vendo nas revistas e na TV e que parece que todos que conheço não enchergam que esta claramente sendo uma manipulação barata?”, ” só vejo criticas pessoais ao presidente, só vejo acusações de todos os tipos, sem nenhuma prova, mas nunca vejo o direito de defesa ser noticiado, ser evidenciado, e o pior, sempre vejo a oposição fazer estardalhaços com coisas que pela imcopentencia homérica são resultados do governo anterior deles? Cade o senso? Cade alguem para equilibrar as coisas? Eles foram claramente os causadores de tudo que esta ai de ruim na saude e economia e nestes ultimos 8 anos e o que tenho visto foi o resgate da minha moral la fora, do meu pais e isso não tem preço, cade o reconhecimento?” e sempre ouvia: “Ahhh, cara, vc ta viajando, você acha mesmo que este cachaceiro ta resgatando alguma coisa? Ele é o maior embuste do século, o cara que roubou todas ideias do antecessor e ganhou a moral disso!”…. Como é triste ver o quão obtusa pode ser a mente humana, ingrata por natureza e acima de tudo, ofenciva e nociva! Só por não gostar de ver um operário acima na hierarquia, isso justifica todo preconceito, ingratidão e falta de senso. Quando vi o video do meu presidente relatando o que passou com aquele diretor da folha e depois li a verborragia esquizofrênica da diretora da ANJ confirmando o inconfirmavel, o inadimissível e totalmente repudiável que eles são a unica oposição ao governo eu me senti verdadeiramente…. aliviado! Aliviado por saber que não estava certo que mais ainda por saber que a luz no fim do túnel esta ai, esta aqui na minha tela, no milhares de bloqueiros e internautas que estão buscando a verdadeira noticia, a verdadeira ideia, a verdadeira oposição ao domínio intelectual que sempre fomos obrigados a aceitar desde sempre!!! Cara quando vi MEU presidente falar o que ele falou no discurso sobre a folha e a elite política e da mídia eu verdadeiramente me emocionei, veio namente na hora o respeito que sabia que tenho pelo seu governo e sua pessoa, sei que é politico, que tem falhas e passível de corrupção como todo político, mas ele foi o único que me deu a chance de dizer bem alto :“Pais do Carnaval, mulata e futebol e a PUTA QUE O PARIU!!!!!” ahhh e como isso me faz bem poder falar… sempre fui criado em berço explendido, sempre tive do melhor e hoje ocupo um bom lugar na sociedade, mas nunca vou poder negar que todos tem seu direito a isso e que so com ele isso esta sendo possível, so neste governo eu vejo todos poderem ter alguma coisa e algum respeito! Este foi o desabafo de uma cara que esta feliz em poder ver aqui ideias pares e saber que não estou sozinho!”

Nos abstemos de procurar corrigir, criar parágrafos ou mesmo alterar quaisquer expressões.  O texto acima é cópia fiel do original.  Dessa forma, fiéis ao original, ficam evidentes a sinceridade e o desabafo do leitor, que procurava, naquele exato instante, traduzir em letras o que sentia, a torrente de idéias que circulava em sua mente, que uma linguagem formal e fria não poderia, nunca, refletir.  Além do mais, entre um gole de qualquer bebida e tiragostos, em qualquer roda de amigos, é nessa linguagem que nos expressamos, não é mesmo?  É essa a nossa realidade.

Quem que nós não pensa, ou não poderia, pensar da mesma forma?  Quantos de nós, de fato, não pensamos da mesma forma?

Nota-se que é uma pessoa de classe média, posição social e financeira estável, formado, mas sobretudo brasileiro, como o somos, em grande maioria.  O leitor que possa, á sua vontade, definir o que é mais marcante nesse desabafo. Creio que o leitor terá notado, no texto, o espírito de virada e justiça social, e o “orgulho Brasil” que estamos atravessando.

Um leitor do Vi o Mundo comemorou: “Você acabou de sair da Matrix!”.  Nós, portanto, corroboramos, felizes:  seja bem vindo ao mundo real, estimado Adriano!  Assim como nós, você desconectou o plugue e as mangueiras que alimentavam nosso cérebro com as melecas da Globo/Folha/Estadão/Veja, enquanto a ilusão era a de que comíamos caviar…  Juntos, acordaremos o resto do país!

Como os EUA financiaram mais de 150 jornalistas contra Chávez

Do Diario Liberdade, via Vi o Mundo.

(leia direto na fonte, clicando aqui)

Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.

O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).

Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS).

Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos.

Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à “promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas”, além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as “constantes ameaças contra a liberdade de expressão” e “o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios”.

Financiamento a páginas web anti-Chávez

Um dos programas da Fupad, pelo qual recebeu US$ 699.996 do Departamento de Estado, em 2007, foi dedicado ao “desenvolvimento dos meios independentes na Venezuela” e para o jornalismo “via tecnologias inovadoras”. Os documentos evidenciam que mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas web foram financiadas na Venezuela com dinheiro estrangeiro. Espaço Público e IPYS foram os principais executores desse projeto em âmbito nacional, que também incluiu a outorga de “prêmios” de 25 mil dólares a vários jornalistas.

Durante os últimos dois anos, aconteceu uma verdadeira proliferação de páginas web, blogs e membros do Twitter e do Facebook na Venezuela que utilizam esses meios para promover mensagens contra o governo venezuelano e o presidente Chávez e que tentam distorcer e manipular a realidade sobre o que acontece no país.

Outros programas manejados pelo Departamento de Estado selecionaram jovens venezuelanos para receber treinamento e capacitação no uso dessas tecnologias e para criar o que chamam uma “rede de ciberdissidentes” na Venezuela.

Por exemplo, em abril deste ano, o Instituto George W. Bush, juntamente com a organização estadunidense Freedom House, convocou um encontro de “ativistas pela liberdade e pelos direitos humanos” e “especialistas em Internet” para analisar o “movimento global de ciberdissidentes”. Ao encontro, que foi realizado em Dallas, Texas, foi convidado Rodrigo Diamanti, da organização Futuro Presente da Venezuela.

No ano passado, durante os dias 15 e 16 de outubro, a Cidade do México foi a sede da 2ª Cúpula da Aliança de Movimentos Juvenis (“AYM”, por suas siglas em inglês). Patrocinado pelo Departamento de Estado, o evento contou com a participação da Secretária De Estado Hillary Clinton e vários “delegados” convidados pela diplomacia estadunidense, incluindo aos venezuelanos Yon Goicochea (da organização venezuelana Primero Justicia); o dirigente da organização Venezuela de Primera, Rafael Delgado; e a ex-dirigente estudantil Geraldine Álvarez, agora membro da Fundação Futuro Presente, organização criada por Yon Goicochea com financiamento do Instituto Cato, dos EUA.

Junto a representantes das agências de Washington, como Freedom House, o Instituto Republicano Internacional, o Banco Mundial e o Departamento de Estado, os jovens convidados receberam cursos de “capacitação e formação” dos funcionários estadunidenses e dos criadores de tecnologias como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker e Youtube.

Financiamento a universidades

Os documentos desclassificados também revelam um financiamento de US$ 716.346 via organização estadunidense Freedom House, em 2008, para um projeto de 18 meses dedicado a “fortalecer os meios independentes na Venezuela”. Esse financiamento através da Freedom House também resultou na criação de “um centro de recursos para jornalistas” em uma universidade venezuelana não especificada no relatório. Segundo o documento oficial, “O centro desenvolverá uma rádio comunitária, uma página web e cursos de formação”, todos financiados pelas agências de Washington.

Outros US$ 706.998 canalizados pela Fupad foram destinados para “promover a liberdade de expressão na Venezuela”, através de um projeto de dois anos orientado ao jornalismo investigativo e “às novas tecnologias”, como Twitter, Internet, Facebook e Youtube, entre outras. “Especificamente, a Fupad e seu sócio local capacitarão e apoiarão [a jornalistas, meios e ONGs] no uso das novas tecnologias midiáticas em várias regiões da Venezuela”.

“A Fupad conduzirá cursos de formação sobre os conceitos do jornalismo investigativo e os métodos para fortalecer a qualidade da informação independente disponível na Venezuela. Esses cursos serão desenvolvidos e incorporados no currículo universitário”.

Outro documento evidencia que três universidades venezuelanas, a Universidade Central da Venezuela, a Universidade Metropolitana e a Universidade Santa Maria, incorporaram cursos sobre jornalismo de pós-graduação e em nível universitário em seus planos de estudos, financiados pela Fupad e pelo Departamento de Estado. Essas três universidades têm sido os focos principais dos movimentos estudantis antichavistas durante os últimos três anos.

Sendo o principal canal dos fundos do Departamento de Estado aos meios privados e jornais na Venezuela, a Fupad também recebeu US$ 545.804 para um programa intitulado “Venezuela: As vozes do futuro”. Esse projeto, que durou um ano, foi dedicado a “desenvolver uma nova geração de jornalistas independentes através do uso das novas tecnologias”. Também a Fupad financiou vários blogs, jornais, rádios e televisões em regiões por todo o país para assegurar a publicação dos artigos e transmissões dos “participantes” do programa.

A Usaid e a Fupad

Mais fundos foram distribuídos através do escritório da Usaid em Caracas, que maneja um orçamento anual entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões. Esses milhões fazem parte dos 40 a US$ 50 milhões que anualmente as agências estadunidenses, europeias e canadenses estão dando aos setores antichavistas na Venezuela.

A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento está ativa na Venezuela desde 2005, sendo uma das principais contratistas da Usaid no país sulamericano. A Fupad é uma entidade criada pelo Departamento de Estado em 1962, e é “filiada” à organização de Estados Americanos (OEA). A Fupad implementou programas financiados pela Usaid, pelo Departamento de Estado e outros financiadores internacionais para “promover a democracia” e “fortalecer a sociedade civil” na América Latina e Caribe.

Atualmente, a Fupad maneja programas através da Usaid com fundos acima de US$ 100 milhões na Colômbia, como parte do Plano Colômbia, financiando “iniciativas” na zona indígena em El Alto; e leva dez anos trabalhando em Cuba, de forma “clandestina”, para fomentar uma “sociedade civil independente” para “acelerar uma transição à democracia”.

Na Venezuela, a Fupad tem trabalhado para “fortalecer os grupos locais da sociedade civil”. Segundo um dos documentos desclassificados, a Fupad “tem sido um dos poucos grupos internacionais que tem podido outorgar financiamento significativo e assistência técnica a ONGs venezuelanas”.

Os “sócios” venezuelanos

Espaço Público é uma associação civil venezuelana dirigida pelo jornalista venezuelano Carlos Correa. Apesar de sua página web (www.espaciopublic.org) destacar que a organização é “independente e autônoma de organizações internacionais ou de governos”, os documentos do Departamento de Estado evidenciam que recebe um financiamento multimilionário do governo dos Estados Unidos. E tal como esses documentos revelam, as agências estadunidenses, como a Fupad, não somente financiam grupos como o Espaço Público, mas os consideram como seus “sócios” e desde Washington lhes enviam materiais, linhas de ação e diretrizes que são aplicadas na Venezuela, e exercem um controle sobre suas operações para assegurar que cumprem com a agenda dos Estados Unidos.

O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) é nada mais do que um porta-voz de Washington, criado e financiado pelo National Endowment for Democracy (NED) e por outras entidades conectadas com o Departamento de Estado. Seu diretor na Venezuela é o jornalista Ewald Sharfenberg, conhecido opositor do governo de Hugo Chávez. IPYS é membro da agrupação Intercâmbio Internacional de Livre Expressão (IFEX), financiado pelo Departamento de Estado e é parte da Rede de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização francesa financiada pela NED, pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e pelo Comitê para a Assistência para uma Cuba Livre.

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Até aqui, o texto de Eva Golinger.  Primeiramente, um aspecto salta aos olhos: é notória a existência de um plano de longo prazo, levado a cabo pelo imperialismo americano, em assegurar o controle da produção de petróleo mundial, ainda que em países um tanto quanto periféricos aos principes árabes da OPEP.  A propósito: não interessaria aos árabes, tradicionais parceiros americanos, que seu grande irmão do norte controle os poços de todos os seus concorrentes?  A conferir, lance por lance:

Primeiro lance: o Afeganistão (as plataformas do Mar Cáspio).  Bingo.  As corporações americanas (principalmente a indústria de medicamentos, bélica, suprimentos e obras civis) estão fazendo a festa ainda lá, e as emissões de moeda inflável pelo FED, gestadas para que o tesouro americano possa conduzir a guerra, enriquecem mais ainda os bancos que o possuem.  Status: conquistado.

Segundo lance: o Iraque. Bingo.  Idem Afeganistão.  Status: conquistado.

Terceiro lance: a Venezuela. Ali a CIA falhou ao subestimar a vontade soberana do povo venezuelano, e a imprensa comprada, manipuladora, não conseguiu emplacar a substituição de Chávez.  Washington tenta novamente acirrar a questão, por intermédio de Uribe, seu parceiro colombiano.  Que sabe, mas finge que não sabe que os interesses americanos na região vão muito além do combate ao narcotráfico.   Status: a conquistar.  Pedras no sapato: Chávez e Lula, que o apóia, atraindo, dessa forma – com sua popularidade -, um olhar benevolente do mundo sobre a Venezuela, e toda a América Latina.

Quarto lance: Irã. Hillary jura que Ahmadinejad quer a bomba, e esses “idiotas úteis” de nossa imprensa, além dos manipulados membros do Conselho de Segurança da ONU, fazem côro a tentativa de hegemonia da águia rapace estadunidense.  Status: a conquistar.  Pedras no sapato: Abdullah Gül, presidente da Turquia, e Lula, que juntos bancaram o bom policial e o mau policial,  conseguindo, juntos, costurar um acordo infelizmente derrubado nos bastidores do Conselho de Segurança da ONU.

Quinto lance: Brasil? Os interesses em nosso país podem ser resumidos em uma palavra composta, que vale rios de dinheiro: Pré-sal! Status: a conquistar (mas não será fácil).  Pedras no sapato: Povo brasileiro, Lula, Dilma Roussef.

Em resumo, essa tese é verossímil, e explica muita coisa.  Como por exemplo, a extrema má vontade de alguns veículos de imprensa nacional contra Lula e Dilma – falamos disso aqui.  Só resta saber: se, quanto, como e onde os arapongas de Langley, Virginia, dispendem recursos e energia em nome desse projeto imperialista americano no Brasil.

Por enquanto, podemos apenas torcer que um dos críticos cidadãos americanos tornem a usar a Lei de Acesso à Informação americana, e nos premiem com a valiosa informação.

Até lá, sigamos guiados pela nossa razão, pela lógica, pelas evidências e sinais observados, e pela criticidade que deve nortear nosso pensamento.

“A verdade, como a inocência, costuma estar inerme: não toma o cuidado de se precaver com alibis. Essa é a sua miséria, essa é a sua grandeza.” (Pilar Urbano)

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Por Emir Sader

Quem olhasse para o Brasil através da imprensa, não conseguiria entender a popularidade do Lula. Foi o que constatou o ex-presidente português Mario Soares, que a essa dicotomia soma a projeção internacional extraordinária do Lula e do Brasil no governo atual e não conseguia entender como a imprensa brasileira não reflete, nem essa imagem internacional, nem o formidável e inédito apoio interno do Lula.

Acontece que Lula não se subordinou ao que as elites tradicionais acreditavam reservar para ele: que fosse eternamente um opositor denuncista, sem capacidade de agregar, de fazer alianças, se construir uma força hegemônica no país. Ficaria ali, isolado, rejeitado, até mesmo como prova da existência de uma oposição – incapaz de deixar de sê-lo.

Quando Lula contornou isso, constituiu um arco de alianças majoritário e triunfou, lhe reservavam o fracasso: ataque especulativo, fuga de capitais, onda de reivindicações, descontrole inflacionário, que levasse a população a suplicar pela volta dos tucanos-pefelistas, enterrando definitivamente a esquerda no Brasil por vinte anos.

Lula contornou esse problema. Aí o medo era de que permanecesse muito tempo, se consolidasse. Reservaram-lhe então o papel de “presidente corrupto”, vitima de campanhas orquestradas pela mídia privada – como em 1964 -, a partir de movimentos como o “Cansei”. Ou o derrubariam por impeachment ou supunham que ele pudesse capitular, não se candidatando de novo, ou que fosse, sangrado pela oposição, ser derrotado nas eleições de 2006. Tinham lhe reservado o destino do presidente solitário no poder, isolado do povo, rejeitado pelos “formadores de opinião”, vitima de mais um desses movimentos que escolhem cores para exibir repudio a governos antidemocráticos e antipopulares.

Lula superou esses obstáculos, conquistou popularidade que nenhum governante tinha conseguido, o povo o apóia. Mas nenhum espaço da mídia expressa esse sentimento popular – o mais difundido no país. O povo não ouve discursos do Lula na televisão, nem no rádio, nem os pode ler nos jornais. Lula não pode falar ao povo, sem a intermediação da mídia privada, que escolhe o que deseja fazer chegar à população. Nunca publica um discurso integral do presidente da republica mais popular que o Brasil já teveAo contrário, se opõem frenética e sistematicamente a ele, conquistando e expressando os 3% da população que o rejeita, contra os 82% que o apóiam.

Talvez nada reflita melhor a distância e a contraposição entre os dois países que convivem, um ao lado do outro. Revela como, apesar da moderação do seu governo, sua imagem, sua trajetória, o que ele representa para o povo brasileiro, é algo inassimilável para as elites tradicionais. Essa mesma elite que tinha uma imensa e variada equipe de apologetas de Collor e de FHC, não tolera o fracasso deles e o sucesso nacional e internacional, político e de massas, de um imigrante nordestino, que perdeu um dedo na máquina, como torneiro mecânico, dirigente sindical e um Partido dos Trabalhadores, que não aceitou a capitulação ou a derrota.

Lula é o melhor fenômeno para entender o que é o Brasil hoje, em todas as posições da estrutura social, em todas as dimensões da nossa história.

Quase se pode dizer: diga-me o que você acha do Lula e eu te direi quem és.

A idéia é que possamos manter o ritmo, aqui no Paralelo XIV, de no mínimo um post semanal.   Todavia, o tempo é curto e a criatividade não conhece prazos.  Não se manifesta por encomenda.  Criatividade para permitir a concepção, desenvolvimento, edição e argumentação sólidas, resultando em um texto agradável de se ler, coerente.  Quem é fera em redação (não somos!) sabe do que estamos falando!

Ainda estamos devendo o post dessa semana, e os comentários sobre o massacre que o Lula proporcionou em sua entrevista na Band.

Nós bem que avisamos, que ele costuma encantar jornalistas.

Dito e feito!

Bom fim de semana!!

O brilhantismo do Professor Hariovaldo Almeida Prado não têm limites!  Ele nos chama a atenção para o grave risco a que estão submetidos todos nós, e nossa sensacional, transparente e patriótica Grande Imprensa!  Leia:

“Após as devastadoras pesquisas dos institutos Datafolha e Dataprado, as quais cairam como uma bomba no comitê comunista-dilmista, os asseclas do bolchevismo, que lutam pela continuidade da ditadurea lullodilmista no Brasil, lançaram mão de técnicas neurais desenvolvidas na antiga União Soviética para fraudar uma pesquisa encomendada para sua candidata. Ainda bem que os poucos órgãos da imprensa que ainda não foram cooptados pelo imprensalão do PT não se deixaram enganar e nem divulgaram mais essa fraude.  Essa conduta dos bolchevistas é mais uma prova do desespero que toma conta das hostes satânicas do PT, visto que a candidata do mal cada dia é mais rejeitada pelo povo brasileiro cansado de viver sob o (des)governo do usurpador apedeuta. Isso é uma vergonha!”

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Links Relacionados:

Blog do Professor Hariovaldo Almeida Prado

http://hariprado.wordpress.com/

“Há dois modos de subjugar e escravizar uma nação. Um é pela força.  O outro é pelas dívidas.” (John Adams – 1753 – 1826 )

Zeitgeist Addendum aprofunda as idéias apresentadas no primeiro Zeitgeist.  E é nele que conhecemos John Perkins, autor do livro “Confessions of an Economic Hit Man”  (2004) (“Confissões de um assassino econômico”). John Perkins trabalhava como consultor de negócios e foi contratado como agente secreto da National Security Agency (NSA).

Aqui, tomamos a liberdade de citar trecho transcrito do vídeo Zeitgeist Addendum.  Aliás, a transcrição completa está disponível aqui.

Para assistir Zeitgeist legendado em português, clique aqui.

Para assistir Zeitgeist Addendum legendado em português, clique aqui.

Para baixar o torrent completo (filme.avi + legenda em português) do primeiro filme, clique aqui.

Os grifos (em negrito/vermelho) são nossos, e eles visam a assinalar trechos onde podemos, claramente, encontrar similaridades, paralelos, traçar relações ou analogias com fatos ocorridos no Brasil.

Com vocês, John Perkins:

“Nós, assassinos econômicos, de fato fomos os responsáveis pela criação desse império realmente global. Trabalhamos de muitas maneiras diferentes. Talvez a mais comum seja identificar um país que tem recursos, como petróleo. E em seguida conseguir um empréstimo enorme para esse país através do Banco Mundial ou uma de suas organizações irmãs. Só que o dinheiro nunca vai realmente para o país. Ele acaba indo para as nossas grandes corporações para criar projetos de infra-estrutura nesse país. Usinas de energia, parques industriais, portos… Coisas que beneficiam uns poucos ricos desse país e também as nossas corporações, mas não a maioria das pessoas. Entretanto, essas pessoas, o país inteiro acaba ficando com uma enorme dívida. A dívida é tão grande que eles não conseguem pagá-la, e isso é parte do plano… Eles não podem pagá-la! Então num certo ponto, nós assassinos econômicos, vamos lá e dizemos: “ouça, você perdeu muito dinheiro, não vai conseguir pagar sua dívida, então…” “Venda seu petróleo bem barato para nossas petroleiras” , “deixe-nos construir uma base militar no seu país…” ,  “envie tropas para apoiar uma das nossas, em algum lugar do mundo como o Iraque, ou vote na gente na próxima cúpula da ONU”. Pedem pra privatizar sua companhia elétrica e vender seu sistema de água e esgoto para corporações americanas ou outras corporações multinacionais. Então é uma coisa que só cresce, e é muito típico, esse modo como o FMI e o Banco Mundial operam. Eles colocam um país em uma dívida, aí eles se oferecem para refinanciar a dívida, e feito isso, se cobra mais juros. E eles exigem esse “escambo” que é chamado de condicionalidade ou boa governança, que basicamente significa que eles têm que vender seus recursos , incluindo muitos serviços sociais, suas empresas de serviços básicos, às vezes seus sistemas educacionais, seus sistemas penitenciários… para corporações estrangeiras. Isso é um ganho duplo, triplo, quádruplo!”

IRÃ, 1953

“A introdução do Assassino Econômico, começou mesmo, no começo dos anos 50, quando o Dr. Mohammad Mossadegh, escolhido democraticamente, foi eleito no Irã. Ele era considerado “A esperança da Democracia” no Oriente Médio ou no mundo. Ele foi o Homem do Ano da Revista Time. Porém…  Uma das questões que ele trazia e queria implementar era a ideia de que as petroleiras internacionais deveriam pagar muito mais Ao povo iraniano pelo petroleo que estavam retirando do Irã e de que o povo iraniano deveria se beneficiar de seu próprio petróleo. “Política estranha”? Claro que não gostaríamos disso, mas tivemos medo de fazer o que estávamos fazendo, que era enviar os militares… Em vez disso enviamos um agente da CIA, Kermit Roosevelt, parente de Teddy Roosevelt , e com alguns milhões de dólares, ele mostrou-se muito eficiente e em pouco tempo Mossadegh foi deposto e foi substituído pelo xá do Irã, que sempre foi favorável ao petróleo,  e isso funcionou muito bem. (um noticiário de TV, da época, diz) : ‘Bombas explodem por todo o Irã, um oficial do exército anuncia que Mossadegh se rendeu e seu regime como ditador virtual do Irã acabou. Fotos do xá são exibidas pelas ruas à medida que os sentimentos mudam. O xá é bem-vindo em seu lar.’ Aqui nos EUA, em Washington, as pessoas olharam aquilo e disseram “uau, aquilo foi fácil e barato!” Então se estabeleceu um modo novo de manipular países e criar impérios. O único problema de Kermit é que ele era um agente da CIA identificado e se ele tivesse sido pego, as implicações poderiam ter sido muito sérias. Então naquele momento tomou-se a decisão usar consultores privados para canalizar o dinheiro através do Banco Mundial ou uma das outras agências que treinam pessoas como eu, que trabalham para empresas privadas.  Assim, se fossemos pegos, não haveria conseqüências governamentais.”

GUATEMALA, 1954

“Quando Jacobo Árbenz Guzmán virou presidente da Guatemala, o país estava sob jugo da empresa United Fruit e grandes corporações internacionais e,   Árbenz  abraçava o seguinte discurso: “Queremos devolver a terra para as pessoas”.   E assim que  assumiu o poder ele estava implementando políticas que fariam exatamente isto, devolver o direito à terra ao povo. A United Fruit não gostou muito disso, e então contratou uma empresa de relações públicas para realizar uma grande campanha nos EUA, para convencer o país, o povo, os cidadãos dos EUA, a imprensa e o congresso dos EUA,  de que Árbenz era uma marionete soviética. Se permitissem que ele continuasse no poder, os soviéticos teriam uma brecha neste hemisfério. Naquela época havia um grande temor na cabeça de todos, do terror vermelho comunista… Para encurtar a história, a partir dessa campanha de relações públicas surgiu um comprometimento da parte da CIA e dos militares, de derrubar esse homem.  E de fato conseguimos! Enviamos aviões, enviamos soldados, enviamos chacais, enviamos tudo o que podíamos para derruba-lo. E conseguimos. Assim que ele deixou seu gabinete, o sujeito que o sucedeu basicamente devolveu tudo para as mãos das corporações internacionais, incluindo a United Fruit.”

EQUADOR, 1981

“O Equador, por muitos anos havia sido governado por ditadores a favor dos EUA, normalmente muito violentos. Decidiu-se que haveria uma eleição realmente democrática e Jaime Roldós se candidatou declarando que sua meta como presidente seria garantir que os recursos do país fossem usados para ajudar o povo. E ele venceu com folga, com uma vantagem jamais vista no Equador, e começou a implementar suas políticas para que os lucros do petróleo fossem para ajudar as pessoas. Bem, nós nos EUA não gostamos muito disso. Fui enviado com outros assassinos econômicos  para “dar um jeito” em Roldós, corrompê-lo, cerca-lo,  para dizer a ele: “bem, você sabe, você e sua família podem ficar muito ricos se você jogar nosso jogo, mas se você continuar  com essas políticas, promessas… você vai ter que sair”. Ele não quis nos ouvir. Ele foi assassinado. Assim que o avião em que estava caiu, toda a área foi cercada e as únicas pessoas autorizadas no local foram os militares dos EUA que vieram de uma base próxima dali., e os militares do Equador. Quando começaram uma investigação, duas das testemunhas chave morreram em acidentes de carro antes de dar depoimento.  Aconteceram muitas coisas estranhas em relação ao assassinato de Jaime Roldós. Quem investiga o caso como eu não tem dúvidas de que ele foi assassinado e, claro, na minha posição de assassino econômico eu sempre imaginava que algo aconteceria com Jaime, fosse um golpe ou assassinato, mas ele seria tirado de cena porque, ele não era corrupto, ele não se deixava corromper da forma que queríamos.”

PANAMÁ, 1981

“Omar Torrijos, presidente do Panamá, era um dos meus favoritos, eu realmente o admirava. Ele era um homem que realmente queria ajudar seu país. Quando eu tentava suborná-lo, corrompê-lo, ele dizia: ‘Olha, John – ele me chamava de Juanito – Olha, Juanito, eu não preciso do dinheiro,  o que eu preciso é que o meu país seja tratado com justiça. Preciso que os EUA paguem as dívidas que possuem com meu país, por toda a destruição que vocês causaram aqui. Preciso estar em uma posição onde eu possa ajudar outros países latino-americanos a se tornarem independentes e se libertarem desta presença terrível do norte, com a qual vocês vêm nos explorando tão terrivelmente.  Preciso que o Canal do Panamá esteja de volta às mãos do povo, é disso que eu preciso’. ‘Me deixem em paz, parem de tentar me subornar’.  Isso foi em 1981, e em maio daquele ano Jaime Roldós foi assassinado. Omar sabia muito bem o que era isso, então juntou sua família e disse: ‘provavelmente sou o próximo, mas tudo bem, porque eu fiz o que vim fazer, renegociei o canal, agora ele estará em nossas mãos’. Ele tinha acabado de fazer um acordo com Jimmy Carter. Em junho de 1981, apenas dois meses depois, ele também morreu em um acidente aéreo, que certamente foi realizado por chacais apoiados pela CIA. Há evidências de que um dos agentes entregou ao presidente quando ele embarcava, um pequeno gravador que continha uma bomba.”

VENEZUELA, 2002

É interessante ver como esse sistema continua, e mesmo através dos anos, com a diferença de que os assassinos estão ficando cada vez “melhores”. Temos também o que aconteceu recentemente na Venezuela em 1998, Hugo Chávez foi eleito presidente,  depois de uma longa seqüência de presidentes muito corruptos, que haviam basicamente destruído a economia do país. Chávez foi eleito nessa época. Ele enfrentou os EUA, exigindo que o petróleo venezuelano fosse usado para ajudar ao povo venezuelano. Bom, nõs não gostamos muito disso nos EUA. Então, em 2002,  foi organizado um golpe e para mim e outras pessoas, não há dúvida de que a CIA estava por trás desse golpe em um nível ou outro, e novamente as políticas do governo basicamente são criadas pela CORPORATOCRACIA e apresentadas pelos líderes políticos,  criando uma relação muito profunda. Isso não é uma teoria de conspiração, essas pessoas não se reúnem e ficam tramando. Todos eles trabalham a partir de uma premissa básica, que é a maximização de lucros sem considerar os custos sociais e ambientais. Maximizar lucros, independente do impacto social e ambiental.”

Zeitgeist Addendum retoma a narrativa, e sintetiza:

Esse processo de manipulação corporativa  através de dívidas, corrupção e golpes também é chamado de GLOBALIZAÇÃO. Assim como o Federal Reserve (FED) mantém o povo americano em uma posição de servidão incondicional através de dívidas infinitas, inflação e juros, o Banco Mundial e o FMI cumprem esse papel em nível global. A farsa  é simples: Coloque um país em dívida, seja por sua própria imprudência ou seja pela corrupção do líder desse país. E então imponha “condições” ou “políticas de ajuste estrutural” que frequentemente consistem em:

Desvalorização da moeda: Quando o valor de uma moeda cai, o mesmo vale para tudo avaliado através dela.  Isso torna  os recursos nativos disponíveis para países predadores, por uma parcela de seu valor real. Cortes no financiamento de programas sociais que normalmente incluem Educação e Saúde,  comprometendo o bem-estar e a integridade da sociedade e deixando as pessoas vulneráveis à exploração.

Privatização de empresas públicas: Isso significa que sistemas com importância social podem ser comprados e controlados por corporações estrangeiras que visam lucro. Por exemplo; em 1999 o Banco Mundial insistiu que o governo boliviano vendesse o sistema de água e esgoto da terceira maior cidade, à uma subsidiária da americana Bechtel. Assim que isso aconteceu, as contas de água dos moradores locais já empobrecidos dispararam. Foi só depois de uma intensa revolta popular que o contrato com a Bechtel foi anulado.

E existe também a liberalização do comércio ou a abertura da economia: Isso dá margem a uma série de manifestações de abuso econômico, como; corporações transacionais trazerem seus produtos de fabricação em alta escala, prejudicando a produção nativa e arruinando economias locais. Um exemplo é a Jamaica, que depois de aceitar empréstimos e condições do Banco Mundial, perdeu seus maiores mercados de safras por causa da competição com importados ocidentais. Hoje muitos agricultores estão sem trabalho porque não podem competir com as grandes corporações.

Outra variação é a criação aparentemente desapercebida, de várias exploradoras desumanas e não-fiscalizadas, que se aproveitam das dificuldade vigentes. Além disso, devido à produção descontrolada, a destruição do meio ambiente é contínua, uma vez que os recursos de um país são frequentemente explorados por corporações diferentes, que também emitem enormes quantidades de poluição proposital.

O maior processo em Direito Ambiental da história mundial está ocorrendo em favor de 30 mil pessoas do Equador e da Amazônia,  contra a Texaco, agora propriedade da Chevron, logo, é contra a Chevron, mas sobre atividades realizadas pela Texaco. Estima-se que a quantidade de poluição seja 18 vezes o que o Exxon Valdez depejou na costa do Alasca.   No caso do Equador, não  se tratou de um acidente; As petroleiras agiram de propósito, eles sabiam que estavam fazendo isso para ECONOMIZAR em vez de fazer o escoamento correto.

Indo além, uma rápida observação do histórico de desempenho do Banco Mundial, revela que a instituição que declara publicamente ajudar países e reduzir a miséria, não fez nada além de aumentar a pobreza e as diferenças sociais enquanto os lucros corporativos só sobem. Em 1960, a desigualdade de renda entre o quinto país mais rico e o mais pobre do mundo era de 30 para 1. Em 1998, era de 74 para 1. Enquanto o PIB global cresceu 40% entre 1970 e 1985,  a margem de pessoas na faixa de pobreza cresceu 17%.  Entre 1985 e 2000, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia cresceu 18%. Mesmo a Comissão Conjunta de Economia do congresso americano, admitiu que a taxa de sucesso dos projetos do Banco Mundial é de meros 40%.    No fim dos anos 60, o Banco Mundial interveio no Equador, com grandes empréstimos. Nos 30 anos seguintes a pobreza cresceu de 50% para 70%.  O desemprego foi de 15% para 70%.  A dívida pública saltou de 240 milhões para 16 bilhões, enquanto a parcela de recursos destinados aos pobres caiu de 20% para 6%.

Em 2000, 50% do orçamento nacional do Equador estavam  sendo alocados para pagamento de dívidas.

É importante entendermos que o Banco Mundial é na verdade um banco americano, atendendo a interesses americanos, pois os EUA têm poder de veto sobre as decisões, já que é o maior fornecedor de capital. E de onde eles tiram esse dinheiro? Acertou: Ele foi criado do nada pelo sistema bancário de reservas fracionadas.

Das 100 maiores economias do mundo, com base no PIB, 51 são corporações, das quais 47 ficam nos EUA.  A Wal-Mart, a General Motors e a Exxon têm mais poder econômico que a Arábia saudita, a Polônia, a Noruega, a África do Sul, a Finlândia, Indonésia e muitos outros.    E à medida que as barreiras comerciais são quebradas, moedas são unificadas e manipuladas nos mercados de especulação, e as economias dos governos. Poucos têm sido capazes de controlar ao “ajustes estruturais” e “condições” do Banco Mundial, ou do FMI, ou das decisões da Organização Mundial do Comércio, que mesmo inadequados determinam o significado de globalização econômica… O poder da globalização é tão grande que durante nossas vidas provavelmente veremos a integração, mesmo que desigual, de todas as economias nacionais do mundo, num único sistema de mercado livre global.   O mundo está sendo dominado por um punhado de negócios poderosos que controlam os RECURSOS NATURAIS que precisamos para viver, enquanto controla o dinheiro que precisamos para obtê-los.  O resultado final será um monopólio mundial, baseado não na vida humana,  mas em poder corporativo e financeiro. Conforme a desigualdade cresce, claro, mais e mais pessoas se desesperam. Então o sistema foi forçado a criar um novo modo de lidar com quem desafia este sistema. Assim nasceu o “TERRORISTA”.

Aí está um exemplo flagrante do que falávamos no post anterior (Liberdade de Imprensa ou Liberdade de Informação?).

Transcrito do site Viomundo e Blog do Planalto.  Texto editado (diferentemente da Imprensa manipuladora, nós avisamos); para ler o original, clique aqui.  Os grifos, em negrito, são nossos.  Prestem bastante atenção, e nos respondam se  não tínhamos razão…

Estadão derrapa na reportagem e ainda reclama das críticas

Na sexta-feira passada (26/03) o Estadão publicou editorial reclamando do presidente Lula por se queixar da má-fé de setores da imprensa. Até parece que o jornal estava se defendendo antecipadamente. Vejam como o Estadão muda o contexto de uma declaração do presidente em reportagem assinada pelos repórteres Tânia Monteiro e Renato Andrade na edição desta terça-feira (30/3) e tirem suas conclusões.

O título da matéria é “Ao lado de 18 governadores, Lula lança PAC 2 para impulsionar Dilma”. No quarto parágrafo, os repórteres, que deveriam reportar os fatos com fidelidade, dizem o seguinte:

“No mesmo discurso, o presidente anunciou que havia desistido de viajar hoje a Pernambuco para inaugurar uma parte da Ferrovia Transnordestina, por problemas com a obra. “Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora”, disse Lula, reconhecendo fragilidades do PAC 1.”

Em primeiro lugar, o Presidente não reconheceu fragilidades do PAC 1, como afirmaram os repórteres do Estadão. A reconhecida insatisfação com o que foi feito até agora foi dita em um contexto diferente do apontado no texto. Ele se referia ao conjunto de realizações do governo. Inclusive, o exemplo citado foi o do Bolsa Família, que não está no PAC.

Vejam o trecho a seguir para tirar suas conclusões e ver se o presidente não tem razão de criticar:

“Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda.”

Em segundo lugar, o presidente não disse que havia desistido de viajar a Pernambuco para inaugurar parte da Ferrovia Transnordestina e nem que a obra estava com problemas. Até porque não estava prevista nenhuma inauguração de trecho da ferrovia. O que se cogitou foi inaugurar uma fábrica de dormentes e uma fábrica de britas, que não ficaram prontas. Isso foi dito à repórter Tânia Monteiro por mais de um assessor de imprensa da Presidência, mas foi ignorado. Confiram o que o presidente disse, e julguem a qualidade da reportagem:

“Veja, eu estou dizendo isso de público porque eu ia amanhã para a Transnordestina, para inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita que, sozinha a usina de brita, vai produzir mais brita que as quarenta que tem em São Paulo. E não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro, em janeiro. Não está pronta.

Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda.”

Questionamos:  não tínhamos razão?  É essa a imprensa que queremos?  Que precisamos?  Que muda e manipula os fatos?  E por quais motivos?  Qual seu objetivo-fim?

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Links Relacionados:

Vi o Mundo – http://www.viomundo.com.br

Blog do Planalto – http://blog.planalto.gov.br

O Presidente Lula é o entrevistado desse domingo do programa Canal Livre Especial, da Rede Bandeirantes.  Agora à noite, o jornalista Bóris Casoy (aquele que adora garis), jurou de pés juntos, no jornal da Band, que a entrevista não foi editada nem um pouquinho, e acrescentou que, nela, houveram, sim, momentos ácidos, que foram sublimados.

Lula tradicionalmente dá um banho em jornalistas – principalmente os do Canal Livre -, porque sabe encarntá-los, já que conta com uma inteligência emocional brilhante, um carisma inegável – reconhecido mundialmente – e, sem sombra de dúvida, passa longe da infeliz e errônea imagem de mal-informado e inculto.  É uma das pessoas mais brilhantes que já vimos.  Sem sombra de dúvida, o melhor presidente que este país já teve.

Esse é uma das raras ocasiões em que fica difícil para o PIG – senão, impossível -, torcer, enganar, manipular e distorcer informações.  Estaremos atentos e acordados assistindo, com uma xícara de café fumegando em nossas mãos!