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Do Correio do Brasil.  Leia o original aqui, já traduzido, em português.  Os grifos são nossos.

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10,  Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington

Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation – a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica – publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as “imaturas” democracias da América Latina e do Caribe.

No artigo intitulado “Elections in Brazil and the US Intelligence Community” (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que “o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina”.

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial 

 

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial

Leia os principais trechos do artigo:

“Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ‘na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério”.

“Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.

“Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

“O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff – uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente – como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária – nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.

“A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ‘amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posaram como “testemunhas” de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma – como um rival puramente nominal. Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.

“Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

“O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial – o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil – O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja – estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.

“A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ‘novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil.  A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato.  Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

“Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA – tanto republicanos quanto democratas – estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel”.

Tradução: CdB

P.S.: Precisa dizer mais alguma coisa?  É disso que falávamos, aqui.

Serra faz campanha em Washington?

“Será que Serra deseja realmente que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos?”

Por Mark Weisbrot(*), via Óleo Clipping, com tradução de Paulo Migliacci.  O original pode ser lido aqui, em inglês, e aqui, em português. Os grifos são nossos.

O que José Serra está tentando fazer? Em sua campanha pela Presidência do Brasil, ele acusou a Bolívia de cumplicidade no tráfico de drogas e criticou Lula por tentar mediar a disputa entre Washington e o Irã, e por recusar (em companhia da maioria dos demais países sul-americanos) reconhecimento ao governo de Honduras, “eleito” sob uma ditadura.

Por algum tempo ele optou por não aderir à campanha internacional de Washington contra a Venezuela, mas agora Serra e seu candidato a vice, Indio da Costa, também adentraram aquele pútrido pântano, alegando que a Venezuela “abriga” as Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), o principal grupo guerrilheiro que combate o governo da Colômbia.

Que conste: a despeito de uma década de alegações, Washington ainda não conseguiu apresentar publicamente um traço de prova de que o governo de Chávez de fato apoie as Farc.

A única “prova” de que existe em domínio público vem de laptops e outros equipamentos de computação supostamente capturados pelas Forças Armadas colombianas em sua incursão ao território do Equador em março de 2008.

Blogueiros de direita como Reinaldo Azevedo repetem o mito de mídia de que a Interpol teria confirmado a autenticidade desses arquivos supostamente capturados, mas um relatório da Interpol nega enfaticamente essa possibilidade. Tudo que temos é a palavra das Forças Armadas colombianas – organização que sabidamente assassinou centenas de adolescentes inocentes e os vestiu como guerrilheiros.

Será que Serra realmente deseja que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos a fim de se colocar desafiadoramente do lado errado da história? E isso apenas para se tornar o maior aliado direitista de Washington? Sim, caso Serra não tenha percebido, os Estados Unidos, sob o governo Obama como sob o governo Bush, só têm governos de direita como aliados no hemisfério: Canadá, Panamá, Colômbia, Chile, México. Existe um motivo para isso: a política norte-americana com relação à América Latina não mudou sob Obama.

Mesmo de um ponto de vista puramente maquiavélico – deixando de lado qualquer ideia de fazer da região ou do mundo um lugar melhor-, a estratégia “Serra Palin” faz pouco sentido. O Brasil tinha boas relações com Bush e pode ter boas relações com Obama sem incorrer nessa espécie desonrosa de servidão.

O Brasil não é El Salvador, país cujo governo vive sob chantagem por ameaças de enviar de volta ao seu território os milhares de emigrantes salvadorenhos que vivem nos Estados Unidos.  E nem El Salvador tomou a estrada que Serra está percorrendo.

Não é apenas na Venezuela e na Bolívia que os Estados Unidos investem dezenas de milhões de dólares para adquirir influência política. Em 2005, como reportou este jornal, os Estados Unidos bancaram um esforço para mudar a lei brasileira de maneira a reforçar a oposição ao Partido dos Trabalhadores.

Washington tem grande interesse no resultado da eleição deste ano porque procura reverter as mudanças que tornaram a América Latina, no passado o “quintal” dos Estados Unidos, mais independente que nunca em sua história.  José Serra está fazendo com que esse interesse cresça a cada dia.

(*) Weisbrot é co-diretor do Centro para Pesquisa Política e Econômica, um think-tank progressista de Washington, colunista do jornal britânico Guardian e da Folha.

Nota do Paralelo XIV: Também não sabíamos o que significa think-tank; achamos uma definição, que nos parece confiável, aqui, na Wikipédia (em português).

Recebemos um e-mail hoje que, segundo pudemos verificar, é antigo e circula há um bom tempo na nuvem.  Mas nunca é demais trazer o assunto à tona – sempre!!

Todos nós temos direito à vida.  O arrogante, estúpido, cego, cruel e corrupto ser humano  acredita ser  (não é!)  a espécie  dominante do planeta Terra, e que, por isso, teria o direito de escravizar, torturar, explorar e matar outras espécies.

Não sejamos hipócritas!  Também gostamos da boa e velha picanha, de uma boa linguiça bem assada e, naturalmente, um galeto ainda faz  excelente companhia ao arroz e feijão dos domingos brasileiros.  Todavia, é impossível deixar de pensar que todos esses prazeres foram trazidos à nossa mesa por uma razão muito mais prática do que nos fazer bem, nos trazer prazer; foram trazidos a nossa mesa por… lucro!

Sim!! Esqueça os comerciais de TV, as propagandas onde uma família feliz se reúne à mesa ,e compartilham sua alegria, ao som do jingle feliz da mais nova marca de margarina.  Margarina?  Uma massa de óleo, gordura hidrogenada, colesterol sufocante da pior qualidade, sal, corantes e conservantes!!   Você nunca mais consumiria margarina, linguiça, presunto ou mesmo qualquer tipo de carne ou alimento, se acompanhasse todo o ciclo de produção-industrialização.   Ou você realmente ainda é ingênuo de acreditar que as corporações que fabricam a deliciosa margarina, desejam apenas sua felicidade e dos seus, à mesa do café da manhã?

Ledo engano: você e nós somos apenas números!!  Números que multiplicam ganhos!!!

Somos gado! Nossa diferença em relação às reses, é que falamos e pensamos (??).

Enfim, essa tem sido a medida do ser humano: lucro!  Esse sistema monetário e capitalista que aí está, tem esse único e infeliz objetivo.  Enquanto não transcendermos esse sistema, ficaremos impedidos de alçar vôo  rumo a visões mais socialmente justas, eticamente corretas.

Há um documentário na internet, em que é dito que o ser humano precisa se lembrar que sua experiência nesse planeta, não é uma experiência isolada.  Ele a compartilha, no mesmo espaço, no mesmo tempo, com outros seres que também vivenciam suas experiências.  É simplesmente cruel que releguemos a estes seres uma vida de eterno servir, à custa de seu sangue, sua carne, para satisfazer não nossas necessidades básicas e naturais, mas a necessidade de lucro!!

Matando outros seres, o ser humano acumula mais capital, para escravizar não somente os animais, mas seus semelhantes!

Nada impede – na verdade, a julgar pelo destino que merecemos, é bem provável até – que  William Bramley, em seu “Os Deuses do Éden“, esteja certo: seremos apenas porcos, gansos e gado?

Pois merecemos!

Este planeta está doente.  E a doença somos nós!

Segue a mensagem:

“A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.  Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios, que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse produto: assim que os filhotes nascem, são imediatamente separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por toda a sua vida (4 meses) em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste do subproduto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral “ferro” da sua alimentação, tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um estrado de madeira, onde os excrementos possam passar por esse ripado e cair sobre um piso de concreto abaixo, onde os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é oferecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz.  A manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos da limpeza dos estábulos. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida – de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do Sol. E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem a menor idéia de como ela é produzida.

A medida da crueldade do ser humano: a carne de vitela!

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade – que já não mais tolera  violências  – vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou baby beef e repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

(Fonte: Instituto Nina Rodrigues – Projetos por Amor à Vida)”

“Há dois modos de subjugar e escravizar uma nação. Um é pela força.  O outro é pelas dívidas.” (John Adams – 1753 – 1826 )

Zeitgeist Addendum aprofunda as idéias apresentadas no primeiro Zeitgeist.  E é nele que conhecemos John Perkins, autor do livro “Confessions of an Economic Hit Man”  (2004) (“Confissões de um assassino econômico”). John Perkins trabalhava como consultor de negócios e foi contratado como agente secreto da National Security Agency (NSA).

Aqui, tomamos a liberdade de citar trecho transcrito do vídeo Zeitgeist Addendum.  Aliás, a transcrição completa está disponível aqui.

Para assistir Zeitgeist legendado em português, clique aqui.

Para assistir Zeitgeist Addendum legendado em português, clique aqui.

Para baixar o torrent completo (filme.avi + legenda em português) do primeiro filme, clique aqui.

Os grifos (em negrito/vermelho) são nossos, e eles visam a assinalar trechos onde podemos, claramente, encontrar similaridades, paralelos, traçar relações ou analogias com fatos ocorridos no Brasil.

Com vocês, John Perkins:

“Nós, assassinos econômicos, de fato fomos os responsáveis pela criação desse império realmente global. Trabalhamos de muitas maneiras diferentes. Talvez a mais comum seja identificar um país que tem recursos, como petróleo. E em seguida conseguir um empréstimo enorme para esse país através do Banco Mundial ou uma de suas organizações irmãs. Só que o dinheiro nunca vai realmente para o país. Ele acaba indo para as nossas grandes corporações para criar projetos de infra-estrutura nesse país. Usinas de energia, parques industriais, portos… Coisas que beneficiam uns poucos ricos desse país e também as nossas corporações, mas não a maioria das pessoas. Entretanto, essas pessoas, o país inteiro acaba ficando com uma enorme dívida. A dívida é tão grande que eles não conseguem pagá-la, e isso é parte do plano… Eles não podem pagá-la! Então num certo ponto, nós assassinos econômicos, vamos lá e dizemos: “ouça, você perdeu muito dinheiro, não vai conseguir pagar sua dívida, então…” “Venda seu petróleo bem barato para nossas petroleiras” , “deixe-nos construir uma base militar no seu país…” ,  “envie tropas para apoiar uma das nossas, em algum lugar do mundo como o Iraque, ou vote na gente na próxima cúpula da ONU”. Pedem pra privatizar sua companhia elétrica e vender seu sistema de água e esgoto para corporações americanas ou outras corporações multinacionais. Então é uma coisa que só cresce, e é muito típico, esse modo como o FMI e o Banco Mundial operam. Eles colocam um país em uma dívida, aí eles se oferecem para refinanciar a dívida, e feito isso, se cobra mais juros. E eles exigem esse “escambo” que é chamado de condicionalidade ou boa governança, que basicamente significa que eles têm que vender seus recursos , incluindo muitos serviços sociais, suas empresas de serviços básicos, às vezes seus sistemas educacionais, seus sistemas penitenciários… para corporações estrangeiras. Isso é um ganho duplo, triplo, quádruplo!”

IRÃ, 1953

“A introdução do Assassino Econômico, começou mesmo, no começo dos anos 50, quando o Dr. Mohammad Mossadegh, escolhido democraticamente, foi eleito no Irã. Ele era considerado “A esperança da Democracia” no Oriente Médio ou no mundo. Ele foi o Homem do Ano da Revista Time. Porém…  Uma das questões que ele trazia e queria implementar era a ideia de que as petroleiras internacionais deveriam pagar muito mais Ao povo iraniano pelo petroleo que estavam retirando do Irã e de que o povo iraniano deveria se beneficiar de seu próprio petróleo. “Política estranha”? Claro que não gostaríamos disso, mas tivemos medo de fazer o que estávamos fazendo, que era enviar os militares… Em vez disso enviamos um agente da CIA, Kermit Roosevelt, parente de Teddy Roosevelt , e com alguns milhões de dólares, ele mostrou-se muito eficiente e em pouco tempo Mossadegh foi deposto e foi substituído pelo xá do Irã, que sempre foi favorável ao petróleo,  e isso funcionou muito bem. (um noticiário de TV, da época, diz) : ‘Bombas explodem por todo o Irã, um oficial do exército anuncia que Mossadegh se rendeu e seu regime como ditador virtual do Irã acabou. Fotos do xá são exibidas pelas ruas à medida que os sentimentos mudam. O xá é bem-vindo em seu lar.’ Aqui nos EUA, em Washington, as pessoas olharam aquilo e disseram “uau, aquilo foi fácil e barato!” Então se estabeleceu um modo novo de manipular países e criar impérios. O único problema de Kermit é que ele era um agente da CIA identificado e se ele tivesse sido pego, as implicações poderiam ter sido muito sérias. Então naquele momento tomou-se a decisão usar consultores privados para canalizar o dinheiro através do Banco Mundial ou uma das outras agências que treinam pessoas como eu, que trabalham para empresas privadas.  Assim, se fossemos pegos, não haveria conseqüências governamentais.”

GUATEMALA, 1954

“Quando Jacobo Árbenz Guzmán virou presidente da Guatemala, o país estava sob jugo da empresa United Fruit e grandes corporações internacionais e,   Árbenz  abraçava o seguinte discurso: “Queremos devolver a terra para as pessoas”.   E assim que  assumiu o poder ele estava implementando políticas que fariam exatamente isto, devolver o direito à terra ao povo. A United Fruit não gostou muito disso, e então contratou uma empresa de relações públicas para realizar uma grande campanha nos EUA, para convencer o país, o povo, os cidadãos dos EUA, a imprensa e o congresso dos EUA,  de que Árbenz era uma marionete soviética. Se permitissem que ele continuasse no poder, os soviéticos teriam uma brecha neste hemisfério. Naquela época havia um grande temor na cabeça de todos, do terror vermelho comunista… Para encurtar a história, a partir dessa campanha de relações públicas surgiu um comprometimento da parte da CIA e dos militares, de derrubar esse homem.  E de fato conseguimos! Enviamos aviões, enviamos soldados, enviamos chacais, enviamos tudo o que podíamos para derruba-lo. E conseguimos. Assim que ele deixou seu gabinete, o sujeito que o sucedeu basicamente devolveu tudo para as mãos das corporações internacionais, incluindo a United Fruit.”

EQUADOR, 1981

“O Equador, por muitos anos havia sido governado por ditadores a favor dos EUA, normalmente muito violentos. Decidiu-se que haveria uma eleição realmente democrática e Jaime Roldós se candidatou declarando que sua meta como presidente seria garantir que os recursos do país fossem usados para ajudar o povo. E ele venceu com folga, com uma vantagem jamais vista no Equador, e começou a implementar suas políticas para que os lucros do petróleo fossem para ajudar as pessoas. Bem, nós nos EUA não gostamos muito disso. Fui enviado com outros assassinos econômicos  para “dar um jeito” em Roldós, corrompê-lo, cerca-lo,  para dizer a ele: “bem, você sabe, você e sua família podem ficar muito ricos se você jogar nosso jogo, mas se você continuar  com essas políticas, promessas… você vai ter que sair”. Ele não quis nos ouvir. Ele foi assassinado. Assim que o avião em que estava caiu, toda a área foi cercada e as únicas pessoas autorizadas no local foram os militares dos EUA que vieram de uma base próxima dali., e os militares do Equador. Quando começaram uma investigação, duas das testemunhas chave morreram em acidentes de carro antes de dar depoimento.  Aconteceram muitas coisas estranhas em relação ao assassinato de Jaime Roldós. Quem investiga o caso como eu não tem dúvidas de que ele foi assassinado e, claro, na minha posição de assassino econômico eu sempre imaginava que algo aconteceria com Jaime, fosse um golpe ou assassinato, mas ele seria tirado de cena porque, ele não era corrupto, ele não se deixava corromper da forma que queríamos.”

PANAMÁ, 1981

“Omar Torrijos, presidente do Panamá, era um dos meus favoritos, eu realmente o admirava. Ele era um homem que realmente queria ajudar seu país. Quando eu tentava suborná-lo, corrompê-lo, ele dizia: ‘Olha, John – ele me chamava de Juanito – Olha, Juanito, eu não preciso do dinheiro,  o que eu preciso é que o meu país seja tratado com justiça. Preciso que os EUA paguem as dívidas que possuem com meu país, por toda a destruição que vocês causaram aqui. Preciso estar em uma posição onde eu possa ajudar outros países latino-americanos a se tornarem independentes e se libertarem desta presença terrível do norte, com a qual vocês vêm nos explorando tão terrivelmente.  Preciso que o Canal do Panamá esteja de volta às mãos do povo, é disso que eu preciso’. ‘Me deixem em paz, parem de tentar me subornar’.  Isso foi em 1981, e em maio daquele ano Jaime Roldós foi assassinado. Omar sabia muito bem o que era isso, então juntou sua família e disse: ‘provavelmente sou o próximo, mas tudo bem, porque eu fiz o que vim fazer, renegociei o canal, agora ele estará em nossas mãos’. Ele tinha acabado de fazer um acordo com Jimmy Carter. Em junho de 1981, apenas dois meses depois, ele também morreu em um acidente aéreo, que certamente foi realizado por chacais apoiados pela CIA. Há evidências de que um dos agentes entregou ao presidente quando ele embarcava, um pequeno gravador que continha uma bomba.”

VENEZUELA, 2002

É interessante ver como esse sistema continua, e mesmo através dos anos, com a diferença de que os assassinos estão ficando cada vez “melhores”. Temos também o que aconteceu recentemente na Venezuela em 1998, Hugo Chávez foi eleito presidente,  depois de uma longa seqüência de presidentes muito corruptos, que haviam basicamente destruído a economia do país. Chávez foi eleito nessa época. Ele enfrentou os EUA, exigindo que o petróleo venezuelano fosse usado para ajudar ao povo venezuelano. Bom, nõs não gostamos muito disso nos EUA. Então, em 2002,  foi organizado um golpe e para mim e outras pessoas, não há dúvida de que a CIA estava por trás desse golpe em um nível ou outro, e novamente as políticas do governo basicamente são criadas pela CORPORATOCRACIA e apresentadas pelos líderes políticos,  criando uma relação muito profunda. Isso não é uma teoria de conspiração, essas pessoas não se reúnem e ficam tramando. Todos eles trabalham a partir de uma premissa básica, que é a maximização de lucros sem considerar os custos sociais e ambientais. Maximizar lucros, independente do impacto social e ambiental.”

Zeitgeist Addendum retoma a narrativa, e sintetiza:

Esse processo de manipulação corporativa  através de dívidas, corrupção e golpes também é chamado de GLOBALIZAÇÃO. Assim como o Federal Reserve (FED) mantém o povo americano em uma posição de servidão incondicional através de dívidas infinitas, inflação e juros, o Banco Mundial e o FMI cumprem esse papel em nível global. A farsa  é simples: Coloque um país em dívida, seja por sua própria imprudência ou seja pela corrupção do líder desse país. E então imponha “condições” ou “políticas de ajuste estrutural” que frequentemente consistem em:

Desvalorização da moeda: Quando o valor de uma moeda cai, o mesmo vale para tudo avaliado através dela.  Isso torna  os recursos nativos disponíveis para países predadores, por uma parcela de seu valor real. Cortes no financiamento de programas sociais que normalmente incluem Educação e Saúde,  comprometendo o bem-estar e a integridade da sociedade e deixando as pessoas vulneráveis à exploração.

Privatização de empresas públicas: Isso significa que sistemas com importância social podem ser comprados e controlados por corporações estrangeiras que visam lucro. Por exemplo; em 1999 o Banco Mundial insistiu que o governo boliviano vendesse o sistema de água e esgoto da terceira maior cidade, à uma subsidiária da americana Bechtel. Assim que isso aconteceu, as contas de água dos moradores locais já empobrecidos dispararam. Foi só depois de uma intensa revolta popular que o contrato com a Bechtel foi anulado.

E existe também a liberalização do comércio ou a abertura da economia: Isso dá margem a uma série de manifestações de abuso econômico, como; corporações transacionais trazerem seus produtos de fabricação em alta escala, prejudicando a produção nativa e arruinando economias locais. Um exemplo é a Jamaica, que depois de aceitar empréstimos e condições do Banco Mundial, perdeu seus maiores mercados de safras por causa da competição com importados ocidentais. Hoje muitos agricultores estão sem trabalho porque não podem competir com as grandes corporações.

Outra variação é a criação aparentemente desapercebida, de várias exploradoras desumanas e não-fiscalizadas, que se aproveitam das dificuldade vigentes. Além disso, devido à produção descontrolada, a destruição do meio ambiente é contínua, uma vez que os recursos de um país são frequentemente explorados por corporações diferentes, que também emitem enormes quantidades de poluição proposital.

O maior processo em Direito Ambiental da história mundial está ocorrendo em favor de 30 mil pessoas do Equador e da Amazônia,  contra a Texaco, agora propriedade da Chevron, logo, é contra a Chevron, mas sobre atividades realizadas pela Texaco. Estima-se que a quantidade de poluição seja 18 vezes o que o Exxon Valdez depejou na costa do Alasca.   No caso do Equador, não  se tratou de um acidente; As petroleiras agiram de propósito, eles sabiam que estavam fazendo isso para ECONOMIZAR em vez de fazer o escoamento correto.

Indo além, uma rápida observação do histórico de desempenho do Banco Mundial, revela que a instituição que declara publicamente ajudar países e reduzir a miséria, não fez nada além de aumentar a pobreza e as diferenças sociais enquanto os lucros corporativos só sobem. Em 1960, a desigualdade de renda entre o quinto país mais rico e o mais pobre do mundo era de 30 para 1. Em 1998, era de 74 para 1. Enquanto o PIB global cresceu 40% entre 1970 e 1985,  a margem de pessoas na faixa de pobreza cresceu 17%.  Entre 1985 e 2000, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia cresceu 18%. Mesmo a Comissão Conjunta de Economia do congresso americano, admitiu que a taxa de sucesso dos projetos do Banco Mundial é de meros 40%.    No fim dos anos 60, o Banco Mundial interveio no Equador, com grandes empréstimos. Nos 30 anos seguintes a pobreza cresceu de 50% para 70%.  O desemprego foi de 15% para 70%.  A dívida pública saltou de 240 milhões para 16 bilhões, enquanto a parcela de recursos destinados aos pobres caiu de 20% para 6%.

Em 2000, 50% do orçamento nacional do Equador estavam  sendo alocados para pagamento de dívidas.

É importante entendermos que o Banco Mundial é na verdade um banco americano, atendendo a interesses americanos, pois os EUA têm poder de veto sobre as decisões, já que é o maior fornecedor de capital. E de onde eles tiram esse dinheiro? Acertou: Ele foi criado do nada pelo sistema bancário de reservas fracionadas.

Das 100 maiores economias do mundo, com base no PIB, 51 são corporações, das quais 47 ficam nos EUA.  A Wal-Mart, a General Motors e a Exxon têm mais poder econômico que a Arábia saudita, a Polônia, a Noruega, a África do Sul, a Finlândia, Indonésia e muitos outros.    E à medida que as barreiras comerciais são quebradas, moedas são unificadas e manipuladas nos mercados de especulação, e as economias dos governos. Poucos têm sido capazes de controlar ao “ajustes estruturais” e “condições” do Banco Mundial, ou do FMI, ou das decisões da Organização Mundial do Comércio, que mesmo inadequados determinam o significado de globalização econômica… O poder da globalização é tão grande que durante nossas vidas provavelmente veremos a integração, mesmo que desigual, de todas as economias nacionais do mundo, num único sistema de mercado livre global.   O mundo está sendo dominado por um punhado de negócios poderosos que controlam os RECURSOS NATURAIS que precisamos para viver, enquanto controla o dinheiro que precisamos para obtê-los.  O resultado final será um monopólio mundial, baseado não na vida humana,  mas em poder corporativo e financeiro. Conforme a desigualdade cresce, claro, mais e mais pessoas se desesperam. Então o sistema foi forçado a criar um novo modo de lidar com quem desafia este sistema. Assim nasceu o “TERRORISTA”.

É inconcebível a forma como a imprensa tenta subestimar nossa inteligência.

Age, principalmente, certos de que não somos dotados de senso crítico.  Talvez porque ela própria, a chamada “grande imprensa”, dos grandes oligopólios de comunicação, tente e consiga, por vários meios, manter a maioria de nós alienados da realidade que nos cerca.

Como conseguem isso?  É fácil responder: a televisão está recheada de entretenimento! E fazemos eco a Zeitgeist, que diz:

“A última coisa que os homens por detrás da cortina querem, é um público bem informado e consciente, capaz de fazer pensamento crítico.  Esta é a razão pela qual existe um contínuo e fraudulento Zeitgeist via religião, mídia de massa e sistema educacional.  Procuram mantê-lo distraído como uma infantil bolha de sabão. E estão fazendo um trabalho excelente.”

Big Brother, programas de auditório, programas de entrevistas de celebridades, novelas, telejornais, desenhos animados, enlatados de baixa qualidade… tudo é feito propositalmente para nos emburrecer, nos distrair.

De carona nessa onda manipulativa, via de regra, grandes colunistas cunham termos como “Patrulheiros da Lama”, “Esquerdistas”, “Petralhas”, “Socialistas”, “Comunistas” e, quiçá, “terroristas”.

Parecem se esquecer que a grande maioria de nós, somos simplesmente o povo, e gostamos de ser lembrados por nossos governantes.  Mais que gostamos, exigimos – visto que o poder, de nós emana (ou deveria…).

Em nossa época um fenômeno se apresentou: nós, o povo, experimentamos colocar no poder um de nós.  E para desespero geral das elites e do poder dominante, do estabilishmment… está dando certo!!

Ao examinar os porquês dessa conquista, podemos concluir com segurança que a força da mídia já não é tão relevante assim, na era internet.  O povo sabe em quem ou em quais instituições pode e deve confiar, pelo simples critério bíblico: conhece-se as árvores pelo seus frutos.

À imprensa tem cabido o papel de sempre causar sensações de intranquilidade e demonstrar o quanto o mundo que nos cerca é corrupto, falível e decrépito.  Cumpre esse papel há séculos.  E só ingênuos acreditam em sua isenção ou sua suposta “transparência”, que deveria nortear suas ações.

Por motivos econômicos, políticos ou mesmo pela fogueira das vaidades; por interesses egocêntricos, ou simplesmente porque estão a serviço de projetos imperialistas de outras nações, os homens de imprensa não pensam em seu povo.

Como milhares de pessoas (mais do que o You Tube e Google pretendem admitir), nós também assistimos os excelentes documentários Zeitgeist e Zeitgeist Addendum, que recomendamos sem muitas reservas. Mas porque sem reserva nenhuma? Porque pensamos que não podemos abandonar a criticidade em relação a tudo o que nos cerca.  Bom, se você nem ouviu ou ouviu falar a respeito, clique aqui e se atualize (via Wikipédia).

Recomendamos que assistam ambos, antes de considerarem o conteúdo deste post, para uma perfeita compreensão do mesmo.  Aqui, evitamos tentar descrever os filmes, mesmo com uma sinopse, para não correr o risco de simplificá-los demais.  Não há jeito: os Zeitgeists são filmes obrigatórios, e nenhuma palavra, resumo ou sinopse, pode lhes fazer justiça.  Então, repetimos: assistam o filme.

Dessa forma, pressuponto que você, leitor, já assistiu ao menos o primeiro filme, teçamos as considerações seguintes.

As Analogias

Surpreendentemente (??), é possível traçar explícitos paralelos com a trilogia Matrix.  Matrix, como sabemos, é um filme pop, de cunho não só tecnológico, mas tambem filosófico. A impressão que se tem, é que ambos vieram das mesmas fontes. Precisamos analisar com calma seu teor, para aí sim, podermos tentar interpretar quem seriam as fontes. Encontramos 5 paralelos, 5 similaridades; são elas:

1) Estão nos mantendo distraídos, para nos explorar

Zeitgeist – O mundo é controlado por uma série de homens poderosos, atrás da cortina. Eles controlam a mídia, as corporações (corporatocracia), os governos, e instauraram um sistema monetário predatório, centralizador e escravizante. A escravatura como tal foi explicitamente abolida; no seu lugar, há a escravatura econômica, a qual abrange todos nós que, triste e erroneamente, nos acreditamos livres. Somos mantidos distraídos “como bolhas de sabão”, enquanto nos entopem de mídia de massa, álcool, drogas, notícias controladas e entretenimento, para que não vejamos a verdade.

Matrix – O mundo se acredita livre, e todos os seres humanos enxergam, à sua volta, uma realidade impingida, virtual, que os impede de ver a realidade: todos os seres humanos são escravos, vivendo em casulos onde as máquinas implantaram eletrodos para extração da energia elétrica gerada pelo corpo humano, que serve para alimentar as máquinas. São as máquinas que criaram a Matrix, uma simulação virtual-neural que simula uma realidade e a insere em nossas mentes, através de fios e cabos.

2) Jesus não é nenhuma novidade, e nem é o “primeiro”

Zeitgeist – Revela que Jesus não foi nenhuma novidade, e sim, faz parte de uma série de precursores. Jesus é somente o último, o mais recente deles – apenas mais um sistema de controle, não a salvação.

Matrix – Em Matrix Reloaded, na mansão do Merovíngio, este deixa escapar para Neo que “eu já sobrevivi a seus predecessores, e vou sobreviver a você”.  No final do filme, o Arquiteto revela isso também a Neo, que não acredita. Prosseguindo, o Arquiteto ainda detalha que existiram 17 antes de Neo, e que ele é o 18o.

3) As guerras nunca terminam

Zeitgeist – O filme explica que a elite bancária internacional (leia-se: homens poderosos como os Rotschilds, os Warburgs, os Morgans e os Rockfellers) controla tranquilamente não só o FED (o banco central americano) mas também outros bancos centrais e demais instiuições bancárias no mundo, principalmente nos Estados Unidos. Para maximizar suas chances de lucro e rentabilidade, eles fomentam guerras, já que com elas, assegura-se não só a emissão de dinheiro pelo FED (dinheiro este que o Governo Americano e a sociedade paga com juros) mas também o esforço de guerra traz a necessidade de financiamento. Eles, então, aumentam seus lucros financiando ambos os lados, por meio de empréstimos, grandes obras de reconstrução, armamentos e toda uma sorte de falcatruas.

Matrix – O sonho dos exilados em Zion (Sião) é o fim da guerra, guerra essa entre as máquinas e os homens, e que está fadada a nunca terminar, pelo menos até que o último homem livre (fora da Matrix) tenha sido morto. No terceiro e último filme da trilogia, Neo resolve pedir às máquinas o fim da guerra, prova de que elas a desejam e sustém.  O paralelo: as máquinas de Matrix, representam nosso Estabilishmment real.

4) Antes da era atual, houveram diversas tentativas, pelos poderosos, de implantar seu controle mundial

Zeitgeist – Houveram várias tentativas de controle em todo o mundo, principalmente dos Estados Unidos, de instalar o FED, o banco cenatral americano, que os conspiradores controlam e cuja principal finalidade foi criar e manter o sistema monetário que nos aprisiona.

Matrix – No segundo filme da série, Matrix Reloaded, um dos personagens, o Arquiteto, explica a Neo que houveram várias versões da matrix (o programa ou engenho controlador, que escraviza os humanos) que foram mal-sucedidas, até que as máquinas finalmente foram bem-sucedidas na implantação da versão vigente.

5) Jesus, O Salvador, não existiria como realidade: tratar-se-ia de apenas mais um sistema de controle

Zeitgeist – Jesus teria sido apenas mais um de uma série de messias solares, que na verdade não tem a finalidade de nos salvar, mas apenas de servir de meio de implantação de mais uma religião; estas são instrumentos de controle e manipulação, ou seja, apenas mais um mecanismo de controle.

Matrix – Neo é encarado por todos como o salvador, mas descobre ao final de Reloaded que é apenas mais um sistema de controle criado pela Matrix.

Por enquanto, ficamos por aqui.  Mas nada impede que nós, ou mesmo você, leitor, apuremos mais paralelos (ou similaridades, ou coincidências – dê o nome que preferir!) entre os dois filmes.  Os comentários deste post estão abertos para sua contribuição.

Concluímos, com total segurança, que os criadores de ambos os filmes beberam na mesma fonte.  Matrix é de 1999, Zeitgeist, de 2007.  Então, ou o tema é recorrente na cultura americana, ou periodicamente somos bombardeados com a mesma informação, de maneira subliminar.

Quem está por trás disso?  De onde vem essa história ou tese?  São perguntas sem resposta…

…mas por pouco tempo!