Archive for abril, 2010


Luiz Inácio Lula da Silva
By Michael Moore Thursday, Apr. 29, 2010

da revista Time

Quando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.

Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?

Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.

E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.

O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1%  no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.

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Fonte: Vi o Mundo.

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Do Conversa Afiada:

Alessandra Corrêa – Da BBC Brasil em Washington

Apesar de ainda ter uma das mais altas taxas de desigualdade do mundo, o Brasil conseguiu avanços “dramáticos” em redução da pobreza e distribuição de renda, diz um relatório com indicadores de desenvolvimento divulgado nesta terça-feira pelo Banco Mundial (Bird).

“Enquanto as desigualdades de renda se agravaram na maioria dos países de renda média, o Brasil assistiu a avanços dramáticos tanto em redução da pobreza quanto em distribuição de renda”, diz um trecho do documento.

“A desigualdade permanece entre as mais altas do mundo, mas os avanços recentes mostram que nem sempre o desenvolvimento precisa vir acompanhado de desigualdade”, diz o texto sobre o Brasil.

Segundo os indicadores do Bird, a taxa de pobreza do Brasil caiu de 41% no início da década de 90 para entre 33% e 34% em 1995. Depois de se manter nesse nível até 2003, a taxa de pobreza apresentou declínio constante, caindo para 25,6% em 2006.

O documento diz que as taxas de pobreza extrema seguiram padrão semelhante, caindo de 14,5% em 2003 para 9,1% em 2006.

“A redução do número de pessoas vivendo na pobreza foi acompanhada por um declínio na desigualdade de renda”, diz o relatório.

De acordo com o Bird, fatores como inflação baixa e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, tiveram papel importante nesse desempenho.

Outros indicadores

O relatório também destaca os avanços registrados pelo Brasil em outros indicadores sociais, como a redução da taxa de mortalidade infantil, que passou de 56 para 22 em cada mil no período entre 1990 e 2008, em parte devido a melhores índices de vacinação.

Segundo o documento, o Brasil registrou ainda uma rápida redução nos índices de trabalho infantil e aumentou os níveis de frequência escolar.

O relatório traz dados sobre o cumprimento das Metas do Milênio, estabelecidas pelas Nações Unidas em 2000. Elas preveem melhoras em vários indicadores até 2015.

De acordo com o Bird, dez anos depois do lançamento da iniciativa, o progresso tem sido desigual e somente pouco mais da metade dos países com dados disponíveis está no caminho para atingir as metas.

“Cerca de 41% das pessoas em nações de baixa e média renda vivem em países que não devem atingir as metas. E 12% vivem nos 60 países sobre os quais não há dados suficientes para medir o progresso”, diz o relatório.

No entanto, segundo o Bird, houve progressos consideráveis nesses 10 anos e, apesar da crise econômica e financeira, “a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas vivendo na extrema pobreza ainda pode ser alcançada em diversas regiões em desenvolvimento”.

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100420_pobreza_bird_brasil_ac_np.shtml

Do Viomundo e Folha de São Paulo

Fernando Ferro(*) e a comparação inevitável

Comparação entre Lula e FHC é inevitável (Fernando Ferro*, na Folha, em 20/04/2010)

DE MANEIRA pretensiosa, a oposição decidiu que vai fugir às comparações entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, como se as eleições deste ano fossem realizadas em outro planeta. O debate é inevitável, com ou sem a participação da oposição e de seus porta-vozes na mídia.

Os demo-tucanos querem, na prática, esconder que fizeram parte do fracassado governo FHC (1995-2002), que quebrou o país três vezes, levou ao apagão de 2001 e rastejou perante o FMI.

Em 2002, no plano federal, o povo queria mudanças e eles prometiam continuidade; agora, a grande maioria da população quer manter o ritmo mudancista, com crescimento econômico, geração de empregos e inclusão social, e eles querem retroceder.

A tática é tentar desconstruir os êxitos alcançados a partir de 2003.

Certamente o PT e seus aliados não terão dificuldades para remover as densas camadas de mistificação montadas para embelezar o retumbante malogro dos governos de FHC.

Já em 2006, independentemente da histeria da maior parte da mídia, o povo separou o joio do trigo.

Insiste-se que o governo Lula seria simples continuação do de FHC, mas a maioria da população sabe que não é. Exemplo: em oito anos, FHC criou 780 mil empregos, registrados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para celetistas, enquanto em sete anos e meio o governo Lula gerou 12 milhões.

Esse dado é estarrecedor e tanto mais grave quando se considera que há quem pense que não é necessariamente um símbolo do fracasso de FHC, porque entre suas prioridades não estava a geração de empregos.

Com Lula, o salário mínimo teve aumento real de 53%, desmentindo a cantilena neoliberal de que esse aumento quebraria a previdência e os pequenos municípios.

A dívida externa foi eliminada, e a interna, reduzida em mais de 20 pontos percentuais. A dívida com o FMI foi quitada e o país se tornou credor da instituição, além de construir uma reserva cambial de US$ 240 bilhões.

O Brasil de Lula, com políticas heterodoxas, firmeza e em defesa do interesse nacional, conseguiu superar os graves reflexos da crise mundial iniciada em 2008, a qual teria levado o país à UTI se ocorrida no ortodoxo governo de Fernando Henrique.

Este, diante das crises periféricas que enfrentava, recorria ao FMI para pedir um empréstimo, aumentava impostos e as taxas de juros e arrochava os salários. Em 2008, Lula apostou no consumo e, em vez de aumentar os impostos, aplicou uma desoneração gigantesca. Foi dessa maneira que o Brasil superou a crise.

O povo percebe em seu dia a dia as alterações que vão se processando e que se expressam nas taxas mais baixas de inflação da história, no sucesso dos programas sociais e na maior oferta de oportunidades em muitos aspectos da vida.

Com políticas públicas e desatrelados do elitismo, fortalecemos a economia interna, com a inclusão de 30 milhões de pessoas à classe média.

A vitória frente a FHC não se deu apenas nos números da economia, nos indicadores sociais e na política externa. O avanço na consolidação dos espaços da democracia é igualmente importante: o conjunto de conferências realizadas (saúde, idosos, comunicação etc.) revela a participação popular na construção de políticas públicas.

Até o PAC foi também elaborado a partir de contribuições de lideranças populares e empresariais, inovando na forma de governar e consolidando instrumentos de democracia direta.

A oposição busca desqualificar e negar a realidade, guiando-se, sem respeitabilidade democrática, pela memória de Carlos Lacerda. Qual é o presente de uma oposição que hoje usa discurso moralista hipócrita, fingindo ignorar inúmeros comprometimentos com diferentes e repetidos casos de corrupção, onde a crise de Brasília é apenas a mais visível?

Não há como José Serra escapar de ser o anti-Lula: a eleição será plebiscitária e marcada pela confrontação entre os dois polos. As comparações podem ir além de Lula e FHC, envolvendo também os governos estaduais e municipais e temas como ética, gestão, soberania nacional etc.

A comparação é tão importante e necessária que o candidato tucano usa discurso defensivo e matreiro do pós-Lula. Quer pegar carona na popularidade de Lula, a quem não consegue atacar, e revela que não houve nem haverá pós-FHC.

Essa é a síntese de um confronto de projeto que nos é amplamente favorável. A história nos diz que não há futuro sem presente e passado. Mas os tucanos tentam desesperadamente esconder o seu.

(*) FERNANDO FERRO, 58, engenheiro eletricista, é deputado federal pelo PT-PE, líder do partido na Câmara dos Deputados e vice-presidente da Comissão de Energia e Minas do Parlamento Latino-Americano (Parlatino).

P.S.: Os grifos, em negrito, são nossos.

Porque a datafolha pisou na bola

Do Blog do Nassif – Por Benedito Júnior

“Está errado o diretor do Datafolha. Uma amostra viesada será sempre uma amostra viesada, independente da ponderação posterior. Ao ampliar a base da amostra em São Paulo em relação aos demais Estados, o instituto criou viés. A única possibilidade de evitar distorção nesse caso é assegurar-se de que os municípios selecionados são representativos da opinião do eleitorado nacional – coisa que obviamente instituto nenhum pode fazer.

Existem soluções pontuais, como por exemplo a sugerida aqui de tomar apenas aquelas cidades cuja votação dos candidatos em 2006 foi semelhante àquela apurada em todo o país. Ainda assim, nada asseguraria que os eleitores selecionados atenderiam à esse critério de “equidade”.

Existe uma razão pela qual os institutos de pesquisa buscam ouvir uma quantidade de eleitores proporcional ao eleitorado de cada região e é justamente a tentativa de reduzir o viés equalizando as margens de erro para cada Estado. O instituto não pode assegurar que os eleitores ouvidos sejam representativos da opinião nacional, mas ao menos ele ainda poderá alegar que buscou construir uma amostra mais homogênea possível e isso é o que importa no final. Muito mais importante que a veracidade dos resultados de uma pesquisa de opinião é a sinceridade metodológica da mesma. Pois para a primeira condição existe a margem de erro a ser ponderada, enquanto para a segunda não há nenhuma desculpa aceitável.

A amostra do Datafolha não é homogênea, e isso prejudica sua análise, não importa a desculpa arranjada pelo instituto para isso. Ao alterar sua metodologia de coleta de dados, a análise tornou imprestável a comparação de resultados com pesquisas anteriores do próprio Datafolha pois introduziu divergências entre as margens de erro das populações dos Estados pesquisados. Essa discrepância não é trivial nem pode ser sanada satisfatoriamente com ponderação posterior. Não é “marreteando” os dados após coletá-los de forma errada que o Datafolha alcançará um resultado crível em sua pesquisa.

Se o Datafolha houvesse se limitado a informar a intenção de voto em cada Estado separadamente, não haveria problema algum com a alteração da base amostral. Mas ao introduzir conscientemente a comparação com uma pesquisa anterior de metodologia distinta, o instituto pisou na bola. E as justificativas apresentadas por seu diretor seriam até risíveis, não se tratasse, infelizmente para a democracia, do caso de um instituto de pesquisa enfrentando uma grave crise de credibilidade perante a sociedade brasileira.”

O texto acima refere-se à pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 17, que mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, com 38% das intenções de voto, e a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, com 28%.  Menos de 48 horas depois, a blogosfera derruba por terra a confiabilidade dos seus resultados, lançando dúvidas sobre os métodos do instituto.

Houve tempo em que não era assim.  As pesquisas eleitorais conseguiam exercer grande influência sobre o eleitorado.   Atualmente, os grupos que pretendem manipular a opinião pública por meio de pesquisas eleitorais  vêm tendo sérias dificuldades.

O que mudou?

Pensamos, primeiramente, que aumentou o que poderíamos denominar de porosidade da comunicação.  A internet democratizou o acesso à informação, e potencializa a velocidade com que ela circula.  Tais são as barreiras que dificultam o processo de manipulação da população.  Qualquer passo mal calculado pode ser perigoso.  Qualquer tentativa insidiosa ou manipuladora está sujeita a ser devassada, dissecada,  desmontada e ridicularizada – em pouquíssimo tempo, diga-se de passagem.

Porque esse fenômeno?

Porque a internet apresenta um novo paradigma: ela não se apresenta, não se impõe.  Ela é um meio, não um fim.  E é fácil perceber isso.  Quantas vezes você, leitor, logo após conectar – ou, mesmo depois -, ficou parado em frente ao teclado, olhando para a tela, arrastando o mouse de um lado para outro, tentando decidir o que iria fazer primeiro, onde iria?  E sua autocrítica lhe faz questionar: seria, de sua parte, falta de foco?

Não.  É que a internet é algo completamente diferente do que estamos acostumados, em termos de ferramenta para comunicação.   Repetimos: ela não se impõe.  Não é como a TV, que tenta, o tempo inteiro, controlar quem segura o controle remoto.  Para expressar bem essa sensação, usando uma figura de linguagem, daremos, de bandeja, uma dica interessante para os fabricantes de televisões e computadores:  se estes aparelhos falassem, o que diriam ao ser ligados?

A TV diria: “Boa noite.  Não mude de canal. Siga minhas instruções. Lhe direi o que deve fazer!”

O computador diria: “Boa noite. O que você quer fazer? Onde quer ir?  Fique à vontade, não tenha pressa!  Quando decidir, é só digitar o endereço.”

Consequentemente, essa tecnologia mudou nosso comportamento.  Com o acesso à informação amplamente facilitado, não existindo nenhum filtro que possa ser imposto de forma incontornável, destinado a manter o status quo – como acontece na televisão -, aumentou nossa responsabilidade sobre a qualidade da informação que desejamos – ou não – apreender.  Foi isso o que dissemos aqui.  Primeiro, demora-se um tempo para se acostumar com tanta liberdade.  Em um segundo momento, descobre-se que liberdade traz a responsabilidade de, nós mesmos, filtrarmos o conteúdo.  Dessa forma, hoje, o filtro é seu, nosso – cada qual precisa regular o firewall de sua mente.

Há mais um aspecto a ser considerado: a população está mais, muito mais escolada, e está anestesiada pela euforia de um novo Brasil, que queria, há muito, conhecer – e que nunca chegava: vivia eternamente no futuro.  Mais respeitado, por si mesmo e pelos outros, aqui dentro, e lá fora; mais orgulhoso, com oportunidade para todos e sem deixar ninguém para trás.

Esse Brasil está aí.  Ele é real, e ele foi construído por nós, com o nosso voto.  É isso o que o brasileiro sempre buscava: que seu voto lhe fizesse justiça.  E justiça foi feita.  Essa é a democracia representativa, plural.

Muitos, só agora, dizem: o Brasil pode mais.

Errado.

O Brasil pôde mais!

A questão crucial é que o povo sabe disso.  Sabe qual lado desagradou com sua preferência.  E sabe quando é esse lado que se manifesta, mesmo que seja de forma sutil, subliminar, tentando inutilmente minar sua confiança e demonstrar que não valeu a pena.

Valeu a pena, sim! E na hora “H”, o povo saberá distinguir entre quem nunca teve a chance, mas lhe fez feliz, de quem teve tantas chances, mas nada fez.

Afinal, conhecem-se as árvores pelos seus frutos.

(Pelo menos, as árvores que dão frutos…)

E-mail’s com mensagens, correntes, spam e campanhas difamatórias (sejam bem-humoradas, mentirosas, manipulativas, apenas insidiosas ou torpes) são cíclicos.  Em novembro de 2009 circulou um e-mail intitulado “Absurdo”, com o teor abaixo.  Duvidamos que ele não volte a circular – se é que parou.   Então, na próxima vez que retornar, não apenas nós teremos uma resposta na ponta da língua, evitando estragos maiores; mas nossos amigos estarão, também, devidamente municiados e protegidos contra a verborragia manipulatória que tenta  subestimar nossa inteligência.

O objetivo confesso do e-mail, é o de chocar o leitor com uma afirmação que, a princípio, poderia ser comprovada: Dilma Roussef, como conselheira da Petrobrás, juntamente com outros, tiraria nada menos que R$ 114.813,88, mensalmente, dos cofres da empresa, a título de integrante de seu conselho de administração.

Todavia, quem criou o insidioso e-mail subestimou nossa inteligência, e superestimou a própria.  A tese não resistiu nada, logo ruindo diante de um exame mais apurado e detalhado.  Este post descreve essa “desmontagem”.

Para desmontar um e-mail ou artigo manipulador, a arma é a pesquisa e informação.  Aqui reproduzimos a nossa pesquisa, dividindo o resultado com todos.  Que cada um confirme as informações aqui constantes, se desejar, use de criticidade e bom senso, abraçando sua conclusão.  Já tiramos as nossas.

Nosso papel é o de ajudar a informação a circular, e auxiliar o desenvolvimento, em todos, do indispensável senso crítico.

Vamos ao e-mail.  Os grifos, em negrito, são do original:

Primeira parte: o E-mail

“Eu não acreditei mas ….
LEIA A ATA DA ASSEMBLÉIA NO FINAL
===============
PESSOAL recebi um e-mail (transcrito abaixo) e achei que fosse montagem. Estava respondendo a meu colega que havia mandado, que não deveria remeter sem antes averiguar a veracidade. Resolvi entrar no site da PETROBRÁS, pois o link que veio no e-mail baixava um arquivo direto. Para minha SURPRESA a informação é VERDADEIRA.
Acesse o link da PETROBRÁS  http://www.petrobras.com.br/pt/

Clica no item INVESTIDORES

Vai abrir uma nova página (a mesma clicando no link ao lado http://www.petrobras.com.br/pt/investidores/)

Clica em Informações aos Acionistas + Assembléias Gerais

Vai abrir outra página com as ASSEMBLÉIAS GERAIS.

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS, REALIZADA EM 8 DE ABRIL DE 2009

(Lavrada sob a forma de sumário, conforme facultado pelo parágrafo primeiro do artigo 130 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976).

DIA, HORA E LOCAL: Assembleia realizada às 15 horas do dia 8 de abril de 2009, na sede social, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, na Avenida República do Chile, no 65.

Item IV: Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia , na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Rousseff ,brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada, economista, com domicílio na Casa Civil da Presidência da República – Praça dos Três Poderes – Palácio do Planalto – 4º andar – salas 57 e 58, Brasília (DF), CEP: 70150-900, portadora da carteira de identidade nº 9017158222, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul – SSP/RS, e do CIC/CPF nº 133267246-91 e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado, economista, com domicílio no Ministério da Fazenda – Esplanada dos Ministérios – Bloco P – 5º andar – Brasília (DF), CEP: 70048-900, portador da carteira de identidade nº 4135647-0, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo – SSP/SP, e do CIC/CPF nº 676840768-68;Silas Rondeau Cavalcante Silva, brasileiro, natural da cidade de Barra da Corda (MA), casado , engenheiro, com domicílio na S..A.U.S. – quadra 3 – lote 2 – Bloco C  – Ed. Business Point – salas 308/309, Brasília (DF), CEP: 70070-934, portador da carteira de identidade nº 2040478, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Pernambuco – SSP/PE, e do CIC/CPF nº 044.004.963-68; José Sergio Gabrielli de Azevedo, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chile, 65, 23º andar – Rio de Janeiro (RJ), CEP: 20031-912, portador da carteira de identidade nº 00693342-42, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia – SSP/BA, e do CIC/CPF nº  042750395-72  042750395-72 ; Francisco Roberto de Albuquerque , brasileiro, natural da cidade de São Paulo, casado, General de Exército Reformado, com domicílio na Alameda Carolina nº 594, Itu (SP), CEP: 13306-410, portador da carteira de identidade nº 022954940-7, expedida pelo Ministério do Exército e do CIC/CPF nº 351786808-63; e Luciano Galvão Coutinho , brasileiro, natural da cidade de Recife (PE), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chil e nº 100, 19º andar, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-917, portador da carteira de identidade nº 8925795, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo – SSP/SP, e do CIC/CPF nº 636831808-20.

Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras emR$ 8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais) , no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia , nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT na sua respectiva data-base de 2009;

Dá R$ 114.813,88 por mês para cada um!

… se “alguém” disser que é boato… acesse o link abaixo !

http://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_08abr09_port.pdf

ISSO É BRASIL…O PAÍS DO “CARNAVAL” E DO FUTEBOL!”

Termina aqui o didático e-mail, que dá até mesmo o caminho para sua autenticação. – passo-a-passo.  Menos pior.  Nesse caso particularmente, não se trata de conteúdo falso: são as conclusões que são propositalmente errôneas e forçadas.  Vamos analisar o caso.

Segunda parte: a conta está errada na quantidade de pessoas que “repartem o bolo”

Fazendo a conta, a julgar pelo conteúdo do e-mail, de fato teríamos: R$ 8.266.000,00 que, dividido por 12 meses, resulta em R$ 688.833,33 mensais.  Esse valor, por sua vez,  dividido pelos 6 membros do Conselho de Administração da empresa, é igual a R$ 114.813,88 mensais, para cada um.  Mas há erros graves.  O que o e-mail não explica, é:

a) O conselho de administração não é composto por apenas seis integrantes.

O conselho de administração não é formado apenas pelos 6 conselheiros citados acima.  Esse trecho foi propositalmente ignorado no e-mail; é a continuação do Item IV, da Ata da Assembleia.  Ei-lo:

“Item IV: (…) Foi ainda eleito como membro do Conselho de Administração da Companhia, na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, o Senhor Sergio Franklin Quintella, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado e engenheiro civil.

A seguir, na forma prevista no artigo 239 da Lei das S.A., foi reeleito pelo voto dos acionistas minoritários, como seu representante no Conselho de Administração, em votação em separado, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, o Senhor Fabio Colletti Barbosa, brasileiro, natural da cidade de São Paulo (SP), casado e administrador de empresas.

Foi também reeleito, na forma do art. 19 do Estatuto Social da Companhia, como representante dos acionistas titulares de ações preferenciais no Conselho de Administração, em votação em separado, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, o Senhor Jorge Gerdau Johannpeter, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado e advogado.

Item V: Foi designada, dentre os Conselheiros reeleitos e eleitos, pela maioria dos acionistas presentes, para o cargo de Presidente do Conselho de Administração, a Conselheira Dilma Vana Rousseff.”

Temos, portanto, mais 3 pessoas a somar às 6 iniciais.  Total: nove conselheiros.  Guardem esse número.

b) Os administradores da empresa não são formados apenas pelos membros do conselho de Administração.

Note o seguinte trecho, grifo nosso:

“(…) foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$ 8.266.600,00. (…)”

Mas então, quem são os administradores da Petrobrás?  Para descobrir, siga essas dicas:

1) Abra o endereço http://www.petrobras.com.br;

2) à direita, leve o ponteiro do mouse à área Investidores, e clique logo abaixo em Acesse o site e saiba porque investir na Petrobrás.

3) à esquerda, leve o ponteiro do mouse na primeira opção do painel lateral, em “Conheça a Petrobrás”  e, na aba que se abrirá à direita, clique em Estatuto Social.

4) no painel central, clique em Capítulo IV – Da administração da sociedade. Se abrirá o conteúdo abaixo:

“Capítulo IV
Da Administração da Sociedade

Seção I
Dos Conselheiros e Diretores

Art. 17º A Petrobras será dirigida por um Conselho de Administração, com funções deliberativas, e uma Diretoria Executiva.

Art. 18º O Conselho de Administração será integrado por, no mínimo, cinco membros até nove membros eleitos pela Assembléia Geral dos Acionistas, a qual designará dentre eles o Presidente do Conselho, todos com prazo de gestão que não poderá ser superior a 1 (um) ano, admitida a reeleição.”

(…)

Art. 20º A Diretoria Executiva será composta de um Presidente, escolhido dentre os membros do Conselho de Administração, e até seis Diretores, eleitos pelo Conselho de Administração, dentre brasileiros residentes no País, com prazo de gestão que não poderá ser superior a 3 (três) anos, permitida a reeleição, podendo ser destituídos a qualquer tempo.”

Ou seja, a Petrobrás é administrada (dirigida) não apenas pelos 9 conselheiros, mas também por mais cinco diretores – já descontada a participação do Presidente da Petrobrás, que aparece nos dois grupos.  Isso dá um total de até 14 pessoas (6 conselheiros citados no e-mail, 3 conselheiros que o e-mail ignorou, e 5 diretores).

Os diretores também são nomeados na mesma ata utilizada no triste e-mail – todavia, o e-mail não inclui esse trecho. Aqui está ele:

“Item VI: Foram reeleitos pela maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, como membros do Conselho Fiscal da Companhia, com mandato de 1 (um) ano,permitida a reeleição, o Senhor Marcus Pereira Aucélio, brasileiro, natural de Brasília (DF), casado e engenheiro, tendo como suplente o Senhor Eduardo Coutinho Guerra, brasileiro, natural da cidade de Bom Despacho (MG), casado e bacharel em relações internacionais, ambos como representantes do Tesouro Nacional; o Senhor Túlio Luiz Zamin, brasileiro, natural da cidade de Nova Prata (RS), separado judicialmente e contador, tendo como suplente o Senhor Ricardo de Paula Monteiro, brasileiro, natural da cidade de Juiz de Fora (MG), casado e economista; o Senhor César Acosta Rech, brasileiro e economista, e tendo como suplente, o Senhor Edison Freitas de Oliveira, brasileiro e administrador de empresas, natural da cidade de Cataguases (MG) e casado.”

“A seguir, na forma prevista no artigo 240 da Lei das S.A., foram reeleitos como membros do Conselho Fiscal da Companhia, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, pelo voto em separado de acionistas minoritários, o Senhor Nelson Rocha Augusto, brasileiro, natural da cidade de Ribeirão Preto (SP), casado e economista, tendo como suplente a Senhora Maria Auxiliadora Alves da Silva, brasileira, natural da cidade de Lajedo (PE), casada e economista. Foram ainda reeleitos para membros do Conselho Fiscal da Companhia, também como dispõe o artigo 240 da Lei das S.A., com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, pelo voto em separado de acionistas detentores de ações preferenciais, a Senhora Maria Lúcia de Oliveira Falcón, brasileira, natural da cidade de Salvador (BA), divorciada e engenheira agrônoma, tendo como suplente o Senhor Celso Barreto Neto, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado e advogado.”

Agora, façamos as contas: R$ 8.266.000,00 : 12 meses = R$ 688.833,33/mês; R$ 688.833,33/mês : 14 = R$ 49.202,88/mês, para cada um dos administradores.  E tem mais –  o que o e-mail não ressalta, é que esse valor não compreende apenas salários:

“(…) foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais) , no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia , nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999″

Vejam a transparência que hoje podemos desfrutar de nossa melhor e mais rentável empresa.  Contudo, veremos, mais abaixo, que  nem sempre foi assim.

R$ 49 mil por mês, a serem divididos em salários, férias, gratificação de natal, 13o salário, PLR, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia!!  É muito mais do que ganha um trabalhador comum, mas é muito menos do que o mercado costuma remunerar os executivos de empresas petrolíferas.

Considerando tais números, podemos aduzir que os tais R$ 49 mil mensais começam a se tornar irrisórios, principalmente em se considerando o mercado.  Um valor baixíssimo, portanto, considerando as responsabilidades dos membros, e que são cargos estratégicos, com acesso aos segredos da companhia.

Mas essa ainda não é a conta definitiva.  Porque há mais um aspecto propositalmente ignorado pelo redator da falácia:

Terceira parte: a conta está errada na forma pela qual as pessoas que “repartem o bolo”

a) Os conselheiros não recebem nem R$ 114.813,88 mensais (na conta do e-mail), nem R$ R$ 49.202,88 mensais (na nossa conta).

Isso porque, mais uma vez de forma traiçoeira, outro trecho foi propositalmente deixado de fora – e é justamente o trecho seguinte à parte onde termina o e-mail:

(Página 3)

“Item VII (…) Foi aprovada a delegação ao Conselho de Administração competência para efetuar a distribuição individual dos valores destinados ao pagamento da remuneração dos membros da Diretoria Executiva, observado o montante global e deduzida a parte destinada ao Conselho de Administração e condicionada à observância dos valores individuais constantes da planilha de Remuneração Máxima dos Administradores, nos termos da Nota DEST/CGC nº 79/2009, de 2 de abril de 2009, do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais.”

(Página 4)

“Foi também aprovada a fixação dos honorários mensais dos membros do Conselho de Administração e dos titulares do Conselho Fiscal em um décimo do que, em média mensal, perceberem os membros da Diretoria Executiva, excluídos os valores relativos a: gratificação de férias, participação nos lucros e resultados, passagens aéreas, previdência privada complementar e auxílio moradia, bem como custear as despesas de locomoção e estada necessárias ao desempenho da função de conselheiro de administração.”

Ou seja: os honorários dos membros do conselho de administração correspondem a apenas 10% do que percebem os membros da diretoria executiva.  Em outras palavras: o bolo não é repartido por igual; cabem aos membros do conselho de administração, uma fatia menor.  E essa é a praxe do mercado.

À época, o Governo era comandado pelo Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva (01/01/2003 até o presente).

Quarta parte: Nunca antes nesse país, a Petrobrás foi tão transparente

Pronto: derrubamos mais uma do Festival de Besteiras na Internet (que o site FBI – Festival de Besteiras na Imprensa – nos perdoe o plágio brutal, mas necessário).  Tem mais: o link citado não está quebrado; o caminho é esse mesmo, indicado pelo e-mail, e a Ata está lá.  Não foi retirada do ar ou alterada – nem deveria.  Trata-se, portanto, de informação transparente e fidedigna, como de fato cabe a uma empresa que tem presença global e necessita ser transparente com o mercado, de forma a agregar segurança e tranquilidade ao ambiente de negócios, favorecendo  seus investidores e a sociedade.  Ponto para a Petrobrás.

Vale ainda ressaltar três pontos fundamentais, que ficaram evidentes durante nossa pesquisa:

Primeiro: Participar do Conselho de Administração da Petrobrás sempre foi tarefa dos integrantes da Casa Civil.  Não há nenhuma ilegalidade aqui.  Mais de 50% da Petrobrás pertence ao Governo Brasileiro, e tradicionalmente os representantes elencados para cumprir a tarefa de representar a União, são os ministros da Casa Civil, do Ministério da Fazenda e do Tesouro Nacional.  Para comprovar isso, o leitor pode ir além de nossa pesquisa – que se estendeu somente até 1.999 – e consultar os nomes dos representantes da União em cada uma delas.  Ou seja: outros membros, de outros governos, exerceram a mesma função.  Mas, a gente entende: é muito fácil para quem está fora do poder, ressentido, disparar informações tortas e de forma maldosa contra a outra parte.

Segundo – Se de fato o rendimento dos integrantes do conselho diretor foi alto, antes de considera-lo amoral, deve ser enfocado que, se a remuneração é ancorada – como de fato, é – nos resultados da empresa; e se essa remuneração apresenta-se alta, significa que a empresa lucrou.  O que não deixa de ser uma comprovação incontornável,  de que o trabalho de sua direção, e de seus executivos foi, de fato, eficiente. A remuneração, portanto, é justa.

Terceiro – Os defensores do Estado Mínimo – que são os mesmos neoliberais amantes do Consenso de Washington – são os primeiros a bradar que tais remunerações seriam amorais.  Algo como “mamar nas tetas do Estado”, diriam de forma depreciativa.   Porque?  Porque o que desejam é uma burguesia  elitista, ganhando rios de dinheiro á custa de grandes empresas privatizadas, retirando muito, muito mais, em gigantescos e desproporcionais bônus.  Isso já deu o que falar não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil.  Na-na-ni-na-não!! Nada disso.  Esqueçam.  O Estado é capaz de administrar – e muito bem – a empresa.  O povo prefere a sua Petrobras pública, altamente rentavel,  auxiliando no desenvolvimento do país e gerando muitos postos de trabalho, a quem deve pagar altas remunerações, sim.  Dessa forma, pública, todos podem acompanhar a empresa, que tem demonstrado não somente capacidade ética, técnica e operacional para superar desafios, mas também muita transparência em todos os aspectos nos quais se envolve.

A propósito, nota-se que o ingênuo e-mail pôde aproveitar-se dessa transparência, para obter a informação que garimpou, e tentou manipular e torcer.  Pena que não deu certo.  Sorry: estamos vigilantes.  E que a transparência prossiga, e seja ampliada.

Mas… será que foi assim sempre?

Vamos, então, consultar algumas atas mais antigas.  Vamos olhar para o passado.  É importante isso.  Lembremo-nos de George Santayana: os que se esquecem do passado, estão condenados a repeti-lo.

Providenciais palavras?

Como dissemos antes, o caminho para encontrar e consultar as Atas já foi didaticamente demonstrado no irreal e-mail.  Vamos apresentar somente os links para cada uma das atas., logo após  a citação do trecho das mesmas.  Os links remetem diretamente à cada uma delas, aqui citada.  Quem quiser conferir, fique completamente à vontade.  Foi lá no site da Petrobrás que as buscamos.

Pelo menos para isso, o e-mail serviu.

“ATA DA ASSEMBLÉIA GERAl EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA DA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS, REALIZADA EM 24 DE MARÇO DE 1999

“(…) III – Foram eleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia, com mandato pelo prazo de 3 (três) anos, permitida a reeleição, por voto de acionistas representantes da maioria do capital social, os Srs: Rodolfo Tourinho Neto, para o cargo de Presidente do Conselho, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), casado, economista; Henri Philippe Reichstul, brasileiro naturalizado, divorciado, economista; Pedro Pullen Parente, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado, engenheiro; José Pio Borges de Castro Filho, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado, engenheiro; Herszek Chaim Rotstein, que também usa o nome profissional Jaime Rotstein, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), casado, engenheiro; Zenildo Gonzaga Zoroastro de Lucena, brasileiro, natural da cidade de São Bento do Una (PE), casado, General de Exército R/1; Gerald Dinu Reiss, brasileiro naturalizado, casado, engenheiro; o acionista controlador reservou uma das vagas no Conselho, para eleição, em futura Assembléia Geral, a ser convocada especialmente para esta matéria, de um membro do corpo funcional da PETROBRAS, na conformidade de critérios a serem estabelecidos pelo Conselho de Administração da Companhia. Foi eleito ainda, como membro do Conselho de Administração, com mandato pelo prazo de três (três) anos, permitida a reeleição, pelo voto em separado dos Acionistas Minoritários, a Sra. Maria Sílvia Bastos Marques, brasileira, natural da cidade de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), casada, administradora.

IV – Foi fixada, pela maioria dos acionistas presentes, a remuneração da Diretoria Executiva no mesmo valor nominal individualmente praticado no mês precedente a esta Assembléia Geral Ordinária, delegando-se ao Conselho de Administração a competência para alterá-lo no curso do exercício e expedir orientações complementares à sua perfeita observância.

IV.1.- Foi fixada, pela maioria dos acionistas presentes, a remuneração dos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal em 10% (dez por cento) da remuneração média percebida pelos membros da Diretoria Executiva

Link para a Ata: http://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ata_ago_1999_por.pdf

Primeira Pergunta: onde está o valor da remuneração?  Alguém pode nos dizer, por favor?

E quem é quem?  Destacamos somente alguns nomes, e quem desejar, ou mesmo lembrar, pode nos falar sobre os demais:

Rodolfo Tourinho Neto – Presidente do hoje chamado Partido Democratas (na epoca, o PFL – Partido da Frente Liberal);

Pedro Pullen Parente – Chefe da Casa Civil da Presidência da Republica de 01/01/1999 a 01/01/2003; Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão de 6 de maio a 18 de julho de 1999 e secretário executivo do Ministério da Fazenda.

Voltemos ao caso da Petrobrás: onde estão os valores, que atualmente são publicados de forma transparente?

Será exagero nosso?  Será que as demais atas são transparentes?  Será que não vimos o que estava explícito? Ou não estava explícito?  Vamos ler mais um breve trecho de outra ata.

ATA DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA DA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS, REALIZADA EM 22 DE MARÇO DE 2002
(…) A remuneração dos membros do Conselho de Administração e dos titulares do Conselho Fiscal foi estabelecida em 10% dos honorários médios mensais percebidos pela Diretoria Executiva, nos termos da Lei no 9.292, de 12-7-1996, não computados, para ambos os colegiados, os benefícios referentes à participação nos lucros, bônus por desempenho, previdência privada complementar e seguro saúde, bem como auxílio-moradia.

Link para a Ata: http://www2.petrobras.com.br/ri/port/InformacoesAcionistas/pdf/ata_ago_2002_por.pdf

Ou seja, mais uma vez, os valores não foram aqui incluídos.

À época, o Governo era comandado pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso (01/01/1995 a 01/01/2003).

À guisa de conclusão, podemos afirmar que era disso que falávamos no post Liberdade de Imprensa ou Liberdade de Informação? A informação deve circular livremente, sem intermediários, e de forma pública.  E é a você, leitor, que é atribuída a responsabilidade de garimpar e cruzar informações e dados, para autenticação das informações e para que você possa tirar as suas conclusões.

Não as conclusões que querem que você tire…

Do site Viomundo.

Os Vedoin acusam Serra

Donos da Planam afirmam que o ex-ministro José Serra está envolvido com a máfia das ambulâncias e entregam novos documentos sobre a distribuição de propinas

Mário Simas Filho e Biô Barreira

Cuiabá (MT)

Na última semana, os termômetros na capital de Mato Grosso registravam temperaturas superiores aos 35 graus centígrados. Tão quentes quanto Cuiabá são os documentos que os empresários Darci Vedoin e seu filho Luiz Antônio obtiveram junto a bancos para ser entregues à Justiça, ao Ministério Público e à CPI dos Sanguessugas. Ambos são donos do grupo Planam, as empresas flagradas pela Polícia Federal em maio deste ano em um esquema de compras superfaturadas de ambulâncias que foram distribuídas a todo o País. Na ocasião, a PF prendeu 46 pessoas, entre elas os Vedoin, que permaneceram na cadeia por 80 dias.

Na quinta-feira 14, pai e filho fizeram chegar às mãos dos responsáveis pelas investigações uma pasta recheada de novos documentos. ISTOÉ teve acesso a esses documentos com exclusividade. Os mais importantes são extratos bancários que demonstram dezenas de depósitos feitos pelo grupo Planam a pessoas físicas e jurídicas até agora não mencionadas. Com essa documentação, a Justiça, o Ministério Público e a CPI ficam aparelhados para incluir nas investigações sobre a máfia das ambulâncias a efetiva participação dos ex-ministros da Saúde José Serra e Barjas Negri.

“Na época deles o nosso negócio era bem mais fácil. O dinheiro saía muito mais rápido. Foi quando mais crescemos”, diz Darci. “A confiança do pagamento era tão grande que chegamos a entregar cento e tantos carros apenas com o empenho do Ministério, antes de a verba ser liberada.”

Entre os documentos entregues pelos Vedoin está uma relação de emendas feitas no Orçamento da União que acabaram liberadas e atenderam aos interesses da Planam. A papelada indica que entre 2000 e 2004 a Planam comercializou 891 ambulâncias. Dessas, 681, mais de 70%, foram negociadas até o final de 2002, quando Barjas Negri deixou o Ministério da Saúde, após substituir José Serra, que disputara a eleição presidencial.

Para explicar a importância e a contundência do que estão delatando, Darci e Luiz Antônio apresentam um novo personagem na máfia das ambulâncias. Trata-se de Abel Pereira, um empresário da construção civil sediado em Piracicaba, cidade do interior paulista coincidentemente hoje administrada por Barjas Negri. “O Abel falava em nome do ministro Barjas e se tornou o nosso principal operador no Ministério da Saúde a partir do segundo semestre de 2002”, relata Luiz Antônio.

Segundo ele, naquele período houve uma pequena mudança no esquema. “Quando o Serra era ministro as operações eram feitas pelos parlamentares. Quando o Barjas deixou de ser secretário executivo e assumiu o comando do Ministério, Abel passou a ser o responsável pela liberação dos recursos, apesar de não possuir nenhum cargo naquela Pasta.”

Nos documentos bancários aos quais ISTOÉ teve acesso há cópias de pelo menos 15 cheques emitidos pela Klass, uma das empresas dos Vedoin, que teriam sido entregues ao próprio Abel. “Os cheques estão ao portador, mas foram entregues nas mãos dele”, acusa Darci. No total, esses cheques somam R$ 601,2 mil. Um deles, o de número 850182, datado de 30 de dezembro de 2002, tem o valor de R$ 87,2 mil. No mesmo dia, há outros sete cheques, seis deles são de R$ 30 mil e recebem os números de 850183 a 850188.

O cheque 850181, também de 30 de dezembro de 2002, tem o valor de R$ 45 mil. “Depois que eles perderam a eleição, o Abel me procurou e passamos a fazer muitas liberações”, diz Darci. De fato, 2002, último ano da administração tucana, foi o ano em que a Planam mais distribuiu ambulâncias pelo Brasil. Foram 317 no total. No Ministério Público, há quem suspeite que esses seguidos repasses tenham se destinado a pagar despesas da campanha presidencial de 2002. Agora, os procuradores deverão rastrear o destino desses cheques.

Quando o dinheiro não era repassado diretamente para Abel, segundo os Vedoin, as empresas do grupo Planam faziam depósitos em contas de pessoas jurídicas ou físicas, indicadas pelo preposto do ministro. Três depósitos têm chamado especial atenção dos parlamentares da CPI que já tiveram acesso a essa documentação. Trata-se de dinheiro entregue para a Kanguru Factoring Sociedade de Fomento Comercial. A empresa, dona do CGC 003824340/0001-25, encerrou suas atividades em 2003, no começo do governo Lula.

Dois depósitos no valor de R$ 66,5 mil foram feitos em 27 de dezembro de 2002. Três dias antes, há o registro de um depósito de R$ 33,5 mil. Há, porém, outras empresas que serão investigadas. A Datamicro Informática, por exemplo, sediada em Governador Valadares (MG), foi beneficiada com dois depósitos. Um deles, realizado em 19 de dezembro de 2002, é de R$ 70 mil. Também de Minas, foi beneficiada a Império Representações Turísticas. Com sede na cidade de Ipatinga, a empresa recebeu dois depósitos. O maior deles foi de R$ 60 mil, realizado em 18 de dezembro de 2002, na conta corrente 25644-7, do Banco do Brasil.

As relações de Serra e Barjas Negri são estreitas. O atual prefeito de Piracicaba tem enorme trânsito junto à cúpula tucana. Esteve com Serra no Ministério do Planejamento, foi secretário executivo no Ministério da Saúde, ministro da Saúde e, antes de se eleger prefeito de Piracicaba, em 2004, ocupou o cargo de secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Os donos da Planam afirmam que começaram a operação de distribuição de propinas para parlamentares que aprovassem emendas para a compra de ambulâncias em 1998, quando Serra assumiu o Ministério da Saúde.

“Naquela época, a bancada do PSDB conseguia aprovar tudo e, no Ministério, o dinheiro era rapidamente liberado, inclusive com a ajuda de Barjas”, lembra Luiz Antônio. Um ofício datado de 13 de dezembro de 2001 mostra que o gabinete acompanhava de perto as liberações de recursos para a compra de ambulâncias. No documento, já em poder da CPI, o então secretário executivo, Barjas Negri, se reporta ao Fundo Nacional de Saúde e pede “o empenho e a elaboração do convênio, com posterior retorno a essa Secretaria Executiva”. No mesmo ofício, Barjas diz tratar-se de “uma determinação do senhor ministro José Serra.”

Quando operava usando os parlamentares (até o segundo semestre de 2002), o grupo Planam destinava a eles 10% do que conseguia receber. Com a entrada de Abel na operação foi feita nova negociação, favorável ao empresário. “O Abel me chamou para um encontro em São Paulo. Conversamos no aeroporto de Congonhas. Tudo ficou acertado. No início da conversa ele queria manter os 10% que eram tratados com os deputados e senadores, mas no final da conversa fechamos com 6,5%”, narra Darci.

“Foi quando mais crescemos, pois tudo o que pedíamos era facilmente liberado”, completa Luiz Antônio. Com os nomes das pessoas físicas e jurídicas listadas pelos Vedoin, os procuradores que investigam a máfia das ambulâncias poderão saber por que razão Abel indicava os depósitos e qual o destino dado ao dinheiro das ambulâncias superfaturadas. Na relação entregue pelos donos da Planam constam, por exemplo, seis depósitos feitos a favor de pessoas ainda desconhecidas do caso.

Uma delas é Valdizete Martins Nogueira. Ela foi a destinatária de um depósito de R$ 7 mil feito na agência 3325-1 do Banco do Brasil em Jaciara, no interior mato-grossense, em janeiro de 2003. Na mesma cidade e na mesma agência do BB foram feitos três depósitos para outro personagem novo: Robson Rabelo de Almeida. Um desses depósitos teve o valor de R$ 20,1 mil, feito em 17 de dezembro de 2002. Em 3 de janeiro de 2003, o favorecido foi Mario J. Martignago, igualmente desconhecido até aqui, com um depósito de R$ 20 mil.

“A entrega desses documentos mostra que estamos cumprindo nosso acordo de dizer e provar tudo o que sabemos”, conclui Luiz Antônio. Com essas pistas todas, tanto o Ministério Público como a CPI poderão aprofundar ainda mais o esquema dos sanguessugas e talvez sugerir medidas para que coisas como essas não se repitam. “Somos culpados, mas não somos os maiores. A maior culpa é de governos antigos que propiciaram tudo isso. Jamais liguei para parlamentares. Eles é que ligavam para mim”, conclui Darci.

É possível conhecer A Verdade?

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará!” (a Bíblia)

Numa análise simplória, podemos afirmar que só conhece a verdade quem a vivenciou. Terceiros dificilmente terão acesso à verdade, porque esta não chega a seus ouvidos de forma clara e isenta de distorções: a verdade, nesse ponto, poderia ser resumida e sintetizada como um fato. Sendo senso comum, conforme vários personagens de nossa história, que as versões prevalecem sobre os fatos, estes chegam a nós de forma distorcida, tornando-se, com o passar do tempo, mitos.

A partir desse ponto, fazer o caminho inverso – ou seja, destrinchar, criticar e analisar mitos em busca da verdade -, é uma seara muito ingrata, injusta, desproporcional.

Mas não impossível.

Sob esse contexto, nós, os exotéricos (os que estão de fora) temos como única alternativa para tentar nos aproximar da verdade, uma busca incessante por informações, histórias, versões e fantasias. A partir daí, cruzando dados e criticando, mediante os resultados obtidos, as fontes, vamos estabelecendo padrões de confiabilidade das mesmas. É por esse motivo que esse post ganhou o sobtítulo de Artigo Dinâmico: baseia-se nesse conceito, de que a busca pela verdade não pode prescindir de uma constante revisitação dos conceitos, das descobertas, das idéias. Até chegar à verdade, libertadora.

Para dar maior substância ao assunto, vale citar um exemplo:

Digamos que, em determinado momento da história, um grande personagem tenha morrido em condições incoerentes com o que se poderia esperar de sua personalidade, história. Que seja um grande Estadista, um Atleta, um General, por exemplo. Vamos supor que esse General, notabilizado por uma grande vitória militar, tenha sido surpreendido por um marido ciumento em meio a um affair fervoroso com sua esposa. O marido traído mata o General e a esposa a tiros de pistola, e se mata depois. Sim, uma trágica história. O ordenança do General, dois soldados e um outro militar de alta patente, chegam ao local e dão de cara com a torpe cena: o notório militar nu, em uma cama alheia, morto, ao lado de sua amante, igualmente morta. Esse nosso General do exemplo é casado, e está formado o cerne de um escândalo.

Rapidamente, o outro militar de alta patente e o assessor reúnem a todos e determinam o que será contado: é preciso preservar a honra do general, e o bem que o mesmo fez à nossa grande nação. Daí, define-se que o General morreu pelas mão de terroristas, revoltados com o bom resultado que o militar vinha alcançando sob determinados aspectos.

É essa a história que será contada de agora em diante: afinal, o general é um herói.

Todos presentes a essa cena – os dois soldados, o ordenança, o assessor e o militar de alta patente, conheceram a verdade. E clara está a ordem para que a história real não prevaleça, e sim a versão, inteligentemente bem engendrada.

É lógico que, nesse fictício exemplo, os soldados, sem patente, comentarão o fato a terceiros, à familia, enfim. Mas por pouco tempo correrá a história real: ela não tem substância quando comparada á Versão.

Pois bem; como resultado desse exemplo, e dessa história não tão improvável, surge uma sequência:

Verdade >> Versão >> Mito

– A verdade, apenas os que lá estiveram presentes conhecem;

– A versão, criada pelos homens, circulará pela região um bom tempo ainda, e se solidificará em forma de…

Mito!! Uma vez que os participantes do infeliz episódio tenham morrido, ninguém mais há pra contar a verdade como ela de fato aconteceu. Então, o povo contenta-se com a história inteligentemente criada, e que cai melhor: O General, um homem honrado, foi morto por terroristas revoltados com seu excelente desempenho. O povo, então, termina por aceitar como verdade, o mito, pois é ele que se encaixa na figura do General.

(É sempre bom avisar: claro que nada temos contra generais ou militares; foi somente um exemplo).

Desconstruindo mitos

“É um destino costumeiro das novas verdades começarem como heresias” (Thomas Huxley)

Nesse ponto, podemos citar o Dr.David Ray Griffin, filósofo americano e entusiasta ferrenho do movimento “Verdade sobre o 11 de setembro”, numa palestra realizada pelo movimento, cujo áudio é reproduzido no documentário Zeitgeist (2007), aos 35m52s:

“Um mito é uma falsa ideia que é amplamente seguida.

Num sentido mais profundo, e no contexto religioso, um mito opera como uma história que guia e mobiliza povos.

O essencial não está na credibilidade da história mas sim na forma como ela funciona.E uma história não funciona, se não tiver nenhuma comunidade ou nação que acredite nela.

Nunca será matéria de debate se alguém tiver o arrojo de questionar a veracidade da história sagrada.  Os guardiães dessa fé nunca participarão num debate com eles.

Serão ignorados, ou denunciados como hereges e blasfemos.”

O desafio que se impõe aos homens de nossa época, é o de desmistificar os mitos, em amor à verdade.  Muito, muito tem sido oculto de nós.  E muitos morreram por causa destes segredos sujos.  É em nome de tanto sangue inocente, derramado de forma vil e inútil, que temos a obrigação de buscar a Verdade.

Quem fez um trabalho exemplar nesse sentido foram os autores de “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada” (Michael Baigent, Henry Lincoln e Richard Leigh), livro que inspirou o “Código da Vinci” de Dan Brown.  Ao fim de sua pesquisa, no ponto onde o livro começa a ficar mais quente, mesmo eles reconhecem que chegaram às conclusões, guiados por mãos invisíveis – talvez, membros do Priorado do Sião, interessados em revelar seus segredos.  Todavia, eles se perguntam como ninguém antes havia chegado às mesmas respostas?  Sua conclusão dá o que pensar:

“Nesse ponto fizemos uma pausa para revisar as evidências de que dispúnhamos. Elas nos estavam levando para uma direção clara, porém inesperada. Por que estas evidências – disponíveis durante séculos ainda não tinham chamado a atenção de outros estudiosos? Por que ninguém, até onde soubemos, jamais as sintetizara e tirara as conclusões que pareciam bastante óbvias, ainda que especulativas?”

Mais à frente, concluem (os grifos são nossos):

“Percebemos que as respostas a estas perguntas estavam em nossa própria época, ou melhor, nos modos ou hábitos de pensar que a caracterizam. Desde o chamado Iluminismo do século XVIII, a orientação da cultura e da consciência ocidental tem sido para a análise, mais do que para a síntese. Nossa época é caracterizada por uma sempre crescente especialização. A intelectualidade enfatiza exageradamente a especialização, que, como atesta a universidade moderna, implica a segregação do conhecimento em disciplinas distintas. Como conseqüência, as diversas esferas cobertas por nossa investigação têm sido tradicionalmente segmentadas em compartimentos bem separados. Em cada compartimento o material relevante tem sido devidamente explorado e avaliado por especialistas. Mas poucos destes especialistas, ou nenhum deles, têm se aventurado a estabelecer uma conexão entre sua área particular e outras que podem superpor-se a ela. Realmente, tais especialistas tendem a considerar com considerável desconfiança – espúrias no pior dos casos, irrelevantes no melhor – as áreas diferentes das suas. A pesquisa eclética, interdisciplinar, é freqüentemente desencorajada como sendo, entre outras coisas, especulativa demais.”

É por isso que cada vez mais leigos têm se destacado como garimpeiros de descobertas ou conclusões supreendentes.  O leigo não segue uma regra rígida de um ou outro campo de trabalho: ele tem a liberdade de analisar todas as possibilidades – mesmo as mais extremas – de maneira a formar uma conclusão do todo.

Um bom exemplo disso pode ser encontrado numa das melhores séries de TV de todos os tempos, e que, em nossa opinião (e na de milhares de pessoas), desafiou o estabilishmment abertamente: Os Arquivos X (The X-Files).  A série estreou em setembro de 1993 e terminou em maio de 2002. Nela, os agentes Fox William Mulder (David Duchovny) e Dana Katherine Scully (Gillian Anderson), investigam uma série de casos não solucionados pelo FBI, e considerados como de cunho paranormal ou conspiratório.

Destaca-se desde o primeiro capítulo a premissa de X-Files: os dois agentes manifestavam pontos de vista e enfoques antagônicos: um é cético, o outro crê em tudo.

A cética agente Scully é uma cientista, formada em medicina e que ingressou posteriormente para o FBI.  Mulder é formado em Psicologia em Oxford, contudo um evento bizarro em sua infância, o faz visualizar sempre o outro lado das questões que investiga: acredita-se que sua irmã foi abduzida por alienígenas.

Os diálogos e as situações derivadas dos embates entre Mulder e Scully, representaram muito bem o encontro dos leigos sem método e com mente aberta, com a ciência tradicional e obtusa, completamente cega e alheia a tudo aquilo que lhe escapa.  O principal é que, uma vez conciliados os diferentes pontos de vista, os agentes conseguiam grande sucesso em suas missões, sugerindo justamente a interdisciplinaridade de que falam os autores de O Santo Graal.  Isso, mais as referências escancaradas, e completamente verossímeis, à assuntos cuja abordagem não era comum na mídia americana – como abduções, extraterrestres, operações militares, acobertamento e conspirações -, marcaram a série como algo completamente diferente de suas antecessoras.

Ao invés de servir como mais um auxílio aos desinformadores, a série de Chris Carter levantou e fez levantar questões intrigantes, fascinando não só o público americano, mas também do mundo inteiro.  O mote que intitula esse post (The truth is out there), tornou-se lugar comum.  A série chegou, mesmo, a provocar tanta celeuma em torno de vários temas, que a seu propósito espoucaram movimentos e ações para abertura de segredos de Estado, de reconhecimento oficial da existência de vida extraterrestre, e muitos outros.  Para se ter uma idéia, ela é citada na conferência de inauguração e apresentação do The Disclosure Project, cuja pretensão é a de reunir e validar inúmeros testemunhos de pessoal bem qualificado, sobre a existência de vida extraterrestre.   Por essa e por outras, é que muitos afirmam: não foi por acaso que chegou ao fim.  De fato, em uma época em que abundam programas propositalmente alienantes de entretenimento e cultura de massa, uma série de televisão que faz o telespectador pensar, não iria muito longe.

Mulder e Scully representam, enfim, o melhor da interdisciplinaridade, e a necessidade de encarar a realidade abrindo mão de todos os paradigmas – uma necessidade para o avanço de todas as grandes descobertas.

É justamente a pesquisa interdisciplinar a que poderá apresentar resultados mais satisfatórios no processo de busca da Verdade.  Destarte, é fácil perceber que essa fragmentação é vantajosa para o estabilishmment, como  forma de manter o status quo.  Nada impede, mesmo, que seja proposital!  É interessante manter as pessoas ocupadas em enxergar cada uma das árvores, para que assim não vejam a floresta.

Recebemos um e-mail hoje que, segundo pudemos verificar, é antigo e circula há um bom tempo na nuvem.  Mas nunca é demais trazer o assunto à tona – sempre!!

Todos nós temos direito à vida.  O arrogante, estúpido, cego, cruel e corrupto ser humano  acredita ser  (não é!)  a espécie  dominante do planeta Terra, e que, por isso, teria o direito de escravizar, torturar, explorar e matar outras espécies.

Não sejamos hipócritas!  Também gostamos da boa e velha picanha, de uma boa linguiça bem assada e, naturalmente, um galeto ainda faz  excelente companhia ao arroz e feijão dos domingos brasileiros.  Todavia, é impossível deixar de pensar que todos esses prazeres foram trazidos à nossa mesa por uma razão muito mais prática do que nos fazer bem, nos trazer prazer; foram trazidos a nossa mesa por… lucro!

Sim!! Esqueça os comerciais de TV, as propagandas onde uma família feliz se reúne à mesa ,e compartilham sua alegria, ao som do jingle feliz da mais nova marca de margarina.  Margarina?  Uma massa de óleo, gordura hidrogenada, colesterol sufocante da pior qualidade, sal, corantes e conservantes!!   Você nunca mais consumiria margarina, linguiça, presunto ou mesmo qualquer tipo de carne ou alimento, se acompanhasse todo o ciclo de produção-industrialização.   Ou você realmente ainda é ingênuo de acreditar que as corporações que fabricam a deliciosa margarina, desejam apenas sua felicidade e dos seus, à mesa do café da manhã?

Ledo engano: você e nós somos apenas números!!  Números que multiplicam ganhos!!!

Somos gado! Nossa diferença em relação às reses, é que falamos e pensamos (??).

Enfim, essa tem sido a medida do ser humano: lucro!  Esse sistema monetário e capitalista que aí está, tem esse único e infeliz objetivo.  Enquanto não transcendermos esse sistema, ficaremos impedidos de alçar vôo  rumo a visões mais socialmente justas, eticamente corretas.

Há um documentário na internet, em que é dito que o ser humano precisa se lembrar que sua experiência nesse planeta, não é uma experiência isolada.  Ele a compartilha, no mesmo espaço, no mesmo tempo, com outros seres que também vivenciam suas experiências.  É simplesmente cruel que releguemos a estes seres uma vida de eterno servir, à custa de seu sangue, sua carne, para satisfazer não nossas necessidades básicas e naturais, mas a necessidade de lucro!!

Matando outros seres, o ser humano acumula mais capital, para escravizar não somente os animais, mas seus semelhantes!

Nada impede – na verdade, a julgar pelo destino que merecemos, é bem provável até – que  William Bramley, em seu “Os Deuses do Éden“, esteja certo: seremos apenas porcos, gansos e gado?

Pois merecemos!

Este planeta está doente.  E a doença somos nós!

Segue a mensagem:

“A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.  Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios, que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse produto: assim que os filhotes nascem, são imediatamente separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por toda a sua vida (4 meses) em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste do subproduto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral “ferro” da sua alimentação, tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um estrado de madeira, onde os excrementos possam passar por esse ripado e cair sobre um piso de concreto abaixo, onde os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é oferecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz.  A manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos da limpeza dos estábulos. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida – de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do Sol. E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem a menor idéia de como ela é produzida.

A medida da crueldade do ser humano: a carne de vitela!

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade – que já não mais tolera  violências  – vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou baby beef e repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

(Fonte: Instituto Nina Rodrigues – Projetos por Amor à Vida)”

A idéia é que possamos manter o ritmo, aqui no Paralelo XIV, de no mínimo um post semanal.   Todavia, o tempo é curto e a criatividade não conhece prazos.  Não se manifesta por encomenda.  Criatividade para permitir a concepção, desenvolvimento, edição e argumentação sólidas, resultando em um texto agradável de se ler, coerente.  Quem é fera em redação (não somos!) sabe do que estamos falando!

Ainda estamos devendo o post dessa semana, e os comentários sobre o massacre que o Lula proporcionou em sua entrevista na Band.

Nós bem que avisamos, que ele costuma encantar jornalistas.

Dito e feito!

Bom fim de semana!!